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José Campos Ferreira
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Very beautiful shot!!! Like

My best regards,

mandegan

Esteve a ver as tuas fotos e tenho de dizer-te que gostei delas digote para a tua satisfaçao. Desde a Galiza,saudinha.

Igreja do Mosteiro de Santa Eulália Arnoso

Vila Nova de Famalicão

*Classificada como monumento nacional por decreto 28.536 de 22-03-1938, a Igreja é também conhecida por Igreja de S. Salvador de Arnoso e hoje por mosteiro de Santo Amaro

História da Igreja

I – A noticia histórica de Frei Leão de São Tomás, base do pouco que se sabe do mais remoto passado do Mosteiro de S. Salvador de Arnoso. Teria sido S. Frutuoso, bispo de Dume e também de Braga quem o fundou em 642 este Mosteiro? Na Parte Quarta do Tratado II do livro de Frei Tomás encontra-se o Capitulo XIX que trata justamente Do Mosteiro de S. Salvador de Arnoso ou Arenoso. Aí se lê: - «O Mosteyro de S. Salvador de Arnoso, que estã no Iulgado de Penafiel huã legoa de Braga pera parte do Oeste, na estrada, q leua ao Porto, foy fundado pella Era 674, como mostra o N.P. Fr. João do Apocalipse por hum Collectaneo antiquíssimo, q achou feito por hum Monge do dito Mosteyro, em que declaraua o tempo da fundação delle». As palauras do dito colectâneo são estas: Collectaneum factum per Fr. Petrum Monachum de Monasterio de Arnoso, Era DCLXXX. Idibus Iunij. Anno 6, aedificationis eius. Querem dizer; Collectaneo feito por Fr. Pedro Monge do Mosteiro de Arnoso na Era de 680, aos 13, de Iunho, no sexto anno da sua edificação. E conforme a esta memória, colhese que foy edificado o Mosteiro de Arnoso na Era de 674. A qual se foy Era de César ficou sendo anno de Christo 642. No «Monasticon Bracarense do séc. V ao séc. XII vem referido o Mosteiro de S. Salvador de Arnoso como fonte o Censual do séc. XI (1084-1089). A actual Igreja de românica deste mosteiro deve ter sido construída em duas fases, porque tem duas lápides, uma com o ano de 1114 e outra como de 1156 (Reynaldo dos Santos), O Românico em Portugal “1955” pp. 7475). Esta Igreja foi precedida por outra pré-românica, porque o mosteiro está expressamente registado pelo Censual de 1084-1089: «De Nello monasterio»

Descrição

II – As pedras da Igreja do Mosteiro revelam que o plano inicial da construção ou reconstrução era grandioso. Vestígios arquitectónicos desses projectos são efectivados. Nota-se que o plano inicial era grandioso. Esse plano foi intentado, mas não levado a cabo, talvez porque exigiria grandes despesas, em prejuízo dos peregrinos e necessitados, a quem os bons hospedeiros não duvidaram em sacrificar o ideal de um templo magnífico. Observa o Arqueólogo Rev.º Cónego Manuel d’ Aguiar Barreiros «se com atenção analisarmos o corpo que serve de nave, não há para que nos despersuadamos de que ele nasceu para abside de cabeceira plana, cujas proporções denunciam um projecto grandioso de Igreja. Dizem-no as folgadas arcaturas que, no interior, percorrem os muros laterais, na sua maior parte, e a testeira; os torais; a regularidade da silharia da parte mais antiga em discordância com as fiadas de silhares do resto do edifício; e daquela um manifesto e acomodatício arranjo ulterior». A dada altura da obra ter-se-ia reconsiderado, por falta de recursos, levar por diante o primitivo e grandioso plano. - «É reparar na abertura, acanhada e irregular, que, na testeira da nave, abrange o desvão da arcatura meã, desta arte convertida em arco triunfal, a dar para o acrescentamento doutra abside, igualmente, rectangular; na suspensão das ultimas arcaturas laterais do corpo da Igreja; e ainda, na desigualdade das fiadas da silharia ao direito da porta Norte, e na porção do muro que se defronta com ela; Como atrás foi dito a actual Igreja do Mosteiro deve ter sido construída em duas fases o que para alguns historiadores se revela não só pelas datas encontradas, pelo arranjo de soluções ao primeiro projecto mas também porque se repararmos bem a parte superior dos capeis e cornijas já nos mostram motivos vegetais e figuras geométricas uniformes enquanto que nas bases são figuras humanas o que pode ter havido aqui a transição de dois estilos de arquitectura romana.

