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Os pinheiros, o Quartel e a neblina

29º GAC AP – Grupo Humaitá

“Senhor, umas casas existem, onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta se levantam para obedecer. De noite a outro toque de corneta se deitam obedecendo. Da Vontade fizeram renúncia como da vida. Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grandes que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente os conhece por militares.

Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem, como se os cobres de pré pudessem pagar a Liberdade e a Vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros de mais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém calados continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição eles compram a liberdade para todos e defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem. Porque por definição o homem de guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai a coragem e a sua direita a disciplina”. (Trecho da Carta a El Rei de Portugal, por Moniz Barreto em 1883.)

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  • Uploaded on December 5, 2008
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    by Rubens Craveiro