Panoramio contest started. 28 new winners every month
PEDRO LEITE
PEDRO LEITE's tags
- ANAPOLIS-GO
- AV. PRESIDENTE VARGAS - 1952 - RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL
- BRAZÃO DE ARMAS DE DUARTE COELHO - EM COMEMORAÇÃO AO QUARTO CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO DA CIDADE DE OLINDA POR DUARTE COELHO - 1537 * 1937
- CASTRO-PR
- FORTALEZA - CE 1960 - BRASIL
- HOSPITAL PRESIDENTE DUTRA - UFMA - SÃO LUÍS - MA - BRASIL
- Igreja dos Prazeres - Recife - PE 1947 - BRASIL
- MORRETES - PARANÁ - BRASIL
- PARNAÍBA-PI
- PICO DO MARUMBI - MORRETES - PARANÁ - BRASIL
- PRÁIA DE CAIOBÁ-MATINHOS-PR
- RECIFE - PE 1947 - BRASIL
- SÃO LUÍS - MA - BRASIL
- VICTORIA REGIS - JARDIM DA CASA FORTE - RECIFE - PE 1947 - BRASIL
/ajax/get_favorite_users?size=16&page=1&user=3414091&type=user
Friends
-
Loading...
PEDRO LEITE's conversations
BREJO DOS ANAPURUS - Comarca, município, Freguesia, Vila e Cidade. Comarca - Compreende os Municípios do Brejo, e o da Vila de S. Bernardo do Parnaíba, e o da Tutóia. Município - Abrange as Freguesias de Nossa Senhora da Conceição do Brejo e Santana do Buriti. Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Brejo - A noticia mais antiga que encontramos sabre esta localidade, conhecida em tempos remotos pelo nome de Aldeia dos Anapurus. acha-se na seguinte carta de data e sesmarias: “D. Fernando Antonio de Noronha do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima, Tenente-Coronel de seu Exército, Governador e Capitão-General das Capitanias do Maranhão e Piauí etc. - Faço saber aos que esta minha carta de data e sesmarias virem que o diretor e principal dos índios do lugar do Brejo dos Anapurus, me representaram que achando os índios daquela povoação sem a concessão das terras, em que se acham lavrando (e que segundo o parágrafo dezenove do seu diretório lhes devem ser concedidas com preferência por serem adjacentes a sua respectiva povoação) me pediam lhes concedesse por este motivo, em nome de Sua Majestade por data e sesmaria, três léguas de terra em quadro, fazendo pião no templo da mesma povoação, correndo os seus lados norte e sul, leste e oeste, e compreendendo-se no ato de sua demarcação tudo o que se achar dentro das ditas três léguas. - Ao que atendendo hei por bem conceder-lhes em nome de Sua Majestade, por datas e sesmarias, as referidas três léguas de terra em quadro na forma e parte que pede e com as confrontações declaradas e como a mesma Senhora determina no referido parágrafo, e condições expressadas nas reais ordens e com as de não fazerem traspasso por meio algum, em nenhum tempo, a pessoa alguma, religião ou comunidade, sem que primeiro dêem parte ao ouvidor juiz das sesmarias para se .me fazer presente, e ver, se, se deve ou não consentir no tal traspasso sob pena de ficar nula esta data, e se poder conceder novamente a outrem; e nesta forma se lhe passe carta para o que o diretor principal e mais índios hajam, logrem, e possuam as ditas terras como cousa sua própria para eles e seus herdeiros, ascendentes e descendentes sem pensão, nem tributo algum, mas o dízimo a Deus dos frutos que nelas tiver e lavrar; a qual concessão lhes faço não prejudicando a terceiro, nem a Sua Majestade, se nas ditas terras quiser mandar fundar alguma vila, reservando os paus reais que nelas houver para embarcações, com declaração, que mandarão registrar esta como auto de posse das ditas terras na contadoria da Junta da Real Fazenda, em observância do Alvará de 3 de março de 1770, requerendo depois a confirmação a Sua Majestade, e cultivará as ditas terras de maneira que dêem frutos, e darão caminhos públicos e particulares onde forem necessários para pontes, fontes, portos, pedreiras; e havendo no sitio pedido rio navegável, que necessite de canoa ou barco para a sua passagem ficará livre de uma das margens que tocar as terras dos suplicantes, meia légua de terra para o uso público, que se demarcará ao tempo da posse por rumo de cordas e braças craveiras, como é estilo, e Sua Majestade manda: outrossim não poderão suceder nas referidas terras religiões, nem pessoas eclesiásticas por nem um título que seja