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Jorge Garizo do Carmo, nasceu a 01/01/1927, em Lisboa e faleceu 01/01/1997
Frequentou Arquitectura na E.S.B.A.P. de 1944 a 48.
Aluno Voluntário em Pintura dos Mestres Joaquim Lopes e Dórdio Gomes.
Fez parte do grupo dos independentes do Porto com Fernando Lanhas, Júlio Resende, Martins da Costa, realizando com estes em colectivas – 1º Salão de Arte Abstracta e Independentes do Norte – 45/48.
Contacta com Júlio Pomar e nadir Afonso entre outros.
De 1948 a 1954 frequentou a Escola de Belas Artes de Toulouse, Grenoble e a sessão de Arquitectura da Escola de Paris – Atelier Zavaroni – especializando-se, simultaneamente, em cerâmica.
Frequenta, na mesma época, em pintura e gravura, a “Grande Chaumière”.
Contactos permanentes em Paris com Costa Camelo, Canto de Maria, Francis Smith e M. H. Vieira da Silva.
Instala, em Paris, uma oficina de Cerâmica e, em concurso para residentes estrangeiros, obtém uma Bolsa de Estudo do Governo Francês, trabalhando durante dois anos a Manufacture Nationale de Sèvres.
Dedica-se às Artes Gráficas, trabalhando em cartaz, como “free lancer” ombreando com Colin Savignac.
Substituiu o pintor Paulo Ferreira como decorador da casa de Portugal em Paris e toma conhecimento da obra de Amadeo de Souza Cardoso, através das relações com a viúva do pintor (então funcionária daquele organismo) em 1949/50.
Expõe cerâmica em Paris – 1952.
Retorna a Portugal em 1954 e expõe individualmente cerâmicas na S.N.B.A. e cartazes na, hoje extinta, Galeria Artes e Letras.
Dirige uma secção de cerâmicas artísticas na Fábrica de Sacavém, onde realiza diversos “cartões” de Ribeiro de Paiva e um grande conjunto mural para o Cinema S. Jorge na cidade da Beira.
Regressa a Moçambique em 1956 e expõe cerâmica e cartazes em Lourenço Marques e comparticipa em trabalhos de arquitectura, pintura e escultura nos Pavilhões da Exposição das Actividades Económicas de Moçambique. Contactos, nessa data, com Câmara Leme, Costa Pinheiro, Fernando Azevedo, Vespereira e Nuno Sanpayo.
Trabalha com o arquitecto Pancho Miranda Guedes, Tinoco e outros. Até 1962 desenvolve actividade profissional, na cidade da Beira, nos campos da arquitectura, decoração, pintura, escultura e artes gráficas, deixando numerosos trabalhos em Manica e Zambézia.
Decoração do Pavilhão de Moçambique na 1ª Feira Industrial de Luanda.
Actividades directivas no Centro Cultural e Arte e Cine Clube da Beira, praticando, como amador, cinema de ensaio e animação (16mm).
Sob convite e em concurso com o pintor britânico Jonh Piper, ganha a opção e execução de um vasto mural em baixo relevo policromado nos Arquivos Nacionais – Salisbury.
Radicado desde fins de 1962 em Lourenço Marques, inicia uma actividade gráfica no campo do jornalismo como redactor-paginador e abraça o professorado artístico.
Em 1964, em concurso com outros artistas convidados, ganha a execução dum grande painel mural no B.N.U.
Bolseiro na Fundação Calouste Gulbenkian frequenta o “Post-Graduate Course” de Gravura e Artes Gráficas e Fotografia na Slade School (London University College) sob o ensino do aguafortista Anthony Gros e Bartolomeu Cid, de 1970-1972.
Retrospectiva dos 25 anos de pintura, em Março de 1973 na Galeria Texto, em Lourenço Marques.
Foi professor do quadro, regendo no Ensino Técnico Profissional e Artes Decorativas (Artes Visuais) – Escola António Arroio – 1962/1977.
Bolseiro do Governo Polaco em Varsóvia 1979-1980 em Artes Gráficas, tendo trabalhado com Hendrik Tomaszewsky, Urbvaniec, Kotarbinski e Wassilewski.
Bolseiro de estado pela Secretaria de Estado da Cultura com o apoio do British Council em Inglaterra – Mancherter e Londres – em fotografia de cena – 1985.
