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Guarita - Torres (RS) - Brasil ©G.Schüür

Guarita - Torres (RS) - Brasil ©G.Schüür

by Germano Schüür

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Comments

Germano Schüür, on June 9, said:

Torres é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 29º20'07" sul e a uma longitude 49º43'37" oeste, estando a uma altitude de 16 metros. Sua população estimada em 2004 era de 33 680 habitantes. A população estimada, com os arredores da cidade, é de 80 mil habitantes.

Possui uma área de 161,76 km². O município de Torres possui este nome devido à existência de três grandes rochedos que se estendem à Beira-Mar.

História

Torres é um dos núcleos mais antigos do Rio Grande do Sul. O primeiro navegador português a apontar em Torres foi Pedro Lopes de Sousa, por volta de 1531. Desembarcando no Boipetiba, atual rio Mampituba, fez registro dos indígenas no local. A região de Torres era inicialmente habitada por indígenas Carijós, Minuanos e Arachanes, que viviam da caça e pesca e se dedicavam a uma rudimentar agricultura.

Os índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachanes do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na Praia Grande e indo até a Itapeva. Em 1500, estas trilhas, abertas em meio a matagais começaram a ser usadas também por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos.

Entre os anos de 1600 a 1640, estima-se que viviam, no Sul do Brasil, cerca de quinhentos mil índios, que aos poucos foram desaparecendo por causa das doenças introduzidas pelo contato com o branco, escravidão e lutas tribais.

Através da documentação existente sobre os indígenas do litoral, sabemos que os Carijós eram dóceis e interesseiros. Por este motivo houve um comércio muito grande entre paulistas que viviam ao sul em busca de escravos, e os caciques. Entre os índios, os negociantes que ficaram mais famosos foram o cacique Tubarão, que deu origem à cidade de Tubarão, em Santa Catarina, e o cacique Maracanã. Aos poucos, a região foi ficando despovoada de índios. Sabe-se que, por volta de 1700, quando os lagunenses desceram pelo litoral, quase não encontraram índios.

Desaparecidos os índios, mantiveram-se os caminhos. Era o elo principal entre o resto do Brasil e os núcleos avançados do povoamento português, na Colônia do Sacramento (1679) e no presidio de Rio Grande (1737). Assim Torres assumiu a importante função de controlar a estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776).

Colonos e açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna (SC) começaram a instalar-se na região. O Título de Fundador de Torres se confere ao alferes Manuel Ferreira Porto, militar que veio para Torres tomar conta da guarda que aqui existia.

Em 1809, Dom Diogo de Sousa, conde de Rio Pardo, primeiro capitão-mor da capitania de São Pedro do Rio Grande, mandou reforçar a Guarnição de Torres e autorizou a construção de São Domingos das Torres, além de um presidio militar. Os trabalhos foram realizados por prisioneiros. Segundo o escritor Ruy Ruben Ruschel, a atual localização se deve ao sargento Manuel Ferreira Porto, Comandante da Guarnição, que em 1815 obteve a licença do Bispo Dom João Caetano Coutinho para edificar a capela no local. Os colonos a desejavam no Morro da Itapeva, mas ele mandou construi-la junto ao Posto da Guarda, atual Morro do Farol.

Em 1826, D. Pedro I passou pelo povoado de Torres/RS. No dia 05 dezembro, a caminho do Sul do País por motivo da guerra da Cisplatina. No dia 25 do mesmo mês e ano, ele retornou pernoitando novamente no complexo administrativo-militar da época, situado entre a igreja e o baluarte.

Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1830, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no distrito de Morro Azul.

Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo, porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balneária e, em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS.

Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de dezembro de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província. O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879.

A rua Júlio de Castilhos foi a primeira de Torres e suas origens datam de antes da descoberta do Brasil. No começo foi trilha dos índios, talhada nos matos que se estendiam no sopé do morro, ao longo do banhado que rodeava a Lagoa do Violão. Aos indígenas tornou-se essencial a abertura dessa picada, para possibilitar a comunicação entre as praias que vinham no norte (o litoral dos Carijós) e as praias que levavam ao sul (a região dos Arachanes). A linha hoje ocupada pela rua Júlio de Castilhos representava o traçado mais lógico para unir o Norte ao Sul.

Torres tem, ainda, um pouco da história "viva". Assim poderiam ser consideradas as casas antigas da rua Júlio de Castilhos, umas dezenas escassas, representativas da vida inicial da localidade. Formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos, em estilo colonial açoriano, que até por motivos estéticos e turísticos, deveria ser preservado. Trata-se de um casario todo construído no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão. Dentre esta herança arquitetônica destaca-se a pequena igreja de São Domingos, situada nos flancos do Morro do Farol. Foi a primeira a ser construída no trecho entre Laguna e Osório. Inaugurada em 25 de outubro de 1824, foi promovida a capela curada em 1826 e a freguesia em 1837. Sua construção é num barroco tardio muito simplificado mas muito gracioso, e possui uma única torre acrescentada em 1898 pelo Padre Lamônaco. Tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual, está carecendo reparos. Em seu interior existem imagens doadas por Dom Pedro I, de grande valor histórico.