e acontecendo possuí-los terá com o encargo de pagarem delas dízimos como se fossem possuídas por seculares, e faltando a qualquer dessas cláusulas se haverão as ditas terras por devo1utas, e se darão a quem as denunciar como a mesma Senhora ordena. Pelo que mando ao juiz das sesmarias, ministros e pessoas a que tocar, que na forma requerida, e condições expressadas cumpram e guardem esta minha carta de data tão inteiramente como nela se contém, a qual lhe manda passar por mim assinada, com o sinete de minhas armas, que se registrará onde tocar, e passou-se por duas vias. Dado na cidade de São Luis do Maranhão aos dezenove dias do mês de setembro, ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e noventa e cinco. José Maria Pereira de Castro, alferes. - E eu José Maria Trener, Secretário do Estado por Sua Majestade a fiz escrever. - Dom Fernando Antônio de Noronha. - Lugar do Selo. - Carta de data e sesmaria por que Vossa Excelência há por bem conceder em nome de Sua Majestade ao diretor, principal e índios do lugar do Brejo dos Anapurus três léguas de tetra em quadro, segundo as reais ordens, na paragem e com as confrontações que nesta se declaram. Para Vossa Excelência. Ver. - Conforme. No impedimento do secretário.” Pela Provisão Régia de 18 de abril de 1820, que não se encontra na coleção de leis, mas que podemos obter da Secretaria dos Negócios do Império foram os territórios das vilas de Pastos Bons e São Bernardo do Brejo. “por sua vasta extensão ou desmedida distância de muitas léguas das igrejas matrizes” divididos em 5 freguesias: - a de São Felix de Balsas, a de Pastos Bons, a de Almeida d'El-Rei, a de São Bernardo do Parnaíba, e a do Brejo dos Anapurus, objeto deste artigo. Julgamos muito interessante este alvará, e por isso o imprimimos em sua integra, advertindo desde já a necessidade que há de ser consultado quando se lerem os artigos São Felix e Pastos Bons, Almeida e São Bernardo: “- Sendo informado da grande falta de socorros espirituais, que experimentam os povos residentes nos territórios da vila de Pastos Bons e São Bernardo da Parnaíba da Província do Maranhão, por se acharem dispersos em uma vasta extensão e separados por uma desmedida distância de muitas léguas das igrejas matrizes, criadas em tempo de menor população: Hei por bem, que os territórios que formam os termos das sobreditas vilas sejam divididos em cinco freguesias, tendo cada uma o seu pároco para administrar os sacramentos e mais pasto espiritual aos povos que habitarem nos seus respectivos distritos, que serão:” 1º O de São Felix - que terá por limites da parte meridional as ribeiras de Balsas, Neves, Grajaú, Farinha, e Lapa; e da parte do norte ou de Pastos Bons deverá ser o seu limite divisório junto da povoação de São Felix, onde o rio de Balsas faz barra no da Parnaíba, e atravessando aquele, onde nele faz barra o riacho Fundo acima da fazenda Maravilha seguirá pela Serra Vermelha até aos últimos moradores naquela direção, e nos outros lados serão marcados os seus limites de maneira que mais conveniente for, para que as povoações, que por ali se acham estabelecidas e as que para o futuro se formarem, possam ser prontamente socorridas. 2º O de Pastos Bons - limitado pela fazenda Maravilha e Serra Vermelha, correndo à beira do rio Parnaíba abaixo até a fazenda Boa-Esperança exclusivamente, e daí dirigindo-se ao centro em rumo direito a procurar a extrema da fazenda Inhuã de Francisco Pereira Franco e na mesma direção seguirá ao rio Itapicuru até acima. da nova povoação denominada – Almeida de El-Rei - pelas extremas superiores da sesmaria demarcada ao Alferes Raimundo de Morais Bandeira. 