Ilha de Capri - Italia ©Germano Schüür

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Comments (3)

Germano Schüür on August 8, 2007

Rodeada pela imensidão, ilha de Capri esbanja luxo e charme

ROBERTO DE OLIVEIRA da Revista da Folha

Mesmo quem nunca navegou pelo mar Tirreno deve ter guardado em algum canto da memória uma imagem do litoral mediterrâneo, imortalizado em filmes como o clássico 'O Sol por Testemunha' --ou sua versão hollywoodiana, 'O Talentoso Ripley'. Basta um passeio curto de barco, saindo do porto de Nápoles rumo à ilha de Capri, para esse cenário ganhar um zoom.

Grandiosa, a baía napolitana vai aos poucos sendo ofuscada pela imponência do monte Vesúvio, que passa a dominar a vista. Cortando as águas calmas do Tirreno, logo se vê o litoral recortado de Sorrento. É lá que se inicia uma das rotas mais belas do planeta, a Costa Amalfitana. Conforme o barco desliza, um conjunto de rochedos suspenso no mar desponta no horizonte.

O colorido do casario quebra o domínio monocromático dos paredões de rocha. Capri se ergue diante do porto, como se 'escalasse' o rochedo acidentado. Na parte alta, casinhas, casarões, palácios, restaurantes e hotéis se acomodam em meio à vegetação.

Se existe um lugar badalado na Itália entre junho e setembro este lugar é a ilha de Capri. Pequenina, mede 6 km de extensão por 2 km de largura --equivale a pouco mais da metade de Fernando de Noronha. Lá vivem cerca de 12 mil moradores, divididos entre suas duas cidades, Capri e Anacapri. Rodeada pelo atrativo verde-esmeralda do Mediterrâneo, a ilha ferve de gente bonita e elegante, lojas descoladas, restaurantes badalados, tudo muito caro; e, o que há de melhor e de graça, belas paisagens.

Dentro de Capri, o tráfego de veículos é restrito. Nas vias de acesso, circulam ônibus e táxis.

O gostoso é andar. Logo quando aporta, o visitante deixa suas malas na Marina Grande, ponto de chegada da maioria, aos cuidados dos carregadores. Não esquente a cabeça, eles as deixarão no seu hotel, localizado na parte alta da cidade. O acesso até lá é feito por funicular (mais uma chance de apreciar a vista).

Lá em cima, o ponto final do bondinho é a Piazza Humberto 1, mais conhecida como Piazzeta, a principal praça de Capri, repleta de cafés e restaurantes --todos caríssimos e turísticos demais-- com direito a outro panorama maravilhoso.

A ilhota já foi um pacato reduto de pescadores e agricultores italianos e hoje chega a receber cerca de 2 milhões de visitantes por ano. No século 19, ingleses e alemães se encantaram com os atrativos e a beleza do lugar e provocaram uma reviravolta na vida dos ilhéus. Os pescadores passaram a alugar seus barcos para passeios; os agricultores transformaram suas propriedades em pequenos hotéis.

Domínio de Tibério

Justiça seja feita, Capri sempre exerceu grande fascínio entre os nativos. A ilha teria sido descoberta pelos romanos em 29 a.C., quando Augusto, o primeiro imperador romano, voltava de uma campanha militar no Oriente. Foi amor à primeira vista. Partiu dele a ordem de edificar diversas 'villas', as típicas construções do mediterrâneo, entre elas sua residência de verão.

Seu sucessor, Tibério, chegou a governar o Império Romano da Villa Imperial e ergueu 12 mansões em Capri. Da maior delas, a Villa Jovis, restaram apenas ruínas, que ainda hoje podem ser visitadas.

O requinte e o bom gosto, porém, permanecem. Um cheiro gostoso domina as passarelas. Explica-se: a ilha abriga duas fábricas de perfumes há mais de 600 anos, que aproveitam as flores típicas e do limão e da laranja para extrair suas essências.

Em suas vielas, além do aroma, há uma profusão de butiques de grifes, lojas, ateliês, galerias, mercadinhos de frutas e muita gente chique perambulando.

O vaievém não é só em terra firme. Lanchas, iates e transatlânticos a todo momento rodeiam a ilha ou congestionam a Marina Grande.

Para percorrer a ilha de um lado a outro, o ideal é pegar um microônibus ou optar por uma viagem de barco, com preços que variam de acordo com o trajeto.

Graças à formação calcária, Capri está repleta de grutas. Um passeio concorridíssimo é dar a volta completa pela ilha, o que permite apreciar a beleza de lugares como a Grotta del Bove Marino.

Num dos extremos de Anacapri fica um belo farol, recentemente restaurado, com um espaçoso deque para tomar um banho de mar. Como praticamente não existe areia na orla de Capri, não vá esperando encontrar praias, ao menos no sentido brasileiro do termo.

A vantagem é que não existem ondas, e a água, nesta época do ano, fica numa temperatura agradável e irresistivelmente convidativa. Perfeita para se jogar.

A gruta azul

Do mesmo lado da Marina Grande, mas no sentido oposto, próximo a Anacapri, fica a principal atração da ilha: a Grotta Azzurra (Gruta Azul). Há duas maneiras práticas de chegar até lá: de barco ou de ônibus --quem quiser se aventurar pode ir caminhando, mas o trajeto é bem puxado.

Escavada na rocha pelo mar, a Grotta Azzurra é conhecida desde o Império Romano. O visitante desce do alto do penhasco por uma escada de madeira. No final dos degraus, segue pela água.

Dentro da gruta, um imenso salão esculpido. É pela abertura submersa na parede de rocha que a luz solar entra na caverna, iluminada de baixo para cima. É exatamente a 'filtragem' da claridade solar pelo azul do mar que batiza a gruta, e que lhe confere um tom resplandecente.

Aivars B. on January 26, 2010

Hi, this place from my wiev point. Best regards from Latvia ! :)

Angelo Ferraris on March 17, 2011

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Splendida veduta dell'isola piu' bella!

Angelo

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Germano Schüür
Caxias do Sul \u002D Rio Grande do Sul, República Federativa do Brasil

Photo details

  • Uploaded on August 8, 2007
  • © All Rights Reserved
    by Germano Schüür
    • Camera: Canon EOS 5D
    • Taken on 2007/07/24 09:09:11
    • Exposure: 0.004s (1/250)
    • Focal Length: 28.00mm
    • F/Stop: f/10.000
    • ISO Speed: ISO400
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