Guerra das Malvinas por uma paisagem lunar ! ©Germano Schüür

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As Ilhas Malvinas (em inglês Falkland Islands) são uma colônia britânica no Atlântico Sul, constituída por duas ilhas principais e um número elevado de ilhas menores, situadas ao largo da costa da Argentina, mais ou menos à latitude de Río Gallegos. Capital: Port Stanley. O nome "Falklands" foi dado por John Strong em 1690, em homenagem ao Visconde de Falkand, que era uma cidade na Escócia, enquanto o nome "Malvinas" deriva do nome francês Îles Malouines, dado em 1764 por Louis Antoine de Bougainville em referência à cidade francesa de Saint-Malo.

Chamados de kelpers, os habitantes das ilhas confirmaram repetidamente sua predileção pela cidadania britânica. Mesmo assim, o arquipélago foi invadido em 1982 pela Argentina, que alega ter soberania sobre as mesmas, deflagrando o conflito conhecido como Guerra das Malvinas.

História

Acredita-se que o marinheiro neerlandês Sebald de Weert primeiro tenha avistado as ilhas Malvinas em 1600, porém Britânicos e espanhóis defendem que seus próprios exploradores tenham descoberto a ilha. Alguns mapas mais antigos, especificamente os neerlandeses, usam o nome de “ilhas de Sebald”. A história da exploração segue abaixo:

1504: Américo Vespúcio (Florença) 1540: Ferdinando Camargo (Espanha) 1592: John Davis (Inglaterra) 1593: Richard Hawkins (Inglaterra) 1600: Sebald de Weert (Países Baixos) 1684: Cowley & Dampier (Inglaterra) descobrem Pepys Island, rebatizada Geórgia do Sul por James Cook en 1775. 1690: John Strong (Inglaterra) 1701: Gouin de Beauchesne (França) 1708: Roger Woodes (Grã-Bretanha) 1740: George Anson (Grã-Bretanha)

No século XVIII, em 1764, Louis Antoine de Bougainville fundou uma base naval em Port Louis (Malvinas Oriental). O francês chamou-a de Îles Malouines. Ignorando a presença francesa na ilha, em 1765, John Byron (Britânico) estabeleceu uma base em Egmont (Malvina Ocidental). Em 1766 a França vendeu sua base para a Espanha, que declara guerra à presença inglesa nas ilhas, mas a disputa se acalmou no ano seguinte, decidindo-se que a parte oriental seria controlada pela Espanha e a parte Ocidental pelos Britânicos.

A ilha permaneceu praticamente instável até o século XIX. A Argentina montou uma colônia penal nas ilhas em 1820, e em 1829 nomeou Luis Vernet governador da ilha para colonizá-la. O Reino Unido invadiu as ilhas em 1833, mas a Argentina manteve sua reivindicação. Essas tensões levaram a uma invasão Argentina em 1982. O conflito ficou conhecido como a Guerra das Malvinas. Mais tarde as ilhas foram retomadas pelos britânicos.

Política

A autoridade executiva vem da Rainha e é exercida pelo governador. A defesa é responsabilidade do Reino Unido. Há uma constituição que foi posta em prática em 1985. A perda da guerra contra a Inglaterra pela posse das ilhas levou ao colapso da ditadura militar Argentina em 1983. Porém, a disputa pelo controle das ilhas ainda continua.

Em 2001, o primeiro-ministro britânico Tony Blair foi o primeiro a visitar a Argentina desde a guerra. No 22º aniversário da guerra, o Presidente Néstor Kirchner da Argentina em seu pronunciamento insistiu que as ilhas seriam parte do território argentino. Kirchner fez das ilhas uma de suas prioridades em 2003, e em junho desse mesmo ano o assunto foi levado para o comitê das Nações Unidas. Os moradores das ilhas Malvinas são em sua maioria britânicos, e desejam manter a submissão ao Reino Unido.

Geografia

Compreende-se duas ilhas principais e aproximadamente outras 700 ilhas menores, sendo que todas somam uma área total é de 12,173 km².

Clima e vegetação

As temperaturas baixas comuns nas altas latitudes contribuem com um frio clima temperado marítimo. A temperatura média varia dos 8°C no mês de janeiro aos 2°C no mês de julho. Apesar de escassa, a neve pode ocorrer em qualquer época do ano, mas não se acumula sobre a superfície. Geralmente chove em mais da metade dos dias do ano e os ventos fortes são comuns.

Com um clima naturalmente agravado com as intempéries próprias nessas latitudes (51 e 52 sul), o vento e frio o ecossistema nas duas maiores ilhas a Malvinas Oriental (Soledade) e Malvinas Ocidental (Grande Malvina) encontra-se comprometido pela ação do homem. A vegetação nativa nessas ilhas foi substituída para servir de pasto ao gado e a criação de ovelhas reais (um dos ícones da bandeira colonial inglesa) e devido à ausência de uma vigilância sanitária autônoma (de esquerda) para tratar com esse tipo de interferência, o praial de todas as ilhas encontram-se também totalmente tomados por pequenos roedores.

