Eladio Cortizo
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Andar istes vieiros sin presa e sin arelas, coma quen non tivese na ialma outro degaro que camiñar ás toas, deleixado do mundo, dos homes, das obrigas... Largar os ollos polo campo aberto, a solprender o voo dos papafigos ou a sombra das nubens silandeiras; pór ouvidos no zoar das vespas, na música das herbas que se falan ou na témera orquesta dos penedos. Andar, andar, andar, sin ter conta do tempo nin da vida, e coller o misterio en cada volta; deitarse logo baixo os ameneiros a platicar cos merlos, sabidores do segredo frescor dos canavales. Mergullarse no río a apreixar o tesouro das areas que escintilan ao sol coma brilantes; correr ispido polos outos millos, tripar as herbas e sentir o alento do seu recendo unxir o corpo todo....(Xosé M. Álvarez Blázquez)
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Eladio Cortizo's conversations

Empanada mental Algúns historiadores sinalan a celebración do III Congreso Nacional de Arqueoloxía levado acabo en Galiza en 1953 coma un referente na renovación científica da arqueoloxía do noso país. Habería moito que dicir ao respecto, pero o que é evidente é que a publicación das actas desas xornadas serve para amosar, de novo, a triste realidade e o patetismo da escopeta nacional, apoiada no nacionalcatolicismo fascistoide. Na introdución das actas atopamos unhas declaracións do presidente do Congreso Nacional de Arqueoloxía, o almirante Bastarreche, salvador de Pontevedra durante o Alzamiento, que, polo seu surrealismo, creo que poden pasar aos anais da memoria histórica da Guerra Civil en Galiza.

"En Pontevedra, en momentos apurados en que se jugaba el interés de España y había que tomar una determinación la tomamos; vinimos al Gobierno Civil donde reinaba un gran desbarajuste, donde todos querían lanzarse a la calle con un arma y nos volvimos a Marín convencidos de que era necesario declarar el estado de guerra. Envié un avión de los que estaban a mis órdenes con una carga de bombas que pesaban diez quilos y que entonces asustaban. Cuando se disparó un cañonazo al aire, aquello se deshizo. Cuando me fui de Pontevedra a mandar a Canarias me hicieron una despedida apoteósica y en un discurso pronunciado desde el balcón del Ayuntamiento dije que volvería al cabo de tres meses, que era lo que se calculaba que duraría nuestra guerra y ofrecí que a su término volvería a Pontevedra a tomar la clásica empanada y el buen vino de la tierra; cualdo volví, tres años después, me obsequiaron en el Lérez con una empanada que tenían que llevarla entre seis personas."

Non, non é Gila nun escenario falando co inimigo, é a banalidade do mal disfrazada de científico, aséptico e rigoroso congreso de arqueoloxía. Unha cita que nos dá idea da realidade científica deste país por aquel entón. A empanada do almirante servía para introducir un encontro nacional en 1953 de Arqueoloxía elitista, conservadora e excluinte do nacionalcatolicismo. A democracia e maila autonomía acadaron, por Lei, amasar unha empanada mental maior ca do almirante e que seguiu cocendo no forno dun auténtico apartheid patrimonial recruándose nos últimos tempos. A participación cidadá seguiu sendo nula en dous eidos sobranceiros da actividade arqueolóxica: 1.- o control de impacto arqueolóxico de grandes obras públicas (autoestradas, parqués eólicos, redes ferroviarias, gasodutos …) 2.- a posta en valor de xacementos arqueolóxicos. No primeiro dos casos o hermetismo é absoluto e o contexto de obra atópase a marxe totalmente da sociedade, polo que a posibilidade dunha arqueoloxía en comunidade nestes contextos é impensable. No segundo eido de actuación, o da valorización de xacementos e a necesidade de amortizar recursos explica en parte a popularización dos campos de traballo para voluntarios, potenciando a participación na investigación de xente sen formación arqueolóxica como ferramenta de recuperación do patrimonio arqueolóxico de Galiza. Na actualidade, mentres a administración autonómica deseña, planea e executa motu proprio infraestruturas bencelladas co patrimonio cultural de Galiza, como a Cidade da Cultura ou a Rede do Patrimonio Arqueolóxico Galego, constátase, pola súa vez, a activación do asociacionismo de base denunciando agresións sobre o patrimonio arqueolóxico, reclamando o seu uso social e un rol activo na súa xestión e goce. Nos tempos do Facebook e do Twitter, as comunidades locais e a cidadanía en xeral debían tecer redes entre o pasado, o presente e o futuro á marxe da arqueoloxía oficial e a administración, rexeitando actitudes condescendentes propias dos tempos da escopeta nacional. O patrimonio arqueolóxico galego segue en mans de burócratas e expertos que secuestran a información, tutelan o acceso ao patrimonio e adoptan unha actitude paternalista infravalorando a acción dunha sociedade civil que ten todo o dereito a reclamar o seu papel na xestión dun patrimonio que é de todos. (Herdeiros Pola Forza – Patrimonio cultural, poder e sociedade na Galicia do século XXI – Xurxo Ayán/Manuel Gago)