Convidado a expor pelo Instituto f Education da University of London, na Galeria Logan, no Outono de 1986 integrado nos 600 anos da aliança luso-britânica.
Expôs pintura individual em Paris, Porto, Lisboa, Estoril, Beira, Lourenço Marques, Johanesburg e Durban.
Colectivas de pintura, gravura e cerâmica, fotografia e cartaz no Porto, Lisboa, Lourenço Marques, Madrid, Paris, Roma, Brasil, Jugoslávia, Bulgária, Roménia, Estoril e Cascais.
I e II Exposições de Artes Plásticas.
Exposições dos “anos 40” e “25anos da Cooperativa de Gravadores Portugueses” – Fundação Gulbenkian.
Bienais de S. Paulo, Lathen, Varsóvia, Belgrado, Brno, Califórnia, Cerveira, Yokohama (Japão) e Vancouver (Canadá), Grafiporto.
Exposição Internacional do Fantástico e Surrealismo.
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
Cerâmica – Paris – 1950
Cerâmica - Lisboa – 1952
Cerâmica – L. Marques – 1954
Cartazes – Lisboa – 1952 e L. M. 1954
Pintura – Bienal – 1961
Pintura – Joanesburgo – 1962
Pintura – L. Marques – 1964
Desenhos – L. Marques – 1968
Pintura – Estoril – 1969
Retrospectiva – L. Marques – 1973
Pintura – Lisboa – 1974
Pintura – Porto – Lisboa – 1980
Pintura – Lisboa – 1989
Pintura – Estoril – 1992
Pintura – Porto – 1992
Pintura – Lisboa – 1992
EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
1ª Salão dos Independentes – Porto – 1946
Salão de Arte Abstracta – Porto – 1948
1ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian – 1964
1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Exposições dos Independentes – L. Marques 1963/68
Arte em Liberdade – Lisboa – 1974
Arte Portuguesa – Roma – 1975
Arte Portuguesa – Paris – 1977
Arte Portuguesa – Madrid – 1978
25 anos da Coop. Grav. Portugueses – F. Gulbenkian – 1977
Gravura Portuguesa – Exposição itinerante na Europa (Jugoslávia. Roménia.
Bulgária) - 1976
Gravura Portuguesa – Roma – 1977
Brasil – 1978
Inventario 2 – S.E.C. – 1979
Editado pela Cooperativa de Gravadores Portugueses
Exposição nacional “Anos 40” F. C. G. – 1980
I – III Bienal de Cerveira – 1980-82
Salão de Primavera – Estoril – 84-85
I Exposição Nacional de Desenho e Gravura – M. Ferreira Borges – Porto – a 1985 – premiado
Salão de Pequeno Formato – Cascais – 1985
Colectiva de Reabertura – Galeria Tempo – 1985
Colectiva Galeria Fonte Nova – 1985
Colectiva Exp. António Arroio S.N.B.A. – 1986
Colectiva Galeria Diagonal – 1984
Exposição Internacional do fantástico e Surrealismo – 1984
João Garizo do Carmo, nasceu em 1917 na Beira _ Moçambique e faleceu em 1974 em Cascais _ Portugal ) foi um arquiteto Português.
Vida
João Garizo do Carmo nasceu na Beira, a então segunda maior cidade da colónia Portuguesa de Moçambique.
Depois da sua educação na básica na colónia, estudou arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto entre 1942 e 1949.
Em 1951 graduou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e regressa com seu irmão Jorge Garizo do Carmo (1927-1997) para a sua cidade da Beira e começou a trabalhar como arquitecto freelance. Depois de um curto período de tempo Garizo do Carmo se granjeou notoriedade, 1954 e 1955, ele ganhou o prémio de arquitectura urbana Dr. Araújo Lacerda. A partir de 1957 foi Garizo do Carmo, também membros da comissão de estética urbana da Beira.
Arquitectonicamente dois edifícios do Carmo são conhecidos, em particular: Estação Ferroviária da Beira, inaugurada em 1966 - que ele e Francisco José de Castro e Paulo de Melo Sampaio, conceberam e a Igreja do Imaculado Coração de Maria (também "Igreja da Manga ")inaugurada em 1958. Ambas as obras têm uma forte influência modernista com os chamados tropikalen, ou seja, as condições climáticas adaptou os detalhes obscuros marcados ( " Tropicalismo "). A Igreja da Manga são baseados fortemente em Niemeyer - Igreja de São Francisco de Assis em Belo Horizonte ( Minas Gerais , Brasil ) .
