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Ponte D. Luis I no Porto

Ponte D. Luis I no Porto

by Andre Luis Acosta

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Comments

Filipe N., on January 15, 2009, said:

Caro senhor,

Sou morador da cidade e historiador da Faculdade de Letras do Porto, e devo dizer que a foto me parece retratar a estrutura da Ponte D. Luís I.

Quanto à história que conta, torna-se para mim obvio que confundiu as duas pontes. Tudo bem, são parecidas, mas vou corrigir a sua história:

Ponte D. Maria Pia

Está implantada no quilómetro 334.561 da Linha do Norte. Do lado do Porto, a via férrea entra num túnel com bifurcação para a Estação de Campanhã no sentido Este ou para a Estação de São Bento no sentido Oeste. Do lado de Gaia, após a passagem do túnel de Quebrantões, entra na estação de General Torres. Foi declarada Monumento Nacional em 1982. Está lançada sobre o Douro, ligando por caminho de ferro o monte do Seminário à Serra do Pilar.

É constituída por um arco parabólico onde se apoia um tabuleiro de 350 metros. Apoia-se em três pilares do lado de Gaia e dois pilares do lado do Porto. Outros dois mais curtos apoiam-se mesmo em cima do arco. Os 5 pilares de apoio assentam em alvenaria de granito. Apresenta seis vãos. O peso da ponte, incluindo o arco, tabuleiro e pilares é de 1500 toneladas, tendo sido executada por 150 operários.

Em 1875, a obra de construção foi adjudicada à firma parisiense Eiffel & Cª. O Engenheiro Gustave Eiffel é o responsável directo por esta ponte. Em 1878, a ponte estava pronta, com a garantia, dada por Eiffel, de que poderia funcionar em pleno por 114 anos. No dia 4 de Novembro desse ano, o rei D. Luís I e a esposa, D. Maria Pia, vieram inaugurar a ponte, que foi baptizada com o nome da Rainha. Mas já em 1900 a ponte era considerada insegura, e só podiam circular por ela comboios com 14 toneladas por vagão e a 10 km/h. Procedeu-se ao seu reforço estrutural, mas já em 1916 se pensava numa segunda travessia que a substituísse. Ao longo do século XX, seria um incómodo e causaria imensos entraves à circulação ferroviária.

Apesar da American Society of Engineering a ter classificado como Internacional Historic Civil Engineering Landmark em 1990, a ponte viria a ser encerrada definitivamente em 1991 por razões de segurança, dado que os comboios não podiam circular com peso excessivo ou a mais de 20 km/h. Desde então é uma triste memória, sem uso para a cidade, e que exige restaurar e reaproveitar.

Ponte D. Luís I

Fica situada a Oeste da Ponte D. Maria Pia, e é a mais conhecida das duas. Foi construída para substituir uma outra ponte, ao lado, chamada de Ponte Pênsil. O concurso para a obra abriu em 11 de Agosto de 1880, com o ante-projecto do Engenheiro João Joaquim de Matos (para indicar aos concorrentes o que queria exactamente o Estado). O concurso envolveu 3 empresas, entre as quais a Eiffel e Cªa. que perdeu concurso para a jovem Societé Willebroeck, de Bruxelas, onde estava a trabalhar o já ex-sócio de Eiffel, Teófilo Seyrig. O Estado pagou pela ponte 369.000$000.

A ponte tem 2 tabuleiros, um para as zonas ribeirinhas, e outro para as partes altas de Porto e Gaia, entre as ruas Chã e Saraiva de Carvalho e a parte inferior da esplanada do Quartel da Serra do Pilar. Os tabuleiros medem, respectivamente, 174 e 390 metros. O arco tem 178 metros de corda e 44,60 de flecha e é constituído por duas curvas parabólicas divergentes, com a abertura entre elas de 17,8 m. no nascimento e 7,7 m. no fecho. A curvatura do arco foi uma inovação de Seyrig que lhe valeu um prémio internacional. A sua montagem, que iniciou pelos estribos de ambos os lados, requereu o lançamento entre as margens de cabos de aço que sustiveram as duas metades do arco até à reunião. Os encontros do arco são em cantaria e têm ainda a funcionalidade de sustentar o tabuleiro superior, 60 metros acima do rio. Do tabuleiro superior descem quatro alças metálicas que ligam o arco ao banzo inferior das vigas do dito tabuleiro e permitem uma equilibrada distribuição das cargas no arco, que por sua vez as deposita sobre o solo. O tabuleiro superior compõe-se de vigas rectas de nova tramos de rótulos, cinco deles pertencentes ao arco. O tabuleiro inferior está 11 metros acima do rio. Ambos os tabuleiros possuem 8 metros de largura (o superior foi recentemente alargado para o Metro).

O ferro usado na ponte: 165.100 kg (pilares), 1.659.688 kg (arco), 130.000 kg (suspensão entre os tabuleiros), 662.479 kg (tabuleiro superior) e 428.480 (tabuleiro inferior). Tudo somado ronda os 3.045.747 kg de ferro.

A obra foi concluída em 1886, ano em que fizeram as provas de resistência (com uma carga calculada de duas toneladas por cada metro linear de viga). Foi inaugurada por D. Luís I a 31 de Outubro de 1886, e benzida pelo bispo D. Américo.

Hoje o tráfego é rodoviário e de peões no tabuleiro inferior e de peões e metro no superior.

Espero que tenha sido esclarecedor. =)

Parabéns pela foto, está bem tirada e bonita.

Andre Luis Acosta, on February 18, 2009, said:

Você está certo Filipe. A ponte fotografada é a D. Luis I e não a ponte D. Maria Pia. Agradeço sua observação e usarei sua ótima descrição para o histórico da ponte em minha fotografia, se não se importar.

Ponte D. Luís I

Fica situada a Oeste da Ponte D. Maria Pia, e é a mais conhecida das duas. Foi construída para substituir uma outra ponte, ao lado, chamada de Ponte Pênsil. O concurso para a obra abriu em 11 de Agosto de 1880, com o ante-projecto do Engenheiro João Joaquim de Matos (para indicar aos concorrentes o que queria exactamente o Estado). O concurso envolveu 3 empresas, entre as quais a Eiffel e Cªa. que perdeu concurso para a jovem Societé Willebroeck, de Bruxelas, onde estava a trabalhar o já ex-sócio de Eiffel, Teófilo Seyrig. O Estado pagou pela ponte 369.000$000.

A ponte tem 2 tabuleiros, um para as zonas ribeirinhas, e outro para as partes altas de Porto e Gaia, entre as ruas Chã e Saraiva de Carvalho e a parte inferior da esplanada do Quartel da Serra do Pilar. Os tabuleiros medem, respectivamente, 174 e 390 metros. O arco tem 178 metros de corda e 44,60 de flecha e é constituído por duas curvas parabólicas divergentes, com a abertura entre elas de 17,8 m. no nascimento e 7,7 m. no fecho. A curvatura do arco foi uma inovação de Seyrig que lhe valeu um prémio internacional. A sua montagem, que iniciou pelos estribos de ambos os lados, requereu o lançamento entre as margens de cabos de aço que sustiveram as duas metades do arco até à reunião. Os encontros do arco são em cantaria e têm ainda a funcionalidade de sustentar o tabuleiro superior, 60 metros acima do rio. Do tabuleiro superior descem quatro alças metálicas que ligam o arco ao banzo inferior das vigas do dito tabuleiro e permitem uma equilibrada distribuição das cargas no arco, que por sua vez as deposita sobre o solo. O tabuleiro superior compõe-se de vigas rectas de nova tramos de rótulos, cinco deles pertencentes ao arco. O tabuleiro inferior está 11 metros acima do rio. Ambos os tabuleiros possuem 8 metros de largura (o superior foi recentemente alargado para o Metro).

O ferro usado na ponte: 165.100 kg (pilares), 1.659.688 kg (arco), 130.000 kg (suspensão entre os tabuleiros), 662.479 kg (tabuleiro superior) e 428.480 (tabuleiro inferior). Tudo somado ronda os 3.045.747 kg de ferro.

A obra foi concluída em 1886, ano em que fizeram as provas de resistência (com uma carga calculada de duas toneladas por cada metro linear de viga). Foi inaugurada por D. Luís I a 31 de Outubro de 1886, e benzida pelo bispo D. Américo.

Hoje o tráfego é rodoviário e de peões no tabuleiro inferior e de peões e metro no superior. Fonte: Filipe N. panoramio.com/user/2655984

Filipe N., on February 20, 2009, said:

Caro senhor, esteja à vontade para o usar. Se precisar de algum esclarecimento, eu estou aqui, ou então contacte para filipemanuelneto@hotmail.com.

Terei o maior prazer em ajudar.

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