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OliveiraMário's conversations

OliveiraMário said:

Vista norte desde Canidelo. Foz do Douro, em vista.


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OliveiraMário said:

Lá ao fundo(centro), aquilo que até aos anos 60 foi um cais de carga de lenha, para o Porto, está a tranformar-se no Hotel Douro 41.


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OliveiraMário said:

Midões, terra onde nasceu meu avô materno. Foi terra de pescadores e de aportagem para rabeleiros do Douro, até que a "estranha evolução" a condenou ao isolamento. Os distintos e estranhos "Rabelos" actuais, já nela não aportam como os verdadeiros, para que seus barqueiros se refizessem da tormenta que as Pedras de Linhares, um pouco antes, tantas vezes seus barcos destruíam.


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Mário Eloi Castro said:

Grande foto!

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Abraço, Mário Eloi Castro


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Mário Eloi Castro said:

Belíssima vista, Mário!

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OliveiraMário said:

Este aterro é a negação dos princípios e ensinamentos ecológicos que ambientalistas e afins, (gentalha de gabinete), intenta incutir na mente dos descuidados e analfabetos naturalistas. Do povo, nem se fala !!! O erro que foi projecto camarário Socialista, coadjuvado por interesses locais da mesma côr, logo virou "horror" assim que a Camara Penafidelense virou "Laranja". Era tarde demais. Entre um aterro a Céu aberto estúpidamente situado, e um aterro sanitário na nascente de um curso de água que foi e era crucial para o regadio de culturas bem como afluente de outro curso cuja vida e beleza deslumbram,/Rívulo Malo) nem ao Diabo lembraria. A essa "gentalha" ambientalista, que promove seus ideais em hoteis e gabinetes, deixo a minha revolta de cidadão feito Homem pelas verduras que o Rego do Vale Grande fez brotar ao sol da minha terra. Mais, muito mais que o meu rio que de Mau só tem o nome, são aqueles que destróiem conscientemente o ambiente de natural da Boneca.


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OliveiraMário said:

Hortos, era o longo areal que ladeava o Douro na sua margem direita, desde este ponto até três kms arriba. Quantos "Boieiros" alaram os Rabêlos por este imenso areal, em troca de alguns "cruzados" para complemento das migalhas que a terra agreste, além rio, lhes doava em troca de tanto suor. ...e quanta "bosta" não terá sido apanhada para a fertilização dos campos... para vedar a porta do forno na cozedura do pão que nossas avós tão amargamente haviam amassado !!! "Cadê" os sáveis, as lampreias, as deliciosas bogas, os esguios escalos e os calmos e soculentos barbos ? Em troca de uma falsa navegabilidade, que vicia roteiros turísticos na grande cidade, a natureza pura, os verdes campos de milho e verduras que nos alimentavam salutarmente, foram assassinados, e nós, os Durienses, seguir-lhe-mos o rumo. Que estranha evolução esta !!!


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OliveiraMário said:

"Gota de água, triste"

Caída da nuvem, escapada à raiz, juntou-se a mil outras, sentiu-se feliz. Desceu a montanha cascata a cascata, beijando, lavando, peixinhos de prata. Mas no seu caminho ...! tristeza tamanha, encontrou o homem, sentiu-se tão estranha !!! Moribunda, triste, num charco de morte, espera que a nuvem a leve de novo pra tentar outra sorte.

Que Deus e a Natureza, enferme quem tanta vida destruiu.


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OliveiraMário said:

Este testemunho da navegabilidade do Douro, ilustra bem a dureza da tarefa que os bravos "rabeleiros" tinham na missão de levar o barco até ao seu destino. Reterei para sempre na minha memória, o homem da "espadela", o do "bicheiro" e os "puxadores" que, ao longo da margem, por pedras e penhascos, lá iam, na ausência do vento norte, "rebocando" o rabelo até à proximidade do areal. Aí, o "boieiro" assumia o seu papel e, ao longo do imenso areal, era tempo de descanso. Dos BRAVOS HOMENS que tão afamado vinho criaram, já não fala a história, mas as margens do grande rio, vincúlam ainda o suor e lágrimas de tanta audácia e sofrimento.


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OliveiraMário said:

"Poço Escorreguento".
Aqui, entre a margem e a "pequena ilha", corria sádio um caudal de águas cristalinas por entre um canal esculpido na rocha ao longo de anos sem conta. Como era saudável sentir o ardiúme e ver a cor rosada dos nossos "rabiotes", vezes sem conta deslizados pela força da corrente ao longo do canal. Mau de nome, pequeno rio, porque te condenaram ?


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