Garizo do Carmo, em 1964 deixa a arquitectura impossibilitado pela doença e se dedicou ao ensino até 1972, antes de se mudar para Portugal, onde morreu em 1974 em Cascais.
Obras
1966 Estação de Caminhos de Ferro da cidade da Beira (Moçambique)
1952-1954: Cine-Teatro São Jorge, Beira
1952-1957: Casas António Duarte, Beira
1955-1958: Igreja do Imaculado Coração de Maria ( "Igreja da Manga"), Beira
1955: Paço Episcopal, Quelimane
1955: Paço Episcopal, Porto Amélia [Pemba]
1955-1956: Cine-Teatro Almeida Garrett, Nampula
1955-1956: Cine-Teatro Águia, Quelimane
1955-1957: Prédio de escritórios da companhia de seguros Nauticus, Beira
1957: Casa Carlos Silva, Beira
1957: Casa Charles Tully, Beira
1957-1966: Estação Beira , Beira; juntamente com Francisco José de Castro e Paulo de Melo Sampaio
1959: o Palácio Repartições, Quelimane
1963-1966: Expansão do edifício de escritórios da companhia de seguros Nauticus, Beira
1964-1966: Pavilhão de Exposições permanente Actividades Económicas Nacionais ( "Casa dos Bicos"), Beira
Manguezal, mangue, mangrove ou mangalé um ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho, zona húmida característica de regiões tropicais e subtropicais. Associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa, está sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se relacionam outros componentes vegetais e animais.
Ao contrário do que acontece em praias arenosas e dunas, a cobertura vegetal do manguezal instala-se em substratos de vasa de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra.
O termo "mangue" também se aplica às espécies arbóreas características desse habitat.
O solo do manguezal caracteriza-se por ser húmido, salgado, lodoso, pobre em oxigênio e muito rico em nutrientes. Por possuir grande quantidade de matéria orgânica em decomposição, por vezes apresenta odor característico, mais acentuado se houver poluição. Essa matéria orgânica serve de alimento à base de uma extensa cadeia alimentar, como por exemplo, crustáceos e algumas espécies de peixes. O solo do manguezal serve como habitat para diversas espécies, como caranguejos.
Vegetação
Em virtude do solo salino e da deficiência de oxigênio, nos manguezais predominam os vegetais halófilos, em formações de vegetação litorânea ou em formações lodosas. As suas longas raízes permitem a sustentação das árvores no solo lodoso.
Os manguezais são encontrados ao longo de todo o litoral brasileiro, onde as principais espécies de árvores típicas deste bioma são:
Rhizophora mangle (mangue-vermelho) - próprio de solos lodosos, com raízes aéreas;
Laguncularia racemosa (mangue-branco) - encontrado em terrenos mais altos, de solo mais firme, associado a formações arenosas;
Avicennia schaueriana (mangue-preto, canoé)
Avicennia germinans
Avicennia nitida
Conocarpus erectus (mangue-de-botão)
Clusia fluminensis (abaneiro)
A espécie Laguncularia racemosa merece destaque por ser a única espécie típica de mangue encontrada no Arquipélago de Fernando de Noronha, num único manguezal localizado na Baía do Sueste.
No Indo-Pacífico, as árvores típicas do mangal são a Rhyzofora mucronata (mangal vermelho), a Avicenia marina (mangal branco), a Brughiera gymnorhyza e o Ceriops tagal.
Importância
Os manguezais desempenham um importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico.
Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.
Com relação à dinâmica dos solos, a vegetação dos manguezais serve para fixar os solos, impedindo a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a linha de costa.
As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constituem ainda importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas, por exemplo, como aquelas por metais pesados.
A destruição dos manguezais gera grandes prejuízos, inclusive para economia, direta ou indiretamente, uma vez que são perdidas importantes frações ecológicas desempenhadas por esses ecossistemas. Entre os problemas mais observados destacam-se o desmatamento e o aterro de manguezais para dar lugar a portos, estradas, agricultura, carcinicultura estuarina, invasões urbanas e industriais, derramamento de petróleo, lançamento de esgotos, lixo, poluentes industriais, agrotóxicos, assim como a pesca predatória, onde é muito comum a captura do caranguejo-ucá durante a época de reprodução, ou seja, nas "andadas", quando torna-se presa fácil. É preciso conhecer e respeitar os ciclos naturais dos manguezais para que o uso sustentado de seus recursos seja possível.
