RODOANEL MARIO COVAS COM RODOVIA CASTELLO BRANCO-TAMBORÉ-BARUERI-SP

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ETEVALDO PINTO on February 10, 2009

O Rodoanel Mário Covas (SP-21), também conhecido como Rodoanel Metropolitano de São Paulo ou simplesmente Rodoanel é uma auto-estrada que está sendo construída em torno do centro da Região Metropolitana de São Paulo, na tentativa de aliviar o intenso tráfego de caminhões nas duas vias marginais da cidade (Pinheiros e Tietê), cujo reflexo no tráfego urbano vem provocando uma grave situação de congestionamentos monstruosos. É previsto como uma estrada de acesso restrito, com largas faixas vazias ou a ser preenchidas com arvoredos, nas proximidades de áreas residenciais no seu entorno, visando a evitar a ocupação das áreas lindeiras. Não obstante, a simples presença do Rodoanel provocou um intenso movimento de especulação imobiliária nessas regiões. Sua execução foi dividida em quatro trechos, Oeste, Sul, Leste e Norte. Somente o trecho Oeste foi concluído até o momento. O trecho Sul encontra-se em construção. Desde 17 de dezembro de 2008, o Rodoanel é uma rodovia pedagiada. As praças de pedágio estão localizadas nas saídas das 5 rodovias atualmente interligadas, além dos 2 acessos urbanos (Av. Raimundo Pereira de Magalhães e Jardim Padroeira). O valor cobrado atualmente é de R$ 1,20 para veículos de passeio. Porém, na tarde do dia 9 de janeiro de 2008 a cobrança foi suspensa, pois segundo denúncias, os pedágios estariam sendo cobrados dentro de um raio de 35 km a partir do centro da capital paulista (no Marco Zero). A concessionária que administra a Rodovia recorreu da decisão do Juiz Rômolo Russo Júnior e o pedágio voltou a ser cobrado na noite do dia seguinte. A idéia de uma via perimetral que circundasse o núcleo central da Região Metropolitana de São Paulo foi vislumbrada por urbanistas e autoridades desde a segunda década do século XX. Um primeiro passo em direção ao projeto chegou a ser dado em 1952, quando as frotas da indústria automobilística começaram a tomar as ruas das cidades brasileiras. O esboço de anel rodoviário acabou dando origem às Marginais Tietê e Pinheiros. Trinta anos depois, com essas duas vias já totalmente congestionadas, começaram a ser construídos o Minianel Viário e o Anel Metropolitano. O plano resultou nas avenidas Jacu Pêssego e Fábio Eduardo Ramos Esquivel. As duas estradas, porém, logo perderam a característica de vias expressas, em função da descontinuidade das obras. Um novo projeto foi feito sete anos mais tarde, com o nome de Grande Anel Rodoviário, mas terminou inviabilizado pela distância da Capital. Em 1987, teve início a construção da Via Perimetral Metropolitana e, em 1992, foi apresentado um novo projeto com rota similar à do Rodoanel Mário Covas. Esse mesmo traçado, com a modificação do Trecho Norte, que passava por trás da Serra da Cantareira, saiu do papel e virou obra em fins de 1998, por iniciativa do governador Mário Covas. O Rodoanel Mario Covas é um empreendimento que tem como principal objetivo a melhoria da qualidade de vida da Grande São Paulo. Além de tornar o trânsito ágil, eliminando o tráfego de passagem, deixará a cidade mais livre para os transportes coletivo e individual. Será uma rodovia com acesso restrito que contornará a Região Metropolitana num distanciamento de 20 a 40 km do centro do município. A sua extensão total será de 170 km, interligando os grandes corredores de acesso à metrópole: Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta, Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias. O projeto contempla dispositivos e medidas operacionais que visam a reduzir as consequências de acidentes com cargas perigosas, controlando e impedindo a contaminação ambiental. Nos túneis está prevista a implantação de sistemas de ventilação e filtros, facilitando a dissipação dos gases já devidamente filtrados. A construção do Rodoanel Mário Covas está dividida em quatro trechos: Oeste, entregue em outubro de 2002, Sul, a ser entregue em março de 2010, Leste e Norte. Seu traçado circunda a Região Metropolitana de São Paulo, cruzando setores urbanos e áreas com características