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Barco Moliceiro

O Barco Moliceiro é o tipo de embarcação destinada à colheita e transporte da vegetação aquática, ocupação conhecida pelo termo popular de "apanha do moliço", e servia eventualmente ao transporte de pessoas, mercadorias ou gado.

Verdadeiro ex-libris das gentes ribeirinhas, o barco moliceiro é distinguido pelo elegante exotismo da sua proa estilizada e sobreerguida, e pela sua alegre decoração de cores garridas e apelativas, onde são profusamente utilizados os elementos marinhos e rurais. De igual modo, é também característica a presença de uma legenda em cada moliceiro, com dizeres de caracter único e cheios de graça, tendo como limite apenas a Imaginação do seu autor. Esta embarcação em forma de "meia-lua", descende das canoas de tábuas de tipo mesopotâmico.

A área geográfica da sua actuação abrange toda a superfície da ria, variando as suas dimensões conforme as zonas onde navega, sendo assim uma embarcação bem adaptada à actividade que pratica e às condições geográficas e climatéricas desta região.

Outrora bastante comuns em toda a ria, actualmente a sua quantidade e utilização é bastante diminuta. Hoje em dia já quase só servem para fins turísticos. A construção dos Barcos Moliceiros, é uma indústria tradicional que só existe nesta região, especialmente em Pardilhó e nos concelhos da Murtosa e Ílhavo. É tão tradicional, que se verifica a hereditariedade na profissão, existido famílias de construtores que se sucedem desde tempos longínquos, mas está em vias de extinção. Porém, ainda há quem os construa e se empenhe na sua preservação e ultimamente têm surgido várias encomendas da parte de câmaras municipais e organizações de turismo, como seja a Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro, com sede e estaleiro no Cais da Ribeira de Pardelhas – Murtosa, que constrói, repara e organiza passeios de moliceiro na Ria. Devido ao seu esforço, assiste-se nos últimos anos a um ligeiro aumento destas embarcações.

Existem duas oficinas de construção artesanal de barcos moliceiros e saleiros. Relativamente perto do centro de Pardilhó, os estaleiros de Felizberto e de António Esteves, estão situados respectivamente na Rua das Bulhas e Rua do Saltadouro. Aqui, é possível ouvir e presenciar a arte da construção destas embarcações únicas, executada pelos seus mestres. Nos últimos anos tem havido um aperfeiçoamento e até mesmo a introdução de pequenas inovações nos métodos tradicionais, tais como o tratamento das madeiras, conferindo-lhes melhor durabilidade, ou a adaptação de motores, sem que isso tenha desrespeitado a construção.

O ponto alto da sua aparição pública são as regatas em que participam. Nessa altura, toda a beleza estética destas embarcações, as suas linhas elegantes e os painéis decorativos, voltam a encher de cor e movimento as águas da ria.

“ Maria Idalina Pinho"

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pardilhó, estarreja

Photo details

  • Uploaded on January 15, 2013
  • © All Rights Reserved
    by Antonio Almeida
    • Camera: OLYMPUS IMAGING CORP. E-510
    • Taken on 2008/11/08 14:02:42
    • Exposure: 0.005s (1/200)
    • Focal Length: 20.00mm
    • F/Stop: f/9.000
    • ISO Speed: ISO100
    • Exposure Bias: -0.30 EV
    • No flash