3º O de Almeida de El-Rei - que principiará desde a fazenda Boa-Esperança na beira do rio Parnaíba, correndo para o centro pelo mesmo rumo divisório, que por este lado serve para o de Pastos Bons, e correndo rio Parnaíba abaixo até a fazenda denominada – Várzea – de Ana Páscoa exclusivamente, e daí cortando o centro em direção a Serra do Valentim, pela qual deve seguir e no fim dela procurará o rio Itapicuru, que será atravessado, onde finda a demarcação da sesmaria São Zacharias pela parte de cima. 4º O de Brejo dos Anapurus - que compreenderá o terreno que há desde a feitoria Ôlho d’Água Grande inclusivamente, sita na beira do rio Parnaíba correndo por este abaixo até o sítio e morro Arrodeio, que são as extremas das fazendas Santa Quitéria e Santo Eugênio, e a sua largura deverá ser desde a beira do rio, onde a mencionada feitoria faz extremas com a fazenda São Luís e de João Lopes, correndo para o centro pelas extremas das sesmarias demarcadas Jacu e de Antônio José Martins com a do Trapiá, seguindo pelas extremas das sesmarias de Joaquim Alves Costa e Cônego Bekman até a fazenda da Chapada de Antônio de Sousa exclusivamente, e daí seguirá o rumo que corresponder à corrente do rio Parnaíba, procurando sempre os limites naturais de rios e morros até chegar a paragem, que ficar em frente ao sítio e morro Arrodeio. 5º Finalmente o de São Bernardo da Parnaíba - que constará do resto do terreno dos mencionados termos e será limitada a matriz de São Bernardo pelo norte pelo mar oceano, pela nascente pelo rio Parnaíba, pelo poente pelo julgado da feitoria, cujas extremas principiam onde o riacho Buritizinho faz barra, e pelo sul pelo distrito de Brejo dos Anapurus. - A Mesa da Consciência e Ordens o tenha assim entendido e faça executar com os despachos necessários. Pela Lei provincial nº 121 de 04 de outubro de 1841 foi esta freguesia dividida em duas para formar-se a de São Bernardo, continuando a Vila do Brejo a ser a sede de Nossa Senhora da Conceição. (Vide São Bernardo). Vila e Cidade – O lugar de Nossa Senhora da Conceição do Brejo dos Anapurus o achei mui pouco adiantado e por isso lhe pus novo diretor. São estes índios excelentes soldados e a maior parte deles marchou em toda a guerra na Capitania do Piauí. As terras produzem bem todos os efeitos, porém não há ali gênero algum de comércio, e veremos o que faz o novo diretor, que parece capaz de dar algum adiantamento aquela povoação. “Deixei-lhes uma olaria estabelecida de que necessitavam pela não haver por todos aqueles arredores, e só com a dita olaria poderá ter aquela povoação muito bom rendimento.” (Conta a Sua Majestade pela Secretaria de Estado da visita que fez o Governador Joaquim de Melo e Povoas a esta Capitania no ano de 1767). Depois que pela Providencia Régia de 29 de janeiro de 1820, o Capitão-General Bernardo da Silveira Pinto da Fonseca criou a Vila de São Bernardo em 20 de dezembro de 1821, principiou esta freguesia a florescer mais, entregue para assim dizer aos seus próprios recursos. Dista da Capital 54 léguas. O Engenheiro José Joaquim Rodrigues Lopes, em 1846, quando andou pelo interior, disse que o Brejo distava do Itapecuru e da Parnaíba 40 léguas para cada uma dessas localidades, bem como 30 léguas de Caxias, 39 da Tutóia, e 54 da capital. Limita-se ao norte, como freguesia, com a de São Bernardo, a leste com o rio Parnaíba, ao sul com a freguesia de Santana do Buriti, e a oeste com a Chapadinha. O recinto onde esta fundada a vila, já elevada a categoria de cidade pela Lei provincial nº 899 de 11 de julho de 1870, é cercado por uma orla de montanhas entre as quais distingue o Alto da Carneira, em que está edificada a capela de Santo Antônio. Em frente da Rua Grande acha-se outra montanha, onde há uma esplanada, porem sem casa alguma, tendo havido outrora aí um quartel. Esta montanha é bastante alta e tem no seu cume uma vasta esplanada, onde se podem construir importantes edifícios. De uma e outra parte observa-se um magnífico panorama olhando-se ao longe, porem abaixando-se os olhos vê-se a cidade como que sepultada num extenso vale. É atravessada a cidade de sul a norte por uma lagoa, como impropriamente lhe chamam, pois só em tempos mui remotos lhe convinha este nome; atualmente é um riacho corrente: de oeste a norte pelo denominado riacho de Santana; que se vai reunir a lagoa no sítio chamado Ingarana, que oferece excelentes banhos, e depois de receber vários regatos, e unir-se com o riacho Arraial lança-se no rio Parnaíba, duas léguas, pouco mais ou menos, abaixo do porto da Repartição. Na Rua de Santana existe uma ponte sabre a lagoa, feita a expensas