Utilização sustentável dos manguezais
Muitas atividades podem ser desenvolvidas no manguezal sem lhe causar prejuízos ou danos, entre elas:
Pesca desportiva, artesanal e de subsistência, desde que se evite a sobrepesca, a pesca de pós-larvas, juvenis e de fêmeas ovadas;
Utilização da madeira das árvores, desde que se assegure a reflorestação;
Cultivo de ostras e outros organismos aquáticos;
Cultivo de plantas ornamentais (orquídeas e bromélias);
Criação de abelhas para a produção de mel;
Desenvolvimento de atividades turísticas, recreativas, educacionais e de pesquisa científica.
Exemplos de utilização sustentável
O Manguezal do Itacorubi, na ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, considerado um dos maiores mangues urbanos do mundo, possui passarelas e placas informativas para os seus visitantes. Atualmente essa não é a realidade do local, onde as passarelas encontram-se quebradas, com partes em madeira caídas dentro do próprio mangue e as placas informativas encontram-se pichadas e bastante deterioradas pela ação do tempo.
Na Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé, a caminho do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, é feita a coleta de berbigões pela população local.
Localização
Em verde, a distribuição dos manguezais no planeta.
O ecossistema incide em regiões tropicais e subtropicais, no encontro de rios e mares, sobretudo nas costas do Atlântico e Pacífico. Estima-se que, em todo o planeta, existam cerca de 172 000 km² de manguezais.
No Brasil
Do total de mangues no mundo, cerca de 15%, ou cerca de 26.000 km², distribui-se pelo litoral do Brasil, desde o estado do Amapá até Laguna, em Santa Catarina. Nesse país, o manguezal é protegido por Lei, e qualquer área de incidência é considerada de preservação permanente (APP), segundo o inciso VII do artigo 4º da Lei Federal Brasileira nº 12.651, de 25 de maio de 2012.
Em Pernambuco existem cerca de 270 quilômetros quadrados de manguezais; na Paraíba, cerca de 160 quilômetros quadrados; o Maranhão detém 85% dos manguezais da região norte-nordeste, o que equivale a 500 mil hectares. A ilha de Fernando de Noronha é a possuidora da menor extensão de manguezal no país.
Em Moçambique
Os mangais ocorrem ao longo de toda a costa de Moçambique, com exceção das zonas de dunas costeiras, mas são mais abundantes na região norte, tropical, cobrindo uma área estimada em cerca de 400 mil hectares.
As árvores de mangal aqui existentes (e em todo o Indo-Pacífico) são a Rhyzofora mucronata (mangal vermelho), a Avicenia marina (mangal-branco), a Brughiera gymnorhyza e o Ceriops tagal.
(resumo do livro 'a comunidade grega em Moçambique')
Em 1896, os Gregos da Beira usaram uma pequena casa como igreja e Bakas foi o primeiro Vigário da Paróquia. Ele foi sucedido por Vasilis
Kamitsis, que permaneceu na beira a partir de 1902 até 1927, e depois, em 1928 por Teófilo Siminakis, que morreu em 1930. Nikolaos Scandalis, que também foi um professor, foi o seguinte padre da Paróquia.
Em 1937, a comunidade decidiu erguer uma igreja. Em 14/8/1938, o templo da Santíssima Trindade foi fundada, em um terreno doado pela "Compagnia de Moçambique".
Athanasios kleronomos, Dimitris Verghis, Dimitris Paraskevas e Eterpi Paraskevas, estavam entre os mais importantes doadores. O Projeto Custou 3,200 soberanos de ouro . Os gregos de Manica realizaram uma campanha de captação e foi recolhido 3,400 soberanos de ouro. No entanto, o mais importante foi que doação de Efterpi Paraskevas, que ofereceu 500 soberanos de ouro .
O primitivo Aeródromo Pais Ramos encontrava-se localizado no Esturro, tendo sido aberto à navegação aérea em 1928. Nos finais da década de 1930, ocupava uma área de sessenta hectares, possuindo um pequeno edifício, onde se albergava a sala de passageiros, alfândega e correios (inaugurado em setembro de 1937); um hangar metálico para acomodação dos aviões e pistas de aterragem, uma em cimento e duas em asfalto. Viria a encerrar definitivamente em 1 de janeiro de 1961.
