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Essa ferida é mais profunda, envolve um mercado em que os 'criadores' tem que trabalhar arduamente para criar produtos 'descartáveis', sempre buscando uma nova "funcionalidade" ou "design" para tornar o que foi vendido no ano anterior 'ultrapassado', que o novo tem uma funcionalidade e/ou design que irá "mudar a sua vida". E as pessoas ingressam como bois em um abatedouro, deixando um dinheiro que trabalham uma vida pra conseguir em troca de um objeto que estará obsoleto em seis meses, e o seu trabalho apenas enriquece o seu patrão, de formas diretas (produção) e indiretas (consumo).
O que tem a ver?
Nosso caro colega Mrjohn respondeu, mas deixou de lado essa "manipulação".
Leia o livro Eu Ouro Preto - Tópicos de História: Arquitetura, Música, Documento, Conservação. A retórica da história clama em coros dissonantes e cada vagido é repleto de significâncias, todas elas se articulando para dar significado ao que somos. Cada olhar sobre a Ouro Preto de outrora completa a visão que temos de nós mesmos, quer como agentes de uma existência em contínua construção, quer como amantes do pretérito edificado em magnífica herança. Este livro congrega seis artigos com uma temática comum apaixonante: Ouro Preto. Os olhos do historiador ouropretano convergem para a paisagem, a arquitetura, a música e o povo desta cidade, para as relações destes elementos nos tempos passado e presente de modo inequivocamente passional, mesmo considerada a abordagem metódica e a pretensa erudição.
Eu "Ouro Preto" - Ouropretar é viver nos tempos dos relógios, no tempo do relógio do Museu, de meia em meia hora audível nas caladas. Esse tempo que marca a divisão entre o trabalho ou estudo e o ócio. Entre construir e preservar a cidade ou fruí-la, desfrutá-la, ouropretá-la. Esse é o tempo do sono sob pilhas de cobertas, o tempo de despertar cedo para ficar mais tempo à toa, o tempo do encontro ou do desencontro – dependendo se o ouro-pretano use como referência o relógio da torre da nascente ou do poente de Santa Efigênia, suprema sabedoria do arquiteto português que, financiado pelo africano com ouro da Encardideira, dá direito de optar até no ritmo da vida. Ouropretar é fundir os tempos dos verbos e da história, é amalgamar o passado ao manhã, projetando o futuro em que se possa manter contato com o ontem. Leia este artigo na íntegra!
Bruno Passos's conversations
Bela imagem!
Obrigado Bruno! Sempre achei bacana o visual das sombras que são projetadas a partir da bicicleta.
Essa ferida é mais profunda, envolve um mercado em que os 'criadores' tem que trabalhar arduamente para criar produtos 'descartáveis', sempre buscando uma nova "funcionalidade" ou "design" para tornar o que foi vendido no ano anterior 'ultrapassado', que o novo tem uma funcionalidade e/ou design que irá "mudar a sua vida". E as pessoas ingressam como bois em um abatedouro, deixando um dinheiro que trabalham uma vida pra conseguir em troca de um objeto que estará obsoleto em seis meses, e o seu trabalho apenas enriquece o seu patrão, de formas diretas (produção) e indiretas (consumo). O que tem a ver? Nosso caro colega Mrjohn respondeu, mas deixou de lado essa "manipulação".
Leia o livro Eu Ouro Preto - Tópicos de História: Arquitetura, Música, Documento, Conservação. A retórica da história clama em coros dissonantes e cada vagido é repleto de significâncias, todas elas se articulando para dar significado ao que somos. Cada olhar sobre a Ouro Preto de outrora completa a visão que temos de nós mesmos, quer como agentes de uma existência em contínua construção, quer como amantes do pretérito edificado em magnífica herança. Este livro congrega seis artigos com uma temática comum apaixonante: Ouro Preto. Os olhos do historiador ouropretano convergem para a paisagem, a arquitetura, a música e o povo desta cidade, para as relações destes elementos nos tempos passado e presente de modo inequivocamente passional, mesmo considerada a abordagem metódica e a pretensa erudição.
Eu "Ouro Preto" - Ouropretar é viver nos tempos dos relógios, no tempo do relógio do Museu, de meia em meia hora audível nas caladas. Esse tempo que marca a divisão entre o trabalho ou estudo e o ócio. Entre construir e preservar a cidade ou fruí-la, desfrutá-la, ouropretá-la. Esse é o tempo do sono sob pilhas de cobertas, o tempo de despertar cedo para ficar mais tempo à toa, o tempo do encontro ou do desencontro – dependendo se o ouro-pretano use como referência o relógio da torre da nascente ou do poente de Santa Efigênia, suprema sabedoria do arquiteto português que, financiado pelo africano com ouro da Encardideira, dá direito de optar até no ritmo da vida. Ouropretar é fundir os tempos dos verbos e da história, é amalgamar o passado ao manhã, projetando o futuro em que se possa manter contato com o ontem. Leia este artigo na íntegra!
A propósito, parabéns por suas fotos de Ouro Preto,são muito bunitas!
Abraços!
Vila Rica, Vila Rica,
onde as igrejas são tantas,
que as pessoas que lá moram,
mesmo pecando, são santas...
(João Manoel Simões)
Poesia de Ouro Preto (Fragmento)
(Henriqueta Lisboa)
Ó poesia de Ouro Preto
Cofre forte com segredo!
Poder olhar de soslaio,
Meio escondida no mato
Com verdes nódoas de musgo,
A casa em que se reuniam
Em volta da mesa grande
Os homens da capa preta.
.
Numa parede – há quem diga –
Existe uma cruz de sangue
Com que jurou Tiradentes,
Uma cruz que se ilumina
No dia vinte e um de abril