da Câmara Municipal. Na Rua das Areias encontram-se circulados de matos os paredões da cadeia, que com grandes proporções aí intentaram fazer. Pelo lado oposto da Rua das Areias, acha-se a Rua chamada Grande, por sua extensão, a qual recebe as águas do lado de cima dos riachos do Burití Grande e Cabeça Quebrada, e do lado debaixo do riacho de Santana. A edificação em geral é boa, o clima sadio, e o terreno produtivo. Mantém muito comércio entre as cidades da Parnaíba e Teresina. Encontram-se ai muitas plantas medicinais, como sejam ipecacuanha, fedegoso, paulista, erva-cidreira, etc. etc., frutas em tal abundância, que podem ser exportadas com destino as duas cidades ultimamente referidas, e muitas qualidades de madeira, próprias para construção de casas e marcenaria. Na cidade residem as autoridades da comarca. A sua matriz acha-se muito deteriorada, e a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário composta em sua maioria de pretos, está levantando a sua custa uma pequena igreja, votada a Senhora de sua particular devoção. É a parada do Batalhão de Infantaria nº 32 e do Batalhão nº 2 da Reserva. É aí que se acha o comando superior da Guarda Nacional.. Há um distrito de paz, uma delegacia de Polícia, uma Coletoria de Rendas gerais e provinciais, uma agência do Correio, um comissário vacinador, um delegado de Instrução Pública, duas cadeiras de instrução primária para ambos os sexos, e uma particular para meninas. Já houve uma cadeira de gramática da língua latina, que foi extinta quando pediu a sua aposentadoria o respectivo professor, o Tenente-Coronel Antônio Luis de Lavor Pais, a qual lhe foi concedida em virtude da Lei provincial nº 529, de 30 de julho de 1859, que autorizou o governo a aposentar com o ordenado correspondente ao tempo de serviço os professores de latim das vilas, que o requeressem. Possui várias casas de comércio e alguns artistas de diversas profissões. Pela Lei provincial nº 158, de 20 de outubro de 1843, foi a Comarca do Brejo dividida em dois termos - Brejo e Tutóia. A indústria do município limita-se ao fabrico de açúcar e aguardente, criação de gado vacum e cavalar, a plantação de algodão cuja exportação anual é para cima de duas mil sacas, da mamona, arroz, milho, e ao fabrico de farinha, e do azeite de carrapato, que também exporta para as cidades da Parnaíba e da Teresina. Avalia-se a sua criação de gado em 5.000 cabeças. A sua colheita anual compõe-se, cálculo aproximado, de 1.100 sacas de algodão, 29.000 Alqueires de arroz, 44.000 de farinha, 36.000 de milho, 950 quartas de feijão, 2.100 de tapioca ou goma, 4.300 arrobas de açúcar, 400 arrobas de fumo, 140 pipas de aguardente, 5.000 frascos de azeite de coco, e 2.100 de azeite de carrapato etc. etc. O número de seus habitantes é de 8.000, sendo livres perto de 5.000. Povoados - Do lado do norte, a um quarto de légua de distância, está o riacho do Meio, notável pela quantidade de sabão que aí se fabrica, além de produzir muito boa cana-de-açúcar. Do lado do sul, a um quarto de légua, está a povoação das Areias, que tem de 25 a 30 casas de palha, junto a barra dos riachos Cabeça Quebrada e Buriti Grande, os quais, além de serem muito férteis em suas margens, formam a lagoa da Cidade. Existe também em distância de légua e meia o porto da Repartição, assim chamado desde que aí estiveram os distribuidores das aldeias, e as repartiram entre as tropas, que trouxeram consigo. È ponto de escala dos vapores da Companhia Fluvial do Piauí, e por isso aí têm os negociantes da cidade armazéns para guarda de mercadorias. Têm 12 casas de telha e 40 de palha. O lugar é pouco sadio, mui principalmente nas vazantes do rio Parnaíba, por causa das febres intermitentes. Mocambo - Distante 20 léguas da cidade para o lado de noroeste. Tem algumas casas de negócios e 40 de palha. Em resumo compreende a comarca do Brejo uma cidade e duas vilas, três povoações, sedes das freguesias, e nove povoados. Tem a cidade do Brejo 116 casas de telha, inclusive 4 sobrados, muitas casas de parede de barro, e cobertas de palha, e muitas outras todas de palha. Consome diariamente o seu açougue três reses.
Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão, César Augusto Marques, Cia. Editôra Fon-Fon e Seleta, Rio, Março – 1970, páginas 157, 158, 159 e 160.
more »
**ARAIOSES - ** (Freguesia de Nossa Senhorada Conceição de). - Está situada perto da margem esquerda do rio Parnaíba, em 3º graus 10 de Latitude Meridional e 44º graus 6´ de longitude ocidental, 15 léguas acima da sua barra, na povoação do Enjeitado. Procede esta povoação de uma aldeia de índios Araioses ou Nossa Senhora da Conceiçõa dos índios Araios. Ai foi feita pelos particulares uma pequena capela com a invocação de N. S. da Conceição de Araioses. O fervor católico, que então dominava levou os índios chefes de aldeias, João de Deus Magu e Silvestre da Silva a doarem a N. Senhora as terras que tinham em Santa Rosa e no Para-Mirim para nelas se situarem fazendas, onde fôsse criado o gado vacum que já possuia por esmola e outros animais que para o futuro lhe fôssem doados.
more »
.hmmessage P { margin:0px; padding:0px } body.hmmessage { font-size: 10pt; font-family:Verdana } A FONTE DO RIBEIRÃO NÃO É PASSARELA...
© DE João Batista do Lago
A transformação da Fonte do Ribeirão – uma das mais importantes peças históricas da cidade de São Luis – em passarela de blocos tradicionais, para dizer o mínimo, é a mor expressão da incompetência latente de uma galera que faz cultura pelo viés do processo político da aculturação, mas também, com um formato modernista duma abordagem sob o foco duma erudição ilhoa voltada para dentro de si, ou mais precisamente, como se fora de si, a “coisa” sui. O pior de tudo é constatar que toda essa ignorância está vestida com o manto oficial do Palácio de La Ravardière.
Quando tomei conhecimento dessa iniciativa tive o cuidado de procurar informações, junto ao órgão patrocinador, sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que respaldassem a efetivação da farra, agora elevada à condição de folclore (o que é outra aberração). Para minha decepção ninguém – mas ninguém mesmo – daquele órgão promotor, tampouco da estrutura da prefeitura, soube informar, o mínimo que fosse, sobre a minha especulação. Aliás, por onde passei, o que pude constatar foi cara de espanto (!) das pessoas, que, no geral, nem sabiam do que se tratava.
Assim sendo, tomo a liberdade de concluir, isto é, de inferir: que a transformação pura e simples da Fonte do Ribeirão em solene passarela de blocos (carnavalescos) tradicionais é um desrespeito, jamais uma homenagem como se pretendeu publicizar, ao patrimônio público da cidade de São Luis. Uma afronta à história e à historicidade, bem assim à ludovicensidade marânhica.
Com isso, pode-se, ainda, dizer: os atores ou agentes promotores e produtores desse evento são “sujeitos insuficientes” para conduzirem atos e fatos da cultura ou da culturalidade maranhense, posto que, sequer conhecem a Lei 10.257/2001, denominada Estatuto da Cidade, que dirime as dúvidas sobre tais situações. Suas conclusões [do Estatuto da Cidade] podem não apenas viabilizar como também impedir empreendimentos que comprometam o meio ambiente urbano. Também é um instrumento de mobilização popular, visto que a comunidade é chamada à discussão, evitando-se que empreendimentos sejam “consagrados” à revelia do interesse público.