Os que disiparon decontado millóns de euros en cousas das que non se tira proveito dende as deputación, seguen na poltrona mantidos por nos, namentres moitos agora están a pasar penurias por non ter as cousas materiais básicas que se precisan para vivir con dignidade.

Singular Cruceiro con varal reempregando o remate dunha solaina, sinxela cruz con imaxes, situado a veira dun antigo camiño lousado e o dado con inscrición de ruda factura “ESTE CRUCERO PUSO QI GºAºVº DESTE LUG. Aº 1626”

Na região do Alto Tâmega, na freguesia de Vilarelho da Raia, concelho de Chaves, encontramos entre montanhas, a pequena aldeia de Cambedo da Raia. A aldeia não seria mais do que uma típica aldeia transmontana se não fosse pela sua situação fronteiriça e pelas circunstâncias históricas que a rodeiam. Cambedo é, como foi dito, um dos chamados «povos promíscuos» juntamente com Lamadarcos e Soutelinho da Raia. Ao contrário das outras duas aldeias, no Cambedo havia uma predominância dos fogos galegos pelo que no início, quando começaram os trabalhos da comissão para a delimitação da fronteira segundo o Tratado de Limites de 1864, a ideia que se estava a equacionar era a da anexação da aldeia a Espanha, sendo que as outras duas passariam a mãos portuguesas pro indiviso. No entanto, como surgiu a questão do chamado Couto Misto, a solução foi a passagem das três aldeias a Portugal em troca do Couto Misto, que passou para Espanha, a integrar na província galega de Ourense. Daí, em 1868 a aldeia passou a ser portuguesa, se bem os contactos de um e do outro lado da fronteira continuaram como foram desde havia séculos. Outro episódio histórico muito desconhecido pela maior parte dos portugueses e também pela maioria dos galegos são os acontecimentos de 1946 relacionados com os movimentos guerrilheiros do maquis. Os maquis, para quem não saibam, eram guerrilheiros anti-fascistas que lutavam contra o regime de Franco após a Guerra Civil depois de 1939. Eram conhecidos pelas suas ideias de esquerda e havia entre eles socialistas, comunistas e anarquistas. Outros eram simplesmente pessoas de esquerda que decidiram fugir e esconder-se nas montanhas. Na Galiza recebiam o nome de fuxidos. Na verdade, finalizada a guerra, a Raia seca era um óptimo lugar para se esconder: havia muitas famílias de um e do outro lado, estavam aqueles que iam fazer compras e, é claro, os contrabandistas. Isto apesar da Cortina de Cortiça (semelhante à Cortina de Ferro, mas ibérica) entre os regimes salazarista e franquista que impunha um controlo férreo das fronteiras. De forma muito breve a história (ou estória) é a seguinte: três guerrilheiros galegos tinham se refugiado nas casas de algumas famílias da aldeia fugindo de um fuzilamento certo nas vizinhas aldeias galegas do concelho de Oimbra em Dezembro de 1946. A PIDE teria surpreendido um deles que tentou fugir com um dos filhos da família onde tinha ficado para a fronteira sendo que, como a Guardia Civil estava lá, tentou voltar fugir por outro caminho e depois foi baleado e morto pela Guarda Nacional Republicana perto da aldeia e exposto seu cadáver em Chaves. Dos dois que restavam, de um diz-se ter-se suicidado com a última bala depois de terem matado dois elementos da guarda republicana e foi exposto também em Chaves. O outro alegadamente teria ficado sem balas pelo que foi levado pelas autoridades militares para a cadeia e depois foi