A questão do novo aeródromo foi abordada, pela primeira vez, no decorrer da elaboração do Plano de Urbanização de 1947. Já nessa altura os técnicos achavam que o mesmo teria que se mudar para o Alto da Manga, algures entre as estradas do Savane e do Macúti, já que o Aeródromo Pais Ramos se encontrava em terreno baixo e argiloso, e a sua ampliação só se poderia fazer à custa de inúmeras demolições e expropriações.
A partir de 1952 iniciar-se-iam as grandes obras de remoção de terras, na Manga-Loforte, com o objetivo de terraplanagem de três faixas destinadas a outras tantas pistas de aterragem e descolagem do novo aeroporto (a onze quilómetros da cidade). Novas obras viriam ainda a ocorrer em abril de 1956, tendo-se procedido então ao seu alargamento e asfaltagem (principal, 12-30, com um comprimento de 2.000 metros; a segunda, 18-36, com um comprimento de 1.500 metros; e a terceira, 06-24, com 1.200 metros) e, em 1965, com uma nova ampliação, destinada a receber os aviões a jacto (a pista principal ficou com 2.400 metros de comprido e sessenta de largo).
A primeira aerogare resultou da adaptação de alguns edifícios existentes naquele local, sendo descrita deste modo: “A estação aérea, instalada numa antiga casa rústica situada num dos terrenos abrangidos pela expropriação, quando da delimitação destes para o novo aeródromo – é um nome que só por antonomásia se aceita, pois não corresponde nem ao designativo de aeroporto internacional nem às necessidades do seu tráfego, que já é grande. À frente, corre uma varanda coberta a zinco, estreita, com meia-dúzia de cadeirões – a simular sala de espera; uma porta liga-a com uma sala soturna e quente – sem ventilação nem luz – seccionada ainda em escritório central, alfândega e imigração, com um balcão tabernal e prateleiras despolidas onde um guarda-fiscal, um agente de imigração e dois empregados da DETA (...), desembaraçam todo o movimento que às vezes ascende à meia centena de passageiros; e ao lado, num varandim acanhado – o restaurante do aeroporto internacional da Manga!” (Diário de Moçambique, Beira, 19.02.1956, pp. 1 e 12). Em fevereiro de 1958, sofreu uma ampliação, tendo-se construído mais duas salas nas traseiras, destinadas a restaurante-bar e salão de espera e expediente do pessoal de terra.
A atual Aerogare, com projeto pelo arquiteto Cândido Palma de Mel (1922-2003) – que executou também o projeto da aerogare de Lourenço Marques – é um longo edifício moderno, ritmado pela pujante cimalha recortada. A construção começou a ser erguida em junho de 1965 (em outubro os trabalhos já estavam suficientemente avançados para que se instalassem nela os serviços, com carácter provisório), vindo a ser inaugurada tardiamente, em 27 de junho de 1968. Possui uma área de 7.000 metros quadrados, tendo um amplo hall, onde se situavam todos os serviços das transportadoras aéreas, dando ainda acesso a um restaurante e bar, que o contorna com características de balcão, no piso superior, dando entrada direta para um varandim corrido, ao sabor do edifício. Os passageiros em trânsito tinham acesso a um outro restaurante, absolutamente independente. A decoração dos restaurantes e dos escritórios dos Serviços Aéreos da Beira e dos Transportes Aéreos de Moçambique esteve a cargo do arquiteto José Augusto Moreira. Possui ainda painéis decorativos de José Pádua. O escultor Jorge Vasconcelos executou a estátua de Sacadura Cabral, colocada em 1972 no largo fronteiro à aerogare.
O edifício desenvolve-se longitudinalmente, entre a placa de aeronaves e o parqueamento automóvel, ligando-se à antiga aerogare, transformada agora em torre de controlo. Compõe-se de uma repetição de módulos estruturais tridimensionais de sentido transversal, formalizados pelas lajes pré-fabricadas em U e respectivos pilares de suporte, criando um vasto espaço em dois pisos, perfurado nas zonas dos átrios principais. Os alçados principais diferenciam-se pelo forte jogo de luz e sombra obtido pelas lajes balançadas do alçado norte e pela expressão mais plana dos elementos estruturais, caixilhos e brise-soleil verticais, que compõem o alçado sul.