rurais. Estudos realizados pela Dersa antes de 1992 consideraram três alternativas e inúmeras variantes do traçado para o Rodoanel, dentro de um raio de 10 a 40 km de distância do centro da cidade de São Paulo. Essas três alternativas foram avaliadas comparativamente pela Dersa e confirmaram que os volumes de tráfego a serem canalizados pelo empreendimento dependem, principalmente, da macrolocalização do traçado, ou seja, a distância em relação ao centro influi diretamente no volume de tráfego a ser atraído pelo empreendimento, na extensão total do empreendimento e nos tipos de impactos sobre o uso e ocupação do solo onde será implantado. Anteriormente ao Rodoanel Mário Covas, com o crescimento dos deslocamentos rodoviários a cidade de São Paulo já esboçou projetos de anéis viários que conectassem as principais vias e evitasse o deslocamento pelo centro da cidade. Os principais foram: Inaugurado na década de 1970, esse sistema, composto pelas vias expressas Marginais e mais avenidas de grande porte, é responsável por interligar as 10 principais rodovias que chegam à cidade de São Paulo fazendo um formato próximo a uma circunferência, com distância de 5 a 10 km do centro da capital. O anel serve como delimitante da região chamada centro expandido, onde é válido o rodízio municipal de veículos. Hoje, pelo crescimento da cidade, suas avenidas passaram a cortar regiões densamente povoadas. Além do deslocamento interno de veículos, grande parte das vias desse sistema possuem inúmeros cruzamentos e semáforos, o que demonstra sinal de saturação do sistema. Até a inauguração total do Rodoanel Mário Covas, é o sistema que por onde ocorre o fluxo de exportação entre o interior do país e o Porto de Santos, bem como entre o Vale do Paraíba e Santos. Vias integrantes do sistema:Marginal Tietê (acesso às rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Dutra, F. Dias e Ayrton Senna) Marginal Pinheiros (acesso às rodovias C. Branco, R. Tavares, R. Bittencourt),Av. dos Bandeirantes,Av. Afonso d'Escragnolle Taunay(acesso à rodovia Imigrantes) Complexo Viário Maria Maluf,Av. Presidente Tancredo Neves Rua das Juntas Provisórias (acesso à rodovia Anchieta) Av. Luís Inácio de Anhaia Melo,Av. Salim Farah Maluf (acesso à Marginal Tietê e rodovia Dutra) Arco Sul;Este anel começou a ser construído com a função de substituir o sistema viário interior. Com um raio maior que o sistema do centro expandido e menor que o Rodoanel Mário Covas, o arco sul apenas representa meia-circunferência, fazendo a ligação entre a Marginal Pinheiros e a região de Santo André e Mauá e depois de uma breve lacuna (a ser preenchida pela expansão da Av. Jacu Pêssego), entre o a Zona Leste de São Paulo e a Rodovia Ayrton Senna. O sistema cruza as rodovias Imigrantes e Anchieta;Vias integrantes do sistema:,Marginal Pinheiros (São Paulo),Av. Roque Petroni Jr. (São Paulo),Av. Prof. Vicente Rao (São Paulo),Av. Vereador João de Luca (São Paulo) Av. Cupecê (São Paulo),Av. Fábio Eduardo Ramos Esquivel (Diadema) (acesso à rodovia Imigrantes) Av. Corredor ABD (Diadema/São Bernardo do Campo/Santo André) (acesso à rodovia Anchieta),Av. Prestes Maia (Santo André),Vd. Presidente Castelo Branco (Santo André),Avenida dos Estados (Santo André),Av. Manoel da Nóbrega (Mauá),Av. João Ramalho (Mauá),Av. Jacu Pêssego (prolongamento em construção) (Mauá),Av. Jacu Pêssego (São Paulo),Rodovia Ayrton Senna (São Paulo) Trajeto; O trajeto do Rodoanel Mário Covas cruzará os seguintes municípios, todos na região metropolitana de São Paulo. Trecho oeste (2002), Trecho sul (2009),Trecho leste(2014),Trecho norte São Paulo Embu Ferraz de Vasconcelos Arujá Barueri Itapecerica da Serra Poá Guarulhos Carapicuíba São Paulo Suzano São Paulo Osasco São Bernardo do Campo Itaquaquecetuba Mairiporã,Cotia Santo André Caieiras Embu, Ribeirão Pires e Mauá Viabilidade do trecho norte ainda em estudos. Rodovias interligadas; Trecho oeste (2002), Trecho sul (2010), Trecho leste (2014), Trecho norte SP-332,Imigrantes,Ayrton Senna,Fernão Dias,Bandeirantes,Anchieta,Dutra,Anhangüera,SP-66,Castelo Branco,Raposo Tavares,Régis Bittencourt Viabilidade do trecho norte ainda em estudos. Memorial