duramente julgado em tribunal pelo Tribunal Militar Territorial do Porto em 1947 e foi condenado à dezanove anos de prisão na temível prisão do Tarrafal, no Cabo Verde onde teria ficado até 1965, exilando-se depois para França, onde morreu sem voltar nunca para Galiza. Mas a aldeia também foi alvo da repressão em 21 de Dezembro, cercada pela Guarda Nacional Republicana, o Exército e a Guardia Civil espanhola e foi bombardeada ao ser atacada com morteiros com mortos e feridos, casas em ruínas e parte da população presa pela PIDE. Obviamente o acontecimento foi silenciado e somente a acção de historiadores actuais têm vindo a dar a conhecer estes factos que tinham ficado reduzidos ao âmbito familiar e que constituem um exemplo da barbárie das ditaduras que nunca mais deveríamos permitir. Resulta inexplicável ainda que existam pessoas que justifiquem ditaduras como estas em nome de uma falsa prosperidade económica ou de factores ideológicos e de segurança frente a outros regimes políticos legais e democráticos. Ainda existe hoje uma placa comemorativa, em galego, intitulada «En lembranza do voso sofrimento». Quanto à Raia, a linha de demarcação fronteiriça foi a que mais recuou em favor de Portugal ficando pelos cumes das montanhas com dois caminhos de terra batida que ligam o Cambedo com as aldeias galegas de Casas do Monte e San Cibrao de Oimbra. O caminho que vai para esta última aldeia oferece-nos belas vistas do vale do Alto Tâmega galego vendo-se inclusive até à vila de Verín. A região é óptima para dar longos passeios no verão, de preferência depois das horas mais quentes, e de conversa com os vizinhos destas aleias raianas.

Amigo Suso, ista é a información que figura no cartaz que alí colocou o Concello de Toques: O dolmen do Forno dos Mouros é un dos exemplos máis fermosos e mellor conservados dos monumentos megalíticos galegos. Situado na Serra do Bocelo, preto da aldea da Moruxosa e a unha altitude de 713 m, foi obxecto de varias escavacións arqueolóxicas realizadas pola Universidade de Santiago entre os anos 1987 e 1989. É a serra do Bocelo unha zona moi rica en restos megalíticos xa que foron catalogados 32 mámoas ou túmulos, a maioría aliñados co Camiño Real que cruza a crista da Serra en sentido NE-SO. O Forno dos Mouros é o máis espectacular destes restos. Este monumento sepulcral datado no III milenio a.c., é unha estrutura megalítica con cámara poligonal formada por unha lousa horizontal sostida por sete piares (ortostatos). A lousa da cuberta aparece fracturada pola súa parte setentrional. A cámara consta dun corredor de acceso de dous tramos e representacións pictóricas no seu interior, nas que destacan motivos en zig-zag en cores vermella e negra dispostas sobre fondo branco. Nas sucesivas campañas de escavacións que se levaron a cabo apareceu material lítico e cerámico. Destacan restos dunha peza excepcional, un vaso campaniforme cordado, con influencias decorativas vinculadas á Bretaña francesa, que demostran as complexas redes de circulación existente no III milenio. No verán do ano 2009, o Forno dos Mouros foi obxecto dunha actuación realizada por un equipo do C.E.S.I.C. co fin de velar pola conservación do mesmo, acondicionar o seu contorno e deter a deterioración das pinturas, para o cal se levou a cabo o soterramento preventivo destas. Nesta mesma intervención tamén se reforzou a estabilidade do conxunto. Saúdos