Este estabelecimento militar erguido em março de 1777, ocupou a plataforma baixa do Morro do Farol, aproximadamente onde agora está a Escola Cenecista Prof. Durban Ferraz Ferreira ou ligeiramente atrás. Esteve guarnecido poucos meses por tropas do Regimento de Santos e foi desocupado ao saber-se do armistício que garantia a retirada dos Castelhanos que haviam invadido a Ilha de Santa Catarina, no começo daquele ano. O Forte São Diogo desmanchou-se com o tempo não deixando sinais. A maioria dos torrenses e veranistas nem imaginam que ali existiu um Forte, antes de nascer a cidade.

Balneário

O município de Torres tem fama internacional como balneário do Rio Grande do Sul. Como atrativo, a Praia de Torres é a única do litoral gaúcho que possui morros na orla, todos os demais balneários do litoral do Estado têm superfície plana.

O Rio Mampituba deságua em Torres, fazendo a divisa natural do Rio Grande do Sul com o Estado de Santa Catarina. O município conta também com as águas da Lagoa Itapeva.

Fonte: Wikipedia

Draken, on June 9, said:

Germano

Your photos are always fantastic and the information provided is excellent.

Congratulations!!

po_sti, on June 10, said:

Bravo, complimenti!

Андрей824, on June 12, said:

Amazing shot!Very beautiful!

Patricia Santini, on June 13, said:

Maravilloso lugar y gracias por la interesante información, eres uno de los pocos que explican algo sobre los lugares que muestras. Un gran saludo y ¿cómo va el libro?...Paty.

Henrique de BORBA, on June 30, said:

Germano Schüür meu caro,

Bela e tradicional paisagem de nossa Torres. Magnífica a tomada! Tive o prazer de trabalhar como bancário no BB - Torres, de onde guardo boas recordações. Parabéns pelo teu excelente trabalho em prol da fotografia. Um "look" em tuas fotos já é um baita curso, tchê! Grato pelo conteúdo e volume de informações.

Germano Schüür, on July 1, said:

Prezado Henrique de BORBA

Fiquei lisongeado com seus comentários. Certamente Torres é a nossa mais bela praia gaúcha e deve ter sido muito agradável ter trabalhado lá. Também visitei tuas belas fotos e teu Profile. Fiquei sabendo que és natural de Camaquã e que quase empatamos na idade. Hoje estou comemorando dois aninhos mais que tu (permita-me o pronome gaúcho, tchê !).

Meu pai tinha um amigo de Camaquã, chamado Egidio Schlabitz (?). Se conheceram em Cruz Alta (minha terra natal) quando Egidio possuía uma revenda de automóveis e camionetas DODGE.

Também já acampei em São Lourenço (velhos tempos !) e namorei uma menina pelotense (no século passado... eheheh).

Abração de Cacias. É. Hoje moro no meio dos gringos.

Henrique de BORBA, on July 1, said:

Alô meu caro Germano Schüür, 1. Primeiro permitas (com o teu consentimento...) que virtualmente sonorize o clássico PARABÉNS ao transcurso de mais um ano de vida de tua existência, acredito ser uma graça dos céus cada novo ano que completamos, que chega como um livro de páginas em branco para escrevermos nossa história nos próximos 365 dias. Sem falso elogio, acredito ser a data de hoje uma valiosa contribuição de Cruz Alta para o mundo. Claro, com o respeito de todos os colegas do GE-Panoramio, imagino, cada vez estás mais experiente, percebo que és um mestre da fotografia e assim sendo, todos nós poderemos sempre usufruir dos teus ensinamentos e tuas vivências. Que Deus, na Sua infinita bondade, continue te iluminando na jornada de cada dia. 2. Na verdade estou há mais de quatro décadas em Camaquã, e acabei recebendo da Câmara de Vereadores, o título de Cidadão Camaqüense, o que muito me honra, mas nasci efetivamente em São Lourenço do Sul, município de colonização alemã, onde cantávamos em “deutsch” no côro orfeônico da escola e onde fui líder estudantil no ensino médio (bons tempos!). 3. Em relação ao amigo Egidio, também pessoa que quero bem, foi Prefeito daqui. Foi igualmente prefeito, de Cristal, distante 25 km, pela BR 116. Foi um legítimo desbravador no Cristal, quando ainda 7º distrito de Camaquã. Uma das filhas dele foi minha colega no Banco do Brasil desta cidade. Sempre é bom relembrar estórias que protagonizamos no dia-a-dia. Um grande abraço e um FELIZ ANIVERSÁRIO!

wx, on July 4, said:

Gorgeous and sculptural scenery! Very nice "bonzai" cliffs! Voted! Greetings, wx

T.Schumannn, on July 4, said:

gigantic ! t.schumann

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  • Uploaded on June 9
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    by Germano Schüür
  • Extra information
    • Camera: NIKON D3
    • Taken on 2009/06/07 13:26:38
    • Exposure: 0.334s
    • Focal Length: 31.00mm
    • F/Stop: f/22.000
    • ISO Speed: ISO200