Balneário Campo Bom Jaguaruna SC - Aqui o tempo apaixonadamente encontra a propria liberdade

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Osmar Volpato on July 6, 2009

Inverno na praia de Campo Bom - Jaguaruna SC

Osmar Volpato on May 9, 2010

A costa do município de Jaguaruna pode ser considerada um verdadeiro cemitério de navios. Entre 1740 e 1972, ocorreram 21 naufrágios nas praias jaguarunenses. Segundo Egídio João de Farias Neto, profundo conhecedor da história da cidade e responsável pelo Museu Histórico de Jaguaruana, alguns deles entraram para a história de Santa Catarina, com repercussão nacional e internacional.

O naufrágio mais relevante historicamente talvez tenha sido o do Barco Capitanea, de Guiseppe Garibaldi, que em 1839 afundou em Campo Bom, ocasionando a morte de vários companheiros do herói italiano. Garibaldi continuou seu percurso a pé até a Barra do Camacho, onde conseguiu nova embarcação para seguir até Laguna, onde fundou a República Juliuana.

Outro acidente que merece destaque pelo elevado número de mortes ocorreu em 1853 com o navio de passageiros Pernambucana, também no balneário Campo Bom. “O número de vítimas só não foi maior devido ao heroísmo de um marinheiro de Cabo Frio chamado Simão, responsável por muitos salvamentos”, conta seu Egídio.

Em 1893 houve o naufrágio de um navio alemão, o Sieglid, que encalhou a apenas 20 metros da costa. O que chama a atenção no caso do Sieglid é que suas grandes caldeiras ficaram na praia até 1957, servindo de pouso para os viajantes que circulavam pela orla. O senhor Egídio lamenta o final que tiveram as caldeiras: “Ali as pessoas descansavam, faziam comida e até passavam a noite, mas, em 1957, uma pessoa insensível e gananciosa desmanchou as caldeiras e as levou para o ferro velho”.

O acidente que seu Egídio conta com mais detalhes é o do navio argentino Buenos Aires, acontecido em 1946, quando contava com cinco anos de idade. O Buenos Aires era um grande navio, com 120 metros de comprimento por 22 de largura. “Tinha uma carga fabulosa: laticínios, couro, lã, chocolate. Mas acredito que nem dez por cento tenha sido retirado, o navio rachou e tudo ficou lá embaixo d’água”. Este naufrágio aconteceu numa noite de inverno rigoroso, e os náufragos foram levados aos engenhos de mandioca e colocados ao lado dos fornos para que não morressem de hipotermia.

O último acidente no litoral de Jaguaruna aconteceu no Balneário Esplanada, em 1972, quando o navio Gravataí encalhou com uma carga de gasolina. “A empresa que fazia o seguro da mercadoria salvou tudo. Bombearam a gasolina por mangueiras até caminhões na beira da praia”.

Todos os acidentes ocorreram em noites de forte nevoeiro, pois a precariedade dos equipamentos de navegação da época não permitiam que as embarcações percebessem a proximidade com a praia. Dos 21 navios que encalharam em Jaguaruna, apenas dois foram salvos, o Rio Parnaíba e o Loid Paraguai.

fonte:http://www.jvanguarda.com.br/2004/01/15/jaguaruna-um-cemiterio-de-navios/

Osmar Volpato on July 10, 2010

Mar de espuma branca que rola tão suavemente pela praia. Assim é Campo Bom uma mistura de mar, sol e vegetação

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Photo taken in Unnamed Road, Jaguaruna - Santa Catarina, 88715-000, Brazil

Photo details

  • Uploaded on July 6, 2009
  • © All Rights Reserved
    by Osmar Volpato
    • Camera: SONY DSC-H50
    • Taken on 2008/05/30 01:43:22
    • Exposure: 0.001s (1/800)
    • Focal Length: 5.20mm
    • F/Stop: f/5.600
    • ISO Speed: ISO100
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