António Sopa, Elisiário Miranda, José Manuel Fernandes
O Instituto Industrial e Comercial da Beira é uma instituição pública de ensino técnico-profissional e vocacional, localizada no Bairro de Matacuane, na cidade da Beira, em Moçambique. Foi fundada em 28 de agosto de 1961.
Departamentos e Cursos
A instituição é dividida em dois departamentos: industrial e comercial.
O Departamento Industrial
Lecciona os cursos de Sistemas Eléctricos Industriais, Industria Electrónica, Mecânica Geral, Construção de Edifício e Estradas e Pontes.
O d´Departamento Comercial
Lecciona Contabilidade (Técnico de Contas).
No ano de 2013, introduziu-se o curso de Técnico Aduaneiro para o departamento comercial.
História
O Instituto Industrial e Comercial da Beira, também conhecido pela sigla IICB foi criado pelo diploma legislativo n° 2111, de 28 de agosto de 1961.
Para a frequência do primeiro ano no ano lectivo de 1961/ 1962, cujas aulas tiveram início em 27 de setembro de 1961, inscreveram-se e realizaram os exames de admissão 28 candidatos e aprovaram 25 que ficaram distribuídos em 16 no ramo industrial (11 de Electrotecnia e Máquinas e mais 5 de Construção Civil e Minas, sendo 1 do sexo feminino) e, 9 do ramo comercial (6 em Contabilidade e 3 de Correspondência em Línguas Estrangeiras sendo 4 do sexo feminino, distribuídas em 2 para cada curso).
Depois da Independência Nacional (a 25 de junho de 1975), a instituição ficou encerrada e conheceu a sua reabertura a 18 de abril de 1983.
Após a reabertura, passou a lecionar cursos industriais e comerciais apenas no período diurno, tendo sido aberto o curso noturno para a área comercial (curso de Contabilidade) no ano de 1987, para satisfazer a necessidade de formação dos quadros das diversas empresas e bancos, sendo de destacar os Caminhos de Ferro de Moçambique.
Atualmente o IICB forma 7 especialidades (cursos), respetivamente: Mecânica Geral, Construção de Edifícios, Construção de Estradas e Pontes, Sistemas Eletrónicos, Indústria Eletrónica, Contabilidade e Aduaneiro.
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Garizo do Carmo
Jorge Garizo do Carmo, nasceu a 01/01/1927, em Lisboa e faleceu 01/01/1997
Frequentou Arquitectura na E.S.B.A.P. de 1944 a 48.
Aluno Voluntário em Pintura dos Mestres Joaquim Lopes e Dórdio Gomes.
Fez parte do grupo dos independentes do Porto com Fernando Lanhas, Júlio Resende, Martins da Costa, realizando com estes em colectivas – 1º Salão de Arte Abstracta e Independentes do Norte – 45/48.
Contacta com Júlio Pomar e nadir Afonso entre outros.
De 1948 a 1954 frequentou a Escola de Belas Artes de Toulouse, Grenoble e a sessão de Arquitectura da Escola de Paris – Atelier Zavaroni – especializando-se, simultaneamente, em cerâmica.
Frequenta, na mesma época, em pintura e gravura, a “Grande Chaumière”. Contactos permanentes em Paris com Costa Camelo, Canto de Maria, Francis Smith e M. H. Vieira da Silva.
Instala, em Paris, uma oficina de Cerâmica e, em concurso para residentes estrangeiros, obtém uma Bolsa de Estudo do Governo Francês, trabalhando durante dois anos a Manufacture Nationale de Sèvres.
Dedica-se às Artes Gráficas, trabalhando em cartaz, como “free lancer” ombreando com Colin Savignac.
Substituiu o pintor Paulo Ferreira como decorador da casa de Portugal em Paris e toma conhecimento da obra de Amadeo de Souza Cardoso, através das relações com a viúva do pintor (então funcionária daquele organismo) em 1949/50. Expõe cerâmica em Paris – 1952.
Retorna a Portugal em 1954 e expõe individualmente cerâmicas na S.N.B.A. e cartazes na, hoje extinta, Galeria Artes e Letras.
Dirige uma secção de cerâmicas artísticas na Fábrica de Sacavém, onde realiza diversos “cartões” de Ribeiro de Paiva e um grande conjunto mural para o Cinema S. Jorge na cidade da Beira.