O esteiro do Miño é unha extensa zona húmeda de gran valor ecolóxico e está situado na desembocadura do Miño, comprende os municipios da Guarda e O Rosal, con 1668 ha. Ademais de pertencer á Rede Natura 2000 (LIC) está incluída desde 1965 na “Lista de zonas de húmidas de Europa e Norte de África de importancia internacional". Así mesmo está recoñecido como Zona de Especial Protección para as Aves (ZEPA), e foi declarado como Zona de Especial Protección dos Valores Naturais (ZEPVN). As augas do Esteiro do Miño, polo seu carácter salobre, permiten a convivencia de especies mariñas e fluviais, resultando unha diversidade floral e faunística excepcional, garzas, parrulos, mazaricos... O carrizal é considerado un dos máis importantes de Galicia pola súa diversidade ecolóxica. Na ribeira do río, o piñeiral conforma un agradable paseo mesturándose cos carballos, sobreiras, xestas ou acacias. Ademais o Esteiro do Miño pertence a zona protexida do Baixo Miño, e é o espazo natural ca maior superficie protexida da comarca con case 3.000 ha, baixo a catalogación de Lugar de Importancia Comunitaria (LIC), Rede Natura 2000. Abrangue os municipios de A Guarda, O Rosal, Tomiño, Tui, Salvaterra de Miño, Arbo, As Neves, A Cañiza, Crecente e Padrenda. A horizontalidade do terreo permite a existencia de prados ó lado do río navegable, con illas como a de Goián ou a Canosa.

O antigo Colexio Apóstolo, logo instituto N'un Alves e máis tarde Colexio de María Inmaculada foi propiedade da Compañía de Xesús. O antigo almacén de importación-exportación da familia Español pasou as mans dos xesuítas en 1875 e dende aquela foron moitos os profesores e eruditos que pasaron pola Pasaxe: o pai Baltasar Merino (botánico) o pai Arguelles (naturalista) ou o pai Eugenio Jalhay (arqueólogo). O colexio da Pasaxe foi xerme da actual Universidade de Deusto e Seminario de Camillas. O colexio contou con medios técnicos dos máis avanzados, instalouse un dos primeiros observatorios de Galicia, o segundo teléfono do Municipio e antes de chegar a luz eléctrica o municipio en 1900 os PP Xesuítas dispuñan de luz eléctrica grazas a un xerador mercado en Alemaña. En 1916 os PP Xesuítas alugaron as instalacións aos PP Xesuítas de Portugal que viñan de ser expulsados do seu país mentres o Colexio Apóstolo Santiago trasladouse a Vigo. Comezan 26 anos de estancia dos xesuítas portugueses en Camposancos, como Instituto N'un Alves, nome que por obriga do goberno español tiveron que substituír polo de Colexio María Inmaculada. Na II República os xesuítas deben abandonalo colexio. Queda nas mans do Estado asumindo o concello obriga de velar pola súa conservación. Durante a guerra funcionou como cárcere chegando a contar con máis de 3000 presos.

Sao Gens è uma freguesia do Concelho de Fafe Destrito de Braga que possui Algumas variedades de pontos de interesse arqueologicos sendo os mais importantes a torre sineira da igreja de SaoBartolomeu de Sao gens sendo essa tambem romanica e com alguns desenhos gravados ainda por decifrar,exestiu um grande Mosteiro em redor da mesma,Caminho que ligavam esta Terra a Roma ainda sao visivais tais como campanarios e pontes,mas antes de tudo isso esta terra ja era habitada na idade do ferro que tambem ainda existem vestigios visiveis... Metendo a historia de lado temos uma Terra a descobrir com um acolhimento das associassoes religiosas e publicas sempre disponiveis tais como quem la vive.

Grazas, Eladio e Daniel. Sexa miñato ou ratoiro hai o está espreitando.

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