Economia

As maiores indústrias estão relacionadas com a pesca e a agricultura. Existe também relevantes criações de ovelhas e extração de petróleo e gás natural

Demografia

Os habitantes denominam-se “ilhéus”, os estrangeiros chamam-nos freqüentemente de “kelpers”. A palavra kelper é mais usada na Argentina com o significado de cidadãos de segunda-classe em referência à situação dos ilhéus antes de serem considerados cidadãos britânicos pelo Ato de Nacionalidade de 1983.

Na foto a residência do Governador do arquipélago.

Fonte: Wikipedia

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Comments (9)

Germano Schüür on January 31, 2007

A Guerra das Malvinas (também conhecida como Guerra do Atlântico Sul ou Guerra das Falklands) foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido envolvendo a questão da soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul ocorrido entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. Seu saldo final foi a manutenção da posse das ilhas pelo Reino Unido e a morte de 649 soldados argentinos e 258 britânicos. Na Argentina, a derrota no conflito levou à queda da Junta Militar Argentina e à restauração da democracia no ano seguinte.

Informação de imprensa e serviços secretos britânicos

Ainda que tendo sido surpreendida pela invasão argentina nas ilhas, o Reino Unido quase sempre teve o controle das ilhas. No dia 2 de abril de 1982, o diário The Times , de Londres, ao fim de sua primeira página e início da segunda, perguntava como havia sido possível tal acontecimento, uma vez que os serviços secretos britânicos vinham acompanhando os telex da embaixada argentina nos últimos seis meses.

Planos britânicos de ações no mar e no continente Se bem que as ações bélicas mais conhecidas indiquem que a guerra se desenvolveu no Oceano Atlântico e nas ilhas tomadas pela Argentina, o governo britânico tinha planos para ampliar seu campo de ação de guerra ao território continental argentino. A ordem foi dada pela primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, e tratou-se de executá-la, sem resultados frutíferos.

Com efeito, o Chile, então governado pelo general Augusto Pinochet, prestou apoio logístico ao Reino Unido. Este fato veio à tona quando dois helicópteros de guerra britânicos voando em direção à Argentina a partir do território chileno se chocaram antes de cruzar a Cordilheira dos Andes, fronteira natural entre os dois países.

Comportamento dos integrantes dos tratados diplomáticos de defesa

Placa numa estrada da província argentina de Entre Ríos com os dizeres: "As Malvinas são argentinas". A imagem é de 2005.Contrariando ao direito internacional, os Estados Unidos facilitaram continuamente aos britânicos o acesso a imagens de satélite do posicionamento da frota argentina. Desta maneira, os Estados Unidos, de fato, descumpriram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), aplicável em casos de guerra, para favorecer a um membro da OTAN. Sua unilateralidade, em vez de manter neutralidade, por pertencer a dois tratados de defesa, lhe valeu descrédito internacional por flagrante descumprimento dos tratados.

O Chile de Augusto Pinochet, por sua vez, ao optar por apoiar o Reino Unido, também descumpriu seu compromisso com o TIAR, afastando-se de um de seus postulados permanentes de política exterior, que era a inviolabilidade do cumprimento dos tratados internacionais. Este feito foi o resultado de relações muito estreitas cultivadas durante anos com o Reino Unido no âmbito da marinha, às quais se juntaram as relações especialmente delicadas entre a Argentina e o Chile, que quase chegaram a uma guerra em 1978 por divergências quanto a posse de ilhas no Canal de Beagle.

Os países europeus membros da OTAN cumpriram seu compromisso com o Reino Unido nos termos deste tratado. Os requerimentos britânicos tiveram duas etapas.

O país ao qual o Reino Unido mais solicitou informações foi a França, país produtor dos mísseis Exocet, a fim de que esta lhe fornecesse códigos para desvio de alvo de cada míssil desta categoria vendido pela França à Argentina. Por este motivo técnico, nenhum míssil comprado da França pela Argentina pôde acertar o alvo.

Uma vez fornecidos os dados ao Reino Unido, a frota britânica, guiada por imagens de satélite procedeu em 2 de Maio de 1982 ao afundamento do navio de guerra argentino mais importante, o cruzador General Belgrano, que datava ainda da Segunda Guerra Mundial.

O Sea Harrier da marinha britânica, tem capacidade para 5 mísseis e uma metralhadora à frente, um pouco abaixo do nariz do avião.Os militares argentinos atacaram e danificaram alguns navios da marinha britânica. Pilotos argentinos afirmaram ter acertado com Exocet até mesmo o porta-aviões britânico HMS Invincible, sendo que este fato foi negado pelos ingleses. A 4 de maio de 1982, por conta do afundamento do navio de guerra britânico HMS Sheffield por parte da frota argentina utilizando um míssil Exocet procedente de um país-membro do TIAR, o Reino Unido pediu à França, desta vez urgentemente, os códigos de desvio destes mísseis vendidos a todos os membros do acordo de defesa interamericano.