Regressa a Moçambique em 1956 e expõe cerâmica e cartazes em Lourenço Marques e comparticipa em trabalhos de arquitectura, pintura e escultura nos Pavilhões da Exposição das Actividades Económicas de Moçambique. Contactos, nessa data, com Câmara Leme, Costa Pinheiro, Fernando Azevedo, Vespereira e Nuno Sanpayo.
Trabalha com o arquitecto Pancho Miranda Guedes, Tinoco e outros. Até 1962 desenvolve actividade profissional, na cidade da Beira, nos campos da arquitectura, decoração, pintura, escultura e artes gráficas, deixando numerosos trabalhos em Manica e Zambézia.
Decoração do Pavilhão de Moçambique na 1ª Feira Industrial de Luanda.
Actividades directivas no Centro Cultural e Arte e Cine Clube da Beira, praticando, como amador, cinema de ensaio e animação (16mm).
Sob convite e em concurso com o pintor britânico Jonh Piper, ganha a opção e execução de um vasto mural em baixo relevo policromado nos Arquivos Nacionais – Salisbury.
Radicado desde fins de 1962 em Lourenço Marques, inicia uma actividade gráfica no campo do jornalismo como redactor-paginador e abraça o professorado artístico.
Em 1964, em concurso com outros artistas convidados, ganha a execução dum grande painel mural no B.N.U.
Bolseiro na Fundação Calouste Gulbenkian frequenta o “Post-Graduate Course” de Gravura e Artes Gráficas e Fotografia na Slade School (London University College) sob o ensino do aguafortista Anthony Gros e Bartolomeu Cid, de 1970-1972.
Retrospectiva dos 25 anos de pintura, em Março de 1973 na Galeria Texto, em Lourenço Marques.
Foi professor do quadro, regendo no Ensino Técnico Profissional e Artes Decorativas (Artes Visuais) – Escola António Arroio – 1962/1977.
Bolseiro do Governo Polaco em Varsóvia 1979-1980 em Artes Gráficas, tendo trabalhado com Hendrik Tomaszewsky, Urbvaniec, Kotarbinski e Wassilewski.
Bolseiro de estado pela Secretaria de Estado da Cultura com o apoio do British Council em Inglaterra – Mancherter e Londres – em fotografia de cena – 1985.
Convidado a expor pelo Instituto f Education da University of London, na Galeria Logan, no Outono de 1986 integrado nos 600 anos da aliança luso-britânica.
Expôs pintura individual em Paris, Porto, Lisboa, Estoril, Beira, Lourenço Marques, Johanesburg e Durban.
Colectivas de pintura, gravura e cerâmica, fotografia e cartaz no Porto, Lisboa, Lourenço Marques, Madrid, Paris, Roma, Brasil, Jugoslávia, Bulgária, Roménia, Estoril e Cascais.
I e II Exposições de Artes Plásticas.
Exposições dos “anos 40” e “25anos da Cooperativa de Gravadores Portugueses” – Fundação Gulbenkian.
Bienais de S. Paulo, Lathen, Varsóvia, Belgrado, Brno, Califórnia, Cerveira, Yokohama (Japão) e Vancouver (Canadá), Grafiporto.
Exposição Internacional do Fantástico e Surrealismo.
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
Cerâmica – Paris – 1950
Cerâmica - Lisboa – 1952
Cerâmica – L. Marques – 1954
Cartazes – Lisboa – 1952 e L. M. 1954
Pintura – Bienal – 1961
Pintura – Joanesburgo – 1962
Pintura – L. Marques – 1964
Desenhos – L. Marques – 1968
Pintura – Estoril – 1969
Retrospectiva – L. Marques – 1973
Pintura – Lisboa – 1974
Pintura – Porto – Lisboa – 1980
Pintura – Lisboa – 1989
Pintura – Estoril – 1992
Pintura – Porto – 1992
Pintura – Lisboa – 1992
EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
1ª Salão dos Independentes – Porto – 1946
Salão de Arte Abstracta – Porto – 1948
1ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian – 1964
1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Exposições dos Independentes – L. Marques 1963/68
Arte em Liberdade – Lisboa – 1974
Arte Portuguesa – Roma – 1975
Arte Portuguesa – Paris – 1977
Arte Portuguesa – Madrid – 1978
25 anos da Coop. Grav. Portugueses – F. Gulbenkian – 1977
