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Palácio Nacional da Pena, diversos estilos, Sintra

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Palácio da Pena, construído por Dom Fernando II e concluído em 1885, nos picos mais elevados da Serra de Sintra. Foto da entrada e dos torreões de diversos estilos que caracterizam esta joia arquitetônica portuguesa

O Palácio Nacional da Pena, Palácio da Pena ou Castelo da Pena, localizado na histórica vila de Sintra, representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitetônico do século XIX no mundo. No local onde hoje se ergue o Palácio da Pena, existiu antigamente um convento mandado construir por D.Manuel I. Destruído pelo terremoto que devastou Lisboa em 1755, permaneceu abandonado até 1838, quando D. Fernando comprou o espaço, cercando-o de terras de semeadura, pinhal e mata, efetuando, também, diversas obras de restauração, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de verão. O novo projeto foi encomendado ao mineralogista germânico Barão von Eschwege, arquiteto amador. Em Sintra, os trabalhos decorreram rapidamente e a obra estaria quase concluída em 1847, segundo o projeto do alemão, mas com intervenções decisivas ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos do príncipe consorte. Após a morte de D. Fernando, o palácio seria deixado para a sua mulher, Elisa Hendler, Condessa de Edla, que posteriormente aceitou, em 1889, proposta de compra por parte de D. Luís, em nome do Estado que já o considerava um monumento histórico. O Palácio passou então para o patrimônio nacional, pertencendo ao patrimônio da Coroa. Com a implantação da República, em consequência da revolta de 04Out1910 foi transformado em museu, com a designação oficial de Palácio Nacional da Pena.

Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais: 1) A couraça e muralhas envolventes (que serviram para consolidar a implantação da construção), com duas portas, uma das quais provida de ponte levadiça; 2) O corpo, restaurado na íntegra, do antigo Convento, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio; 3) O Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos; 4) A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte, com um interior decorado em estilo cathédrale, segundo preceitos em voga e motivando intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral. Além de sua arquitetura de diversos e encantadores estilos a arte manifesta-se no Palácio da Pena por todos os cantos: na Sala dos Veados, ampla e cilíndrica, de larga coluna como eixo, atualmente utilizada para exposições; na Sala de Saxe, onde tudo ou quase é feito em porcelana de Saxe; O Salão Nobre, onde estuques, lustres, móveis e pedaços de vitrais variam do século XIV ao século XIX, e onde surgem vários elementos maçônicos e rosacrucianos; os aposentos, onde se identifica o grande baixo-relevo de madeira de carvalho quinhentista, de autor desconhecido, ilustrando a Tomada de Arzila, comprado por D. Fernando em Roma; a Sala Indiana, onde repousam admiráveis obras de arte, como o lustre em cristal da Boêmia e o Cólera Morbus, um baixo-relevo de Vítor Bastos; a Sala Árabe, que expõe algumas das pinturas de Paolo Pizzi, e as pinturas em pratos do rei-artista, numa outra sala. Em 07Jul2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

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  • Uploaded on January 6, 2008
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    by Rubens Craveiro