O HMS Sheffield, contratorpedeiro de potência incomparável, armado com mísseis Sea Dart, canhões de 20 e 114mm, havia sido lançado apenas seis anos antes e representava o que havia de mais adiantado tecnologicamente para os britânicos.

Representações diplomáticas

Durante o conflito bélico, e por causa da imediata ruptura das relações diplomáticas entre os dois estados beligerantes, o Peru representou os interesses diplomáticos da Argentina no Reino Unido. Por sua vez, a Suíça representou os interesses diplomáticos do Reino Unido na Argentina. Assim, os funcionários diplomáticos argentinos destacados em Londres se converteram em funcionários diplomáticos peruanos de nacionalidade argentina e os britânicos em Buenos Aires se tornaram funcionários diplomáticos suíços de nacionalidade britânica.

Planos de paz

Devido ao ocorrido no TIAR com os Estados Unidos, nenhum de seus planos de paz foi aceito pela Argentina. Com a ajuda, a vênia e/ou com o conhecimento do então Secretário Geral da ONU, Javier Pérez de Cuéllar, tanto o Peru como a Suíça empregaram seus máximos esforços diplomáticos no mais alto nível para conseguir a paz entre os países em conflito, até alcançar seu objectivo quando se aceitou o plano de paz proposto pelo presidente peruano Fernando Belaúnde Terry.

Vários planos de paz foram propostos pelo Peru. O último foi entregue pela embaixada peruana ao departamento das Malvinas do Foreign Office britânico. Poucas horas antes de sua quase imediata aceitação pelo governo britânico, realizou-se um último ataque das forças britânicas às tropas argentinas. O que ainda não se pode saber é se Margaret Thatcher ordenou este último ataque antes de ler a proposta peruana ou depois de tê-la lido.

Assédio a funcionários diplomáticos

Durante o transcurso do conflito bélico, o assédio do Serviço de Inteligência britânico à embaixada peruana em Londres e a seus funcionários diplomáticos foi tal que originou como resposta medidas de contra-espionagem.

Segredo da documentação

Os governos costumam manter secretas durante 25 ou trinta anos certas informações especialmente sensíveis para a opinião pública. No caso das informações classificadas como segredo em mãos do governo britânico sobre a Guerra das Malvinas, uma vez finalizado o conflito, o governo desse país decretou que sua revelação poderá realizar-se no ano de 2082.

Consequências

Ao fim, as ilhas continuaram sob domínio britânico. Enquanto a vitória fortaleceu o regime conservador britânico, a derrota militar abalou severamente a aceitação popular da Junta Militar argentina: o general Galtieri foi forçado por seus pares a abandonar o poder. Em 1 de Julho de 1982, o general Reynaldo Bignone foi escolhido presidente com a missão de levar a Argentina à democracia. No ano seguinte eleições livres deram o poder a Raúl Alfonsín, pondo fim a sete anos de regime militar.

Fonte: Wikipedia

Verônica Silva:) on June 27, 2008

GERMANÃO, FOSTE TÃO LONGE E AINDA NÃO VEIO RETRATAR O NORDESTE BRASILEIRO?:)

Germano Schüür on December 8, 2009

Foto feita em 06 de fevereiro de 2006.

André Bonacin on February 23, 2010

Deve ser um lugar muito pitoresco! (e sempre muito disputado politicamente) Saudações, André.

guklp on May 12, 2010

nao so por uma paisagem lunar! pozo petroleo , pesca, etc

Germano Schüür on May 12, 2010

Mister guklp. Nada disso vale as vidas que se perderam lá ! PAZ !

ara110976 on April 4, 2012

Islas Malvinas Por Siempre Argentinas. Malvinas islands for ever Argentinian. Kelpers Usurpers

FDLEON on April 6, 2012

Very nice picture, Greeetings from Dominican Republic, Like.

martin badino on April 26, 2014

que triste es vivir en un lugar donde todos te llaman invasor vuelvan a casa vallanse a inglaterra y dejen nuestras tierras ARGENTINAS !

how sad it is to live in a place where everyone calls you back home invader Move out to England and leave our lands ARGENTINAS!

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Germano Schüür
Caxias do Sul \u002D Rio Grande do Sul, República Federativa do Brasil

Photo details

  • Uploaded on January 30, 2007
  • Attribution-Noncommercial-No Derivative Works
    by Germano Schüür
    • Camera: FUJIFILM FinePixS1Pro
    • Taken on 2006/02/06 12:05:27
    • Exposure: 0.002s
    • Focal Length: 70.00mm
    • F/Stop: f/11.920
    • ISO Speed: ISO800
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