Gravura Portuguesa – Exposição itinerante na Europa (Jugoslávia. Roménia. Bulgária) - 1976
Gravura Portuguesa – Roma – 1977
Brasil – 1978
Inventario 2 – S.E.C. – 1979
Editado pela Cooperativa de Gravadores Portugueses
Exposição nacional “Anos 40” F. C. G. – 1980
I – III Bienal de Cerveira – 1980-82
Salão de Primavera – Estoril – 84-85
I Exposição Nacional de Desenho e Gravura – M. Ferreira Borges – Porto – a 1985 – premiado
Salão de Pequeno Formato – Cascais – 1985
Colectiva de Reabertura – Galeria Tempo – 1985
Colectiva Galeria Fonte Nova – 1985
Colectiva Exp. António Arroio S.N.B.A. – 1986
Colectiva Galeria Diagonal – 1984
Exposição Internacional do fantástico e Surrealismo – 1984
Salões Pequeno Formato Gravura Aguarela e Outono – Casino Estoril 1985/1992
BOLSAS
Bolseiro Governo Francês – 1950/52 na Manufacture Nationale de Sèvres – Institut Superior de Cerâmique – Paris
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian – 1970/72 – na London University – Slade School – Gravura Artes Gráficas e Fotografia
Bolseiro na República Socialista Popular Polaca – Artes Gráficas (Teatro) – Varsóvia e Cracóvia – 1979/80
Bolseiro do Minist. Cultura e British Council – em fotografia de cena – Royal Exchange Theatre e Batterssa Art Centre – Manchester – Londres – 1984/85
BIENAIS
S. Paulo – 1968 – Pintura
Varsóvia – 1978 – Cartaz 1977-79-81 – Brno 1981-85 – Belgrado 83 – Varsóvia – 1979-86 Colorado U.S.A. – 1985 – Vancouver – Canadá 1985 – Yokoama – Japão – 1985
Festival de Tróia – 1985 (prémio)
Grafiporto – 1986
Concurso Internacional 40 An iv Auschewich – 1984 – Menção Honrosa
Concurso Internacional – Ano Internacional da Paz – Varsóvia – 1986
BIBLIOGRAFIA
BI Enciclopédia Internacional Collières – 1964
Portuguese 20th Century Artists – Michael Tannock/Philmore – Londres 1978
Arte em Portugal no século XX – José Augusto França – Lx. Bertrand 1974
História de Arte em Portugal – Flórido de Vasconcelos – RTP 1972
Da pintura Portuguesa – ensaios – José Augusto França – Ática 1960 (introdução a uma retrospectiva da Arte Abstracta em Portugal)
Pintura e Escultura em Portugal 190-1980
Rui Mário Gonçalves - Biblioteca Breve. ICCP 1980
Estudos sobre Artes Plásticas – Anos 40 – Fernando Guedes – Imprensa Nacional 1985
Lexicoteca – Moderna Enciclopédia Universal – Circulo de leitores 1985
Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses – Fernando Pamplona 1989
História de Arte em Portugal de Dr. Rui Mário Gonçalves – edições Alfa
In
_ "50 Anos Depois" Lóios Galeria_
http://pinturanagaleria.blogspot.pt/2011/09/20-garizo-do-carmo.html
Igreja e Missão Cristo Rei da Jécua - Manica
Igreja e Missão Cristo Rei da Jécua - projeto de Artur da Fonseca de Paula Campos, o Paula Campos, das Obras Públicas da Beira
Piscina de Gondola
Esplanada da Piscina de Gondola - Painel Mural - temática sobre Caminhos de Ferro do Artista Plástico Júlio Albuquerque, natural de Moçambique
Farm do Grego
foto de AntonisChaldeos in Greeks of Africa - Grecs de l' Afrique.
In
https://www.facebook.com/Greeks-of-Africa-Grecs-de-l-Afrique-1728228410743413/
Viaduto
Viaduto - Alto da Manga projecto do Eng. Marcelo Moreno Ferreira.
João Garizo do Carmo
João Garizo do Carmo, nasceu em 1917 na Beira _ Moçambique e faleceu em 1974 em Cascais _ Portugal ) foi um arquiteto Português.
Vida
João Garizo do Carmo nasceu na Beira, a então segunda maior cidade da colónia Portuguesa de Moçambique.
Depois da sua educação na básica na colónia, estudou arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto entre 1942 e 1949.
Em 1951 graduou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e regressa com seu irmão Jorge Garizo do Carmo (1927-1997) para a sua cidade da Beira e começou a trabalhar como arquitecto freelance. Depