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Carlos Batista's conversations
Of course… the correct position is north west on spain
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Monica, da minha parte, queria agradecer o seu comentário. Estou certo que se vier a visitar a Pousada do Sossego vou ficar muito agradado.
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Thank you so much, daylight0359, Francisco and GyurIca!
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Meu filho está se deslocando para São Simão, próximo de Vila Bela. Conhece o lugar?
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Não caro Carlos, também não posso asseverar mas creio ser mesmo um monumento...
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Tem todo o fundamento. Não parece tradicional alentejana apenas porque não está caiado de branco! mas o sistema construtivo é o do Sul do país: paredes de taipa, arco em tijolo maciço e estrutura da cobertura de madeira com caniço a suportar a telha de canudo.
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A igrejinha, chama-se "Nossa Senhora da Conceição" foi construida em 1720 e é a mais antiga do Município. A igreja mais antiga do Brasil "parece ser" a Igreja da Misericórdia, em Porto Seguro (1526). Aí recebeu o nome de Igreja Nossa Senhora dos Passos. Depois, passou a ser chamada de Igreja da Misericórdia, como é conhecida hoje, por estar localizada numa praça onde existia um hospital, durante a época colonial.
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Its wooderfull good Luck from Germany
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Joao, muy interesante foto. En qué año fue tomada? Saludos, Daniel.- Joao, very interesting pic. When did you shot it? Greetings, Daniel.-
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: Claro… PRAIA do CARVALHO !!! E porquê ? § - Porque Carvalho, era o nome do proprietário dos terrenos, que iam até à falésia que circunda a praia. Esta era inacessível e o “nosso homem”, aproveitando uma grande fenda existente na base do paredão vertical, mandou abrir um túnel em escadaria, que começava ao nível da areia, e saía à superfície, já dentro do seu terreno. Um espesso portão de ferro, foi montado no topo superior do túnel, sendo ainda visíveis restos dos gonzos enferrujados e seus chumbadores. Lá em baixo, aproveitando a morfologia da rocha, uma quantidade de degraus, bancos e banquetas, formaram, um “espaçoso” hall, de entrada na praia. § - Numa fase seguinte, (ou anterior?) vedou toda a propriedade, com um muro de pedra e cal, de avantajadas dimensões, afastando desta forma indesejáveis intrusos e tornando-se, utilizador exclusivo daquela maravilhosa praia. § - Depois, ao lado do referido hall, talhou no paredão de rocha, uma cela paralelepipédica, elevada mais de um metro acima da areia, com acesso directo pela escadaria e frontalmente virada para a praia; elevada, para fugir à rebentação das ondas, aproveitando a forma inclinada da base da parede, qual proa de navio, moldado pela erosão das ondas ao longo dos milénios. Este desnível, constituía assim, uma protecção à divisão principal da sua nova “casa de praia”, que em dias de Levante (vento proveniente do Sahara, que sopra quase sempre de Sueste), as grandes ondas geradas, não atingiam o seu interior; formando pelo contrário, uma cortina de água e espuma, que após o embate na rocha, se elevava no ar, afastando-se cada vez mais da abertura do compartimento. § - Nas paredes de rocha dessa ”suite” são ainda visíveis, os cacifos e armários escavados, e os rasgos para as respectivas prateleiras, onde guardava os seus objectos pessoais. Com esta infra-estrutura, podia agora fazer estadias prolongadas, normalmente, diziam as más línguas, muito bem acompanhado. (Este compartimento, foi abusivamente adulterado, nos finais dos anos 70, princípios dos 80, com a construção duma parede de tijolo (?), que passou a fechar parte da abertura que dava para a praia... para fazer, pasme-se, de arrecadação do vasilhame dum improvisado “hoteleiro” local). § - Mas voltando às obras do Carvalho… desbastou dois penedos que afloravam em frente à gruta natural da praia, já em pleno areal: o rochedo maior, quase circular foi cortado horizontalmente, dando origem a uma pista de dança; do mais pequeno, contíguo ao primeiro, fez uma bancada com dois grandes degraus, onde se sentavam os elementos duma pequena orquestra de violinos. Nesta pista de dança, são ainda visíveis, os buracos onde esteve encastrada a balaustrada de madeira, que, com grossas cordas, à laia de ringue de boxe, protegia os dançantes de provável trambolhão, entregues que estariam ao prazer da música e da “dança”. § - Iam assim, sendo criadas as condições para o sucesso de grandes orgias, que as quentes noites algarvias tornavam tão apetecíveis… § - No paredão oposto, a Poente e aproveitando mais uma vez a morfologia da rocha, escavou uma longa plataforma que dava acesso a um espaçoso “pesqueiro” (que é hoje ponto de visita obrigatório para os banhistas mais afoitos) onde, já em águas profundas e comodamente instalado, se entretinha a apanhar o alimento para fornecer os festins libidinosos e as prolongadas estadias na sua casa de praia. § - Nesse espaço, são igualmente visíveis os vestígios doutra quantidade de cacifos e mais armários, talhados igualmente nas paredes de rocha, agora para guardar as suas “artes” de pesca artesanal. § - Mas sabendo que “peixe não puxa carroça” e dada a necessidade de recuperar as calorias que os bacanais lhe roubavam, construiu no interior da propriedade, a poucas centenas de metros da praia, um torreão de pedra, de planta quadrangular, qual açoteia medieval, onde emboscado e de caçadeira em riste, ia abatendo os coelhos que entravam por pequenas portinholas, feitas propositadamente na base do grande, muro que circundava a propriedade; coelhos que sequiosos, eram atraídos pela água depositada em pequenos charcos, estrategicamente construídos em redor do esconderijo. E que, se porventura escapassem ao chumbo, não conseguiriam sair, pois as ditas portinholas, tinham o terreno de dentro mais baixo que o exterior, criando um degrau intransponível para os pequenos animais. § - Já não vou à praia do Carvalho há muitos anos… Este relato estaria rigoroso há três, mesmo duas décadas atrás. Todos o pormenores referidos, eram então visíveis e a “leitura arqueológica” coincidia na perfeição, com o relato que o Zeca, sobrinho-neto do Carvalho e meu colega de escola, me ia contando, quando pela primeira vez, a seu convite fui ao Algarve. § - Até que um dia, as autoridades Municipais (ou Marítimas?) mandaram abrir um outro acesso à praia, na parte baixa da falésia, fora do terreno murado e já no domínio público; certamente, dizia-se, mais para satisfazer invejas ou tricas pessoais com algum cacique local, do que por vontade de democratizar a praia, preocupação muito pouco usual naquela época. Aproveitaram então, um pequeno “poço” vertical (tipo “algar”) que hoje é pouco utilizado devido à dificuldade da descida e porque durante a Preia-mar, é atingido pela maré. CONCLUSÃO - Assim acabou a praia para o Sr. Carvalho, nascendo a Praia do Carvalho para o público, de que tantos milhares de pessoas já usufruíram. - Pena é que as autoridades competentes não tenham chamado a si, a preservação, manutenção e divulgação deste pequeno, mas interessante património algarvio.
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