Por conta própria tomei a iniciativa de fazer uma enquete, junto aos moradores da área, para saber se alguma pessoa estava sabendo do evento ou se fora convocada para discuti-lo... Infelizmente a resposta foi negativa. Ora, sendo assim, conclui-se – por definitivo – que a iniciativa não passou pelo crivo de qualquer estudo de viabilidade, seja EIV ou EIA. E muito menos obteve, da população, quaisquer respaldos.
more »
Nando, as fotos, pertenciam ao meu pai. Durante muitos anos foi professor de crianças especiais no Recife. Gosto de fotografar, mas meu hobby predileto, é colecionar tudo que represente a história do país.
more »
A Fazenda "Capão Alto" constitui-se em amostra do que há de mais importante em nosso patrimônio, pois aqui começa a história de Castro. Em 1704, foi concedida pelo rei de Portugal como sesmaria ao paulista Pedro Taques de Almeida. Desde então foi administrada por frades carmelitas, escravos e ricos fazendeiros. Esteve ligada à pecuárias e ao Tropeirismo desenvolvidos à partir da primeira metade do século XVIII ao longo do chamado Caminho das Tropas, pois era ponto de parada de tropeiros. A partir de 1870, adquirida pelo Barão do Monte Carmelo, construiu-se o Casarão que reflete o estilo dos casarões coloniais típicos das fazendas de café de São Paulo e Rio de Janeiro. Até hoje a casa grande é marcada pela beleza exuberante de sua linha colonial, burilada pelas marcas do tempo, tornando-a soberba remanescente da formação da sociedade de Castro e do Paraná. E por ser um remanescente de todo esse processo, de grande valor arquitetônico, a sede da Fazenda Capão Alto foi declarada de interesse público, tendo sido inscrita, em 1982, no Livro do Tombo Histórico do Paraná.
more »
Local do antigo depósito de pólvora.
more »
Teatro - Por Alvará de 17 de julho de 1771 aconselhou o governo da metrópole "o estabelecimento dos teatros públicos bem regulados, pois que deles resultava a tôdas as nações grandes esplendor e utilidade, visto serem a escola, onde os povos aprendem as máximas sãs da política, da moral, do amor da pátria, do valor, do zêlo e da fidelidade, com que devem aos soberanos". Sendo este Aviso remetido para aqui procurou-se dar-lhe execução por vários modos. A princípio houve um teatro no largo de Palácio nas casas térreas entre as do Dr. João Caetano Lisboa e a do negociante José Moreira Silva. Depois houve outro em frente do Quartel e finalmente outro na Praça da Hortaliça ou do Mercado, como já dissemos. Foram todos de curta duração. Só em 1815 conseguiu-se êste fim, porque vindo de Lisboa para aqui o cidadão português Eleutério Lopes da Silva Varela, muito amante da arte dramática, intentou edificar nesta capital um teatro. Associou-se a Estêvão Gonçalves Braga, e aforaram ao Convento de Nossa Senhora do Carmo o terreno necessário. Em Ofício de 03 de fevereiro de 1818 disse para a metrópole o Governador e Capitão-General Paulo José da Silva Gama "que muito êle se esforçou para que os religiosos do Carmo aforassem êsse terreno, separando-o da sua cêrca, o que conseguiu com assaz dificuldades dos prelados do convento". Foi a obra começada, porém segundo o plano a sua frente era para o Largo do Carmo, e ficava ao lado do convento do mesmo nome. Os Carmelitas considerando anti-religiosa tal construção tão próxima de um templo, e de um cláustro, embargaram a obra. Travou-se renhida questão entre os frades e os empresários, e depois de muitas lutas concordaram em ser o pleito decidido por um árbitro, sendo para isso escolhido o Padre José Antônio Ferreira Tesinho, que condenou Varela e Braga a alterarem o plano da obra colocando a entrada principal na Rua do Sol, como se vê. Em 1915 principiou-se esta edificação, e já no ano seguinte distinguia-se perfeitamente o seu plano para três ordens de camarotes, porém fazendo o número de 66, uma tribuna no centro, uma quarta