Cronologia

A ser verdade, de que o Mosteiro foi fundado por S. Frutuoso no ano de 642, este teria sido destruído pelos mouros nos anos de 715 ou 716 e reconstruído por D. Garcia rei de Espanha, filho de D. Afonso Magno, pelos anos de 1067 conforme data inscrita nas pedras da Igreja. Sendo que por esta altura a regra beneditina ganha raízes no noroeste peninsular, e como este se encontra num dos caminhos que ligaria Porto à ponte do porto (Braga) por lagoncinha, Mosteiro de S. Salvador de Arnoso e Priscos. Em 1495 o Mosteiro e a ordem é extinta pelo Papa Alexandre VI e o arcebispo D. Jorge da Costa anexou as suas rendas (padroado) ao mosteiro de Pombeiro (Felgueiras) que se encontrava num caminho real. No séc. XVII dele tomaram posse os frades dos Jerónimos (Belém) que depois de convertido em Abadia secular o deram de arrendamento ao cónego da Sé de Braga Dr. Manuel Pinheiro Figueira com direitos de apresentação do abade, tendo este passado esses direitos à sua parente D. Isabel de Sousa Lima Figueira e seus descendentes onde chegou à posse da casa de Pindela propriedade dos condes de Arnoso. A paróquia de S. Salvador de Arnoso foi anexada à de Santa Eulália em 1860 como prova o livro de registo de casamentos de 1860 a 1911, tendo a Igreja entrado em ruínas, conforme acta extraordinária da Junta da parochuia, realizada aos seis dias do mês de Dezembro de mil oitocentos e noventa e seis que propõe a sua venda «…hera sobejamente conhecido de todos o estado de completa ruína em que se encontra a antiga igreja da freguesia do Mosteiro…Em tais condissõs, e visto ser completamente impossível áqella, freguesia vistas a mesma ruína por o seu estado de pobreza, propunha que se pedisse a necessária authorização para a alienação daquela igreja do Mosteiro, revertendo o producto da venda para as obras e melhoramentos indispensáveis para a Igreja de Santa Eulália D’Arnoso a que a outra se acha annexa…o que tudo sendo devidamente ponderado por todos os vogais presentes foi unanimemente aprovado. Felizmente o acto não se chegou a efectivar porque, segundo acta de mesma junta realizada aos dez dias do mês de Janeiro do ano de mil novecentos e quatro é dito «tendo sido reedificada a Igreja do mosteiro D’Arnoso annexa a esta de Santa Eulália D’Arnoso, que há muitos annos se achava em estado de ruína, e donde tinham sido retiradas as imagens dos Santos para a igreja D’esta freguesia por ordem do Exmº e Rev.mº Sr. Arcebispo, esta igreja do Mosteiro está considerada como monumento nacional e reedificada à custa do governo por intermédio do Exmº Sr. Conde D’Arnoso…pelo mesmo presidente foi proposto, que lhe constava que o mesmo Sr. Conde desejava, que naquela igreja se fizesse a romaria de Santo Amaro como era de costume noutros tempos…». Ao três de Novembro de 1911 foi o Mosteiro arrolado pelo estado ao abrigo da lei da separação do estado das igrejas. Devolvido à Fábrica da Igreja por portaria publicada em diário da republica em 24 de Maio de 1930 por requerimento do pároco José Pereira de Oliveira Barbosa em 6 de Maio de 1929. Classificada como monumento nacional por decreto 28.536 de 22-03-1938 e nas décadas de quarenta e cinquenta sofreu obras de reparação e consolidação de paredes e telhado tendo-lhe sido retirado a sacristia, campanário, coro e todos os altares de talha dourada, ficando conforme está actualmente. No decurso destes trabalhos descobriram-se duas pinturas a fresco quinhentistas que até hoje ainda não foram restauradas. J.C.F

A romaria de Santo Amaro é realizou-se nesta Igreja possivelmente desde 1860 até esta ser classificada como monumento Nacional em 1938. Nesta altura a romaria passou para a Igreja paroquial de Santa Eulália onde se tem realizado até hoje. Mas a partir de 2003 passo a ser realizada nas duas Igrejas com a procissão a ir até à Igreja do Mosteiro onde é proferido o sermão sobre a vida e obra do Santo Amaro.

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