descritivo rodoviário Trecho oeste km 01 - Início da rodovia, na cidade de São Paulo km 01 - Início do trecho sob concessão da CCR RodoAnel km 01 - Acesso à Rodovia SP-332, para Francisco Morato (14 km), São Paulo (bairro Pirituba, 28 km) (Pedágio) km 04 - Acesso à Rodovia dos Bandeirantes, para Campinas (71 km), São Paulo (Marginal Tietê, 28 km) (Pedágio) km 07 - Acesso à Rodovia Anhangüera, para Campinas (69 km), São Paulo (22 km) (bairro Lapa, 28 km) (Pedágio) km 15 - Acesso à Rodovia Castelo Branco, para Sorocaba (73 km), São Paulo (Complexo do Cebolão, 18 km) (Pedágio) km 19 - Acesso ao Jardim Padroeira, Osasco (Pedágio) km 25 - Acesso à Rodovia Raposo Tavares, para Sorocaba (72 km), São Paulo (bairro Butantã, 21 km) (Pedágio) km 30 - Acesso à Rodovia Régis Bittencourt, para Curitiba (410 km), São Paulo (bairro Vila Sônia, 25 km) (Pedágio) km 30,5 - Termino do trecho sob concessão da CCR RodoAnel Trecho oeste Trecho oeste do RodoanelInaugurado em 11 de outubro de 2002, este trecho tem 32 km de extensão, indo da Estrada Velha de Campinas, na zona norte de São Paulo até a Rodovia Régis Bittencourt, no município de Embu. Corta as rodovias Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco e Raposo Tavares. Entre estas duas últimas, há um acesso urbano, na altura do Jardim Padroeira na cidade de Osasco. A obra tem o objetivo de evitar que veículos que queiram se deslocar entre estas rodovias passem pelo trecho final da Marginal Tietê e pela Marginal Pinheiros, sem falar em outras avenidas que cruzam a região oeste da Capital, tais como a Corifeu de Azevedo Marques e a Francisco Morato, entre outras. Em 11 de março de 2008 ocorreu o leilão de concessão deste trecho do Rodoanel, vencido pelo Consórcio Integração Oeste, composto pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e Equipav, que apresentou a menor tarifa de pedágio (R$ 1,1684, a ser reajustado pelo IPCA em julho). O valor representa um deságio de 61% em relação ao teto estabelecido pelo governo, de R$ 3. Também participaram do leilão: o consórcio formado por BRVias, Odebrecht e Cibe (proposta de pedágio de R$ 1,2600), a consórcio formado por Triunfo e Iberpistas (proposta de pedágio de R$ 2,1799), a empreiteira Queiroz Galvão (proposta de pedágio de R$ 2,468), a empresa espanhola OHL (proposta de pedágio de R$ 2,2807). O consórcio pagará R$ 2 bilhões ao Estado pela outorga, em um prazo de 2 anos. O contrato prevê investimentos da ordem de R$ 804 milhões ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 100 milhões investidos já no primeiro ano. Atualmente, a CCR já administra 4 das 5 rodovias cortadas pelo trecho oeste do Rodoanel. Foi criada a empresa CCR RodoAnel para administrar o trecho, com o início da operação das praças de pedágio ocorrendo em 17 de dezembro de 2008, com o valor de R$ 1,20 para veículos de passeio. Trecho sul O trecho sul do Rodoanel fará a interligação a partir do final do trecho oeste, no trevo da Rodovia Régis Bittencourt, passando pelas rodovias Imigrantes e Anchieta e nos municípios de Embu, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires, até o entrocamento com a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, a qual será prolongada até a Avenida Jacu Pêssego, garantindo acesso às rodovias Dutra e Ayrton Senna, até a conclusão do trecho leste do anel viário. As obras do trecho sul do Rodoanel foram inicialmente programadas para iniciarem em 2003, logo após a conclusão do trecho oeste, com o cronograma prevendo a entrega da circunferência completa em 2008, contudo uma série de contratempos envolvendo a questão ambiental da região onde passaria o traçado, bem como questões políticas que atravancaram o repasse de recursos fizeram com que o contrato de licitação fosse assinado apenas três anos mais tarde. Assim, em 27 de abril de 2006, a Dersa assinou o contrato com os cinco consórcios que venceram a licitação para a execução das obras do trecho sul. Com a extensão de 57km, o custo total da obra será de R$ 3,46 bilhões. As obras estavam programadas para ser iniciadas em 15 de setembro do mesmo ano, porém apenas em 28 de maio de 2007 a pedra fundamental das obras foi