ordem de torrinhas, e um avarandado no centro delas, uma platéia, dividida em duas partes, a superior para 130 pessoas, e a geral para 300; a caixa do teatro com 55 palmos de largura, 100 de comprimento, e 55 palmos de largura, 100 de comprimento e dos artistas. No ano seguinte, no dia 1° de dezembro, o Comendador Antônio José Meireles, querendo festejar o aniversário da Independência de Portugal, à sua custa conseguiu aí dar um espetáculo, e ofereceu-o à concorrência pública gratuitamente. Em 1817, já muito adiantado em suas obras, foi êste edifício aberto com o nome de União, recordando assim a união do Brasil com Portugal formando o Reino-Unido. Foi no dia 1°de junho o primeiro espetáculo cujo, representado por uma Companhia que Varela foi contratar em Lisboa, obtendo nessa ocasião do govêrno da metrópole o Aviso e 03 de setembro de 1817 concedendo a favor do teatro algumas loterias anuais, cujo recebimento foi acusado em 03 de fevereiro de 1818 pelo Governador e Capitão-General Paulo José da Silva Gama, que nessa ocasião participou já estar trabalhando há oito meses o teatro, "para cuja finalização tinha convocado os habitantes mais ricos da cidade, e lhes pedira um empréstimo, que andava por 12:666$000 réis". Por morte de Estevão Gonçalves Braga, a parte que êste tinha no teatro foi adjudicada por dívida à Fazenda Nacional, e incorporada aos bens nacionais, e depois aos provinciais em virtude do art. 41 daLei nº 514 de 28 de outubro de 1848. Passados dois anos foi pela Lei Provicial nº 376 de 22 de outubro de 1850 autorizada a presidência a contratar a compra da arte pertencente aos herdeiros de Varela, o que efetuou-se por 7:000$000 réis aos 27 de novembro do mesmo ano. Achando-se muito arruinado em 1852 fizeram-se nele grades obras, e deu-se-lhes o nome de - São Luís. Até 1854 tinha a Fazenda Nacional com ele despendido a quantia de 34:133$178 réis. Diz o Sr. Sabbas da Costa, no Semanário nº 16 que êste teatro importou em 53:000$000 réis pouco mais ou menos quando Varela o deu por concluído. Companhias - Têm nele dado representações: Em 1817 a companhia contratada em Lisboa por Varela, como já dissemos. Em 1818 Sautby com uma companhia eqüestre, transformando-se a platéia em cenário e êste em galerias. Em 1819 a companhia de Varla e Braga foi aumentada com um corpo de baile, ainda que pequeno porém composto de bons artistas. Depois disto vieram outros artistas e diversas companhias distrair a população desta capital até que me 1841 Mr. Robert, afamado pelotiqueiro e grande malabar, apareceu entre nós, e aí também deu espetáculos de fantasmagoria vistos aqui pela primeira vez. Em 1841 a 1845 foi alugado à Sociedade Drámatica Maranhense, composta de curiosos, e onde se revelaram não poucas vocações, e bem distintas, para a arte dramática. Nesse tempo chegou a primeira Companhia Lírica Galetti e Carlos Ricco, e depois o célebre Valim, atleta françês; deu trabalhos de ginástica e de estátuas vivas, no que foi muito aplaudido. Em 1846 a Sociedade Dramática Aliança fêz no palco um grande presépio, especulação do empresário Ferreira da Fonseca. No ano seguinte até 1848 trabalhou no palco a Companhia de Cavalinhos de Smith, resultando disto fazer a Polícia um regulamento proibindo aí espetáculos de tal ordem. Smith também expôs algumas feras causando não pequeno horror e susto aos espectadores.. E 1852, depois dos grandes consertos de que já falamos, foi êle entregue ao empresário Miro, que havia chegado de Portugal com uma boa companhia dramática, e aí deu espetáculos até o ano seguinte, em que aqui aparecendo, pela primeira vez, o artista Germano Francisco de Oliveira, uniu-se à companhia de Miro. Foi depois Germano empresário do teatro e pelo carnaval deu aí bailes mascarados. Em 02 de janeiro de 1855 entre a presidência e José Maria Ramonda celebrou-se um contrato para representações de uma companhia italiana, que aqui chegou em 03 de março do ano seguinte, e estreou em 20 de abril executando a Gemma de Vergi. Em 1857 de novo Ramonda o contratou, e trouxe outra companhia, muito inferior porém à primeira. Trabalharam no ano seguinte: Robert e Devaux em sortes mágicas e vistas dissolutivas. José Marinangeli contratou uma companhia lírica, e em 1859 deu a primeira representação com a ópera Lucrecia Bórgia. Nesse ano apresentou-se perante o público o violino português Francisco de Sá Noronha. Com o correr dos tempos achado-se o teatro em miserável estado e ameaçando ruína, por um contrato da quantia de 30:000$000 réis, firmado em 21 de outubro de 1861 entre o Dr. Francisco Primo de Sousa Aguiar, como Presidente da Província, e o Artista Dramático Germano Francisco de Oliveira, foi ele quase todo reedificado, e nova Fênix reapareceu ostentando beleza, luxo e primor, devendo-se tudo isto ao zelo nunca desmentido do incansável ex-presidente e aos esforços e dedicação do artista já citado. Este edifício, um dos melhores de todo o Brasil, depois destas obras é composto atualmente de 4 ordens com 88 camarotes, além de uma vasta tribuna para o presidente, e de uma arquibancada na 4ª ordem, em frente do palco, com 120 lugares, a que vulgarmente se chamam varandas. A platéia é dividida em superior e geral, contendo aquela 150 lugares e esta 300. A caixa do teatro tem 35 palmos de largura, 38 de altura e 100 de fundo, e ao lado direito dela, dentro mesmo do edifício, construiu o empresário Germano uma boa casa de vivenda. Deu Germano espetáculos dramáticos até 1863, em que passou a empresa a Colas & Couto Rocha, aparecendo nesse tempo o distinto artista Luís Cândido Napoleão e em 1864 a menina fluminense Angelina Botine, de 13 anos, executando ao plano peças muito difíceis. Em 1865 o distinto e incansável artista Vicente Pontes de Oliveira contratou com o governo a empresa do teatro. Nesse ano aí se fez ouvir o notável violino baiano Muniz Barreto. Em 1866 trabalhou o empalmador Linsck. No ano seguinte Pontes de Oliveira associou-se ao ilustre artista Joaquim Augusto de Sousa. Nesse mesmo ano tocaram no palco os irmãos Francos, sendo um harpista e outro violino. Em 1868 o grande Herman deu aí alguns espetáculos, mostrando-se muito inferior à fama que o precedeu. Depois César de Lacerda, Guerreiro, Penante, e muitos outros artistas, mais ou menos distintos, aí têm prendido por algumas noites a atenção do público. Em 1870 apareceu pela primeira vez entre nós a Companhia Francesa de Bouffes Parisiense sob a direção de Mr. Hurbain. Em 1871 também pela primeira vez trabalhou a Companhia Espanhola de Zarzuelas sob a direção de Ramon Torres. Terminamos este artigo, juntando nossas vozes à do Sr. Sabbas da Costa, no artigo já citado, dizendo “que o Maranhão deve a Varela o teatro que tem, e tamanho serviço prestado à nossa capital não deve ficar esquecido, antes registrado na memória dos maranhenses”, e é o que acabamos de fazer. No camarim n° 1 dêste teatro, hoje impedido e conservado como relíquia , nasceu, filha de atores, a 21/05/1854, Apolônia Pinto, tida como a maior atriz brasileira de todos os tempos; a divina intérprete, dizia a critica contemporânea cujo busto em bronze está no páteo interno do edifício. E maior coincidência, foi em seu palco que, aos doze anos de idade, iniciou-se na arte em que se imortalizaria, fazendo o papel da menina em “A Cigana de Paris”.
more »
Não consegui localizar a igreja em Recife ou Olinda, gostaria que alguem ajuda-se.
more »
O outro lado da obra de arte em bronze em forma de moeda com a cidade de Olinda encravada em seu interior, para comemoração do Quarto Centenário.
more »
Um dos lados da obra de arte feita em bronze em forma de moeda com o Brazão de Armas de Duarte Coelho, fundador da cidade de Olinda, para comemoração do Quarto Centenário 1537/1937.
more »