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Serra encantada, companheira calada,
Vertendo lágrimas comigo choram
As tuas águas que das quedas rolam.
Hoje de ti tão distante,
Com olhar vacilante, na sala vazia
Diante de tua fotografia, a verdade se faz:
Só depois que parti é que então compreendi
Que te amo demais...
No inverno, estertor da vida,
Um manto plúmbeo deixa-te lívida
Mas vem te afagar a luz da lua.
O Cristo Redentor em teu cume
Pousa como lume aos olhos do viajor.
Nas idas e vindas, nas buscas infindas
Que é a vida afinal,
De braços abertos como bússola me guias,
Pelos caminhos incertos meus passos vigias.
Âncora que prende meu coração
Nas horas de angústia e solidão.
Na primavera, no cio da terra,
Coberta de flores, aromas, odores,
Extasiavas desposada de amores.
No verão, junto à passarada,
Qual Adão em lua de mel no paraíso,
Comia teus frutos amadurecidos;
Desvirginando as matas, colhia pitanga,
Jabuticaba, pindaíba, jambo,
Jatobá, bacupari, manga...
No outono, ondas bailam ao sabor do vento
Nesse teu manto de capim gordura.
Quanta lembrança me traz
Serra de Campos Gerais...
Lembranças queridas
De um tempo vivido enamorado de ti.
Quando fiquei frente a frente
De tua paisagem de beleza mágica
Banhada de luz,
Senti o êxtase de teu feitiço
E mais do que isso foi um só querer bem!
E durante o ano inteiro,
De janeiro a janeiro,
Ao mudar as estações tu mudavas também.
E nesse teatro, vivido em quatro atos,
Trocavas de manto mostrando os encantos
De noiva ataviada se desnudando
Frente a mim.
Meimei Corrêa's conversations
Serra encantada, companheira calada, Vertendo lágrimas comigo choram As tuas águas que das quedas rolam. Hoje de ti tão distante, Com olhar vacilante, na sala vazia Diante de tua fotografia, a verdade se faz: Só depois que parti é que então compreendi Que te amo demais...
Três Corações, 21 de agosto de 1992.
No inverno, estertor da vida, Um manto plúmbeo deixa-te lívida Mas vem te afagar a luz da lua. O Cristo Redentor em teu cume Pousa como lume aos olhos do viajor. Nas idas e vindas, nas buscas infindas Que é a vida afinal, De braços abertos como bússola me guias, Pelos caminhos incertos meus passos vigias. Âncora que prende meu coração Nas horas de angústia e solidão.
(continua...)
Na primavera, no cio da terra, Coberta de flores, aromas, odores, Extasiavas desposada de amores. No verão, junto à passarada, Qual Adão em lua de mel no paraíso, Comia teus frutos amadurecidos; Desvirginando as matas, colhia pitanga, Jabuticaba, pindaíba, jambo, Jatobá, bacupari, manga... No outono, ondas bailam ao sabor do vento Nesse teu manto de capim gordura.
(continua...)
Ode à Serra
“Serra do Paraíso” Verney Ferreira Naves
Quanta lembrança me traz Serra de Campos Gerais... Lembranças queridas De um tempo vivido enamorado de ti. Quando fiquei frente a frente De tua paisagem de beleza mágica Banhada de luz, Senti o êxtase de teu feitiço E mais do que isso foi um só querer bem! E durante o ano inteiro, De janeiro a janeiro, Ao mudar as estações tu mudavas também. E nesse teatro, vivido em quatro atos, Trocavas de manto mostrando os encantos De noiva ataviada se desnudando Frente a mim.
(continua...)