finalmente lançada, com o governador José Serra ligando a primeira máquina que deu início simbólico as obras, em Mauá. Atualmente, o trecho encontra-se em acelerado processo de construção e será entregue em 27 de Novembro de 2009. Sua construção será importantíssima para aliviar o tráfego da Marginal Pinheiros e da Avenida dos Bandeirantes, gargalo obrigatório por onde passam os veículos que vêm de outras partes do Estado de São Paulo, do Triângulo Mineiro e da Região Centro-Oeste com destino à Baixada Santista. Trecho leste O início das obras do trecho leste do Rodoanel Mário Covas está previsto para 2010. Seu projeto prevê a passagem deste trecho pelos municípios de Ribeirão Pires, Mauá, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba e Guarulhos. Servirá como ligação entre as rodovias que servem a Baixada Santista com a Ayrton Senna e Via Dutra, desafogando o trafego das Avenidas Juntas Provisórias, Anhaia Melo e Salim Farah Maluf, que cortam os bairros do Ipiranga, Vila Prudente e Tatuapé em São Paulo. Estima-se que o trecho leste terá um custo elevado, pois atravessará regiões densamente povoadas, especialmente em Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba, onde a via cruzará regiões quase que centrais desses municípios. O único acesso ao trecho leste do Rodoanel Mário Covas (com exceção das interligações com as outras rodovias), ficará no município de Poá, onde haverá a interligação com a SP-66 e saída para o município de Suzano. Há previsão de construção praças de pedágio neste acesso. Como alternativa ao trecho leste, o Governo do Estado e a Dersa, em parceria com as prefeituras de São Paulo, Guarulhos e Mauá está construindo o chamado Complexo Jacu Pêssego, expandindo a Av. Jacu Pêssego ao norte, em direção a Via Dutra e ao sul, em direção à Av. Papa João XXIII, em Mauá. Estima-se que a inauguração do complexo será coincidente com a entrega do trecho sul do Rodoanel, em março de 2010, garantindo assim a interligação de 9 rodovias antes mesmo da conclusão do trecho leste do Rodoanel Mário Covas. Segundo o governador José Serra, o complexo fará as vezes de um "mini-Rodoanel Leste" até que este seja concluído. Trecho norte Sem previsão para o início de construção, o trecho norte ligaria as rodovias Dutra e Fernão Dias às Rodovias dos Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Rodovia Régis Bittencourt de forma mais direta. Porém, é o trecho que apresenta o projeto mais custoso, tanto financeiramente, como ambientalmente. Embora sirva para retirar da Marginal Tietê os veículos que partem de Minas Gerais, do Vale do Paraíba e do Rio de Janeiro para o Sul do país, o trecho norte apresenta fatores que não sugerem a sua construção em curto prazo. O primeiro deles diz respeito à Serra da Cantareira, reserva de Mata Atlântica existente na Zona Norte do Município de São Paulo junto aos municípios de Guarulhos, Mairiporã, Franco da Rocha e Caieiras, que provalemente obrigará a construção a ser elaborada de forma diferenciada, com a presença de vários quilômetros de túneis. Outro fator diz respeito à Rodovia Dom Pedro I, que liga a Dutra à Campinas, correndo a menos de 50 quilômetros ao norte do local para onde está prevista a construção do ramo. Esta rodovia é considerada sub-utilizada para a infra-estrutura que possui, e já carrega praticamente todo o fluxo que circula de Minas, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro até as regiões oeste e norte de São Paulo. Uma ligação mais eficiente daquelas regiões com a Região Sul do Brasil poderia ser feita através da construção de uma pista nos padrões do Rodoanel entre as rodovias Dom Pedro e Bandeirantes, ou, daquela até o início do tramo oeste do Rodoanel.

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Photo taken in Tamboré, Barueri - São Paulo, Brazil

Photo details

  • Uploaded on February 8, 2009
  • © All Rights Reserved
    by ETEVALDO PINTO
    • Camera: Digital Camera 5MP-9Y3
    • Taken on 2009/02/02 16:35:42
    • Exposure: 0.001s (1/1173)
    • Focal Length: 7.30mm
    • F/Stop: f/3.300
    • ISO Speed: ISO50
    • Exposure Bias: 0.00 EV
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