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daVenda's conversations

daVenda said:

A fim de que as tropas napoleónicas não espalhassem o terror na freguesia, na 2ª invasão de 1809, um grupo de homens comprometeu-se a edificar um cruzeiro em honra do Senhor da Saúde.


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daVenda said:

thanks, yes they are.


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daVenda said:

Lenda da Ilha da Ínsua 1

Contam-se Lendas e milagres acontecidos na ilha. Como o desaparecimento dos sargos do mar da ínsua devido aos insultos proferidos por um comandante da Armada Galega. Diz-se que na ilha não há ratos nem outros animais peçonhentos, segundo escreve Frei Pedro de Jesus: "Tem por grande prodígio outra maravilha e é a de não criar nela animal peçonhento. Se algum chega com as inundações não dura muito tempo. Ao não haver aqui ratos é um milagre que ainda hoje causa admiração". Outra Lenda assinala a existência de um túnel secreto que comunica a ilha com a praia de Moledo, mas ninguém, ainda hoje descobriu a entrada ou a saída deste misterioso corredor. Contasse que um tal Francisco Gonçalves, pescador e barqueiro da Ínsua, tinha feito votos a Nossa Senhora de entregar uma lampreia, como esmola aos religiosos, por cada dúzia de lampreias que pescasse. Acontece que logo que pescou uma dúzia, a seguinte não a deu como tinha prometido, ficando com as treze.Diz-se que nos treze dias seguintes os outros pescadores apanharam muitas lampreias enquanto ele não pescou nenhuma. Neste mesmo sentido, narrasse outra promessa incumprida. A de dois homens que prometeram entregar ao convento a primeira lampreia que pescassem. Mas levados pela cobiça, mudaram de parecer ao comprovar que a primeira lampreia era maior do que as outras, então decidiram entregar uma das outras. Mas tão depressa decidiram trocar, que a primeira lampreia, caiu no rio e veio ter à praia, onde os religiosos a apanharam. Foi entre outros milagres da zona está o da falta de agua. Os frades viviam das esmolas dos pescadores do rio Minho, sem embargo, a falta de agua doce fazia insustentável aquela situação. Conta Frei Pedro de Jesus ("Origem e processo do Real Convento de Santa Maria da Ínsua de Caminha"), que "estava Frei Diego Arias imensamente satisfeito da formosura do lugar, mas tinha o grande desgosto da falta de água. Escutou-o a mãe de Deus as suas fervorosas orações e entrando num sono profundo, apareceu-lhe a Virgem Maria em forma de uma belíssima donzela, indicando-lhe o local onde deveria cavar para encontrar boa agua. Hoje muitos chamam a Fonte Milagrosa".

Lenda da Ilha da Ínsua 2

O milagre da invasão dos corsários ingleses no dia 13 de Outubro de 1602: Então Frei Jerónimo De São João pegou no Cálice Sagrado e escondeu nas mangas do seu hábito; logo, ajudado por outros frades, retirou a imagem de Nossa Senhora do seu pedestal. Frei Jerónimo de idade avançada, não podia andar a mesma velocidade que os acontecimentos o requeriam, acompanhado pelos demais frades, escondendo-se por detrás de uma rocha, e desaparecendo milagrosamente do olhar dos corsários ingleses que arrasaram a pequena ilha, onde não encontraram ninguém, ao abandonarem a ilha Frei Jerónimo e seus irmãos frades voltaram a ser visíveis. Outro milagre fala das pedras que antes de caírem em cima dos frades, paravam no ar até que estes se desviassem da sua trajectória. Ainda o que segundo as crónicas, no convento, e sobretudo na igreja, não se ouvia o mar por muito bravo que tivesse, de maneira a que quando os frades tivessem dedicados a assuntos espirituais, não tivessem inquietos por outras razões. Num dia de faina marinheiros portugueses e espanhóis que se encontravam a pescar junto à ilha, descobriram uma arca de madeira. Logo disputaram tal achado, tentando puxar a arca para dentro das embarcações. Diz-se que a arca inclinava para o lado português, fazendo com que os marinheiros galegos renunciassem a mesma. Quando os marinheiros portugueses abriram a arca, comprovaram que no seu interior havia um Cristo no Horto, em madeira policromada, com manto real purpura, coroado de picos e com as mãos atadas, dois cálices de prata e uma custódia. O Cristo no Horto seria logo o patrão da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes.

História do Forte da Ínsua | Ínsua History

A Ínsua, indissociável da paisagem de Moledo do Minho, é uma pequena ilha rochosa situada a sudoeste da costa portuguesa, distanciada cerca de 200m, pertencente à freguesia de Cristelo. Esta pequena ilha já era conhecida pelos romanos, pois Estrabão a ela se refere ao descrever a foz do rio Minho.

Tudo leva a crer que anteriormente à fundação do convento tenha aí existido um local de culto que os portugueses conheciam por Sta. Maria da Ínsua, e os espanhóis designavam por Sta. Maria de Carmes, o qual poderá ter tido origem em algum altar de sacrifícios utilizado antes da expansão do cristianismo. Esta ermida tinha um ermitão e a sua festa realizava-se a 8 de Setembro.

Com o Cisma do Ocidente em 1378, o Reino de Castela encontra-se do lado do Papa de Avignon, Urbano VI, enquanto que alguns religiosos asturianos e galegos conseguem a autorização de Bonifácio IX, a 6 de Abril de 1392, para se instalarem em Portugal. No caso de Caminha foram os franciscanos da observância menorita, nomeadamente Frei Diogo de Árias, que fundou o convento de Sta. Maria da Ínsua que obras do convento iniciaram-se no mesmo ano.

Em 1441 os religiosos do convento ficam isentos de tributos relativos à casa que tinham na vila, em Caminha, e é-lhes concedido o direito da recolha da concha, que servia para o fabrico de cal dos franciscanos. Estes e outros direitos que lhes vieram a ser concedidos, embora que sempre contestados por varias entidades, mas sucessivamente confirmados pelo poder politico e pelo poder régio.

Em 1448 são concedidos novos privilégios por D. Afonso V, e em 1464 faz mercê do senhorio de Caminha a D. Henriques Menezes. Mais tarde em 1471, e após ter tido por algumas vezes apenas dois frades a viver no convento, têm lugar as primeiras obras de reedificação, visto que o convento não reunia as condições adequadas para se viver, mesmo fazendo apologia à filosofia de pobreza Franciscana. Estas obras consistiram na construção de novas celas e na melhoria da capela e da casa. Após esta data dá-se uma grande projecção do convento, com a entrada de muitos religiosos, entre os quais Frei André da Ínsua que chegou a ser Geral da Ordem. No mesmo período, testemunhando uma época de prosperidade e de grande apoio, o convento recebeu a visita dos senhores de Caminha, o governador de Ceuta, e a própria família real.

Em 1580, numa atitude de apoiar a causa filipina, a armada galega ocupa o convento. Mais tarde em 1602, o convento é atacado por corsários Ingleses sendo novamente saqueado em 1606 por piratas Luteranos de La Rochelle. Na sequência destes ataques, muitos religiosos abandonaram o convento, e em 1623 regista-se que o convento teria apenas dois frades.

O ano de 1618 é marcado pelo início da construção de um outro convento para os frades na vila de Caminha, que termina em 1631 – o convento construído para os frades franciscanos ainda hoje existe, pertencente à Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, designado como convento de Sto. António – originando uma época de quase inexistência da actividade no convento da Ínsua, que viria a ser de imediato retomada por solicitação do duque de Caminha, D. Miguel Menezes, e do próprio povo caminhense. Após a restauração, e na sequência da conspiração contra D. João IV perpetrada pelo Marques de Vila Real, este é executado em 1641, ao lado do seu filho. O senhorio da vila de Caminha e o convento passaram assim à tutela da casa régia portuguesa.

Entre 1649 e1652 tem lugar a construção do Forte sob ordem de D. Diogo de Lima, Governador das Armas da Província do Minho, com a função de proteger a entrada da barra do rio Minho e também proteger o próprio convento de outros ataques por corsários. Assim inicia-se a longa e difícil coexistência entre os frades e os soldados.

Em 1676 o convento sofre, novamente, obras de reedificação com a construção em piso elevado de dormitório com cinco celas, até a esta data o convento era térreo. Pouco anos depois, em 1717 D. João V oferece 200$000 reis para reedificação da igreja, com tecto de abóbada de pedra e coro alto, obras estas que só ficam concluídas em 1767 quando se fazem novas celas, sala do capítulo e retábulo do altar.

Após a revolução francesa e com a eminência de guerra o Forte sofre obras de reparação e o convento uma pequena remodelação, entre 1793 e 1795, os franciscanos abandonam provisoriamente o convento. Durante as invasões francesas o Forte foi ocupado pela armada espanhola. Anos mais tarde, em 1834 as ordens religiosas foram extintas e o convento é integrado no património nacional, enquanto que o Forte continuou sob a alçada dos militares até ao ano de 1940, quando o Ministério da Marinha entrega o Forte ao Ministério das Finanças.

Entre 1954 a 1957 o convento sofre obras de conservação. Reconstrução de um rombo no lado sul da muralha, telhados e paredes do corpo do antigo convento. Construção de duas portas nas entradas. Mais tarde, em 1967 a 1975 reparação de telhados e caixilharia e trabalhos de restauro e consolidação. Conservações: reparação geral dos telhados da igreja e consolidação dos elementos existentes no claustro. Na década seguinte – 1984 a 1986 – dá-se lugar um melhoramento das coberturas e muralhas. Finalmente em 1998 até 2001 diagnóstico do Instituto Português Arquitectónico para a conservação e consolidação dos paramentos das fortificações. Conservação e consolidação dos paramentos do Forte, reparação das patologias provocadas pela agressividade do meio ambiente marítimo, consistindo na consolidação de panos de muralha (recalcamento e coroamento); reconstrução e preenchimento de lacunas coroamento da muralha; limpeza e das juntas e consolidação destas. Limpeza de vegetação.

Texto: Laurent Fernandes (Historiador de Arte)


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daVenda said:

Considera os dois como sendo menires.


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daVenda said:

O tabuleiro primitivo tinha a largura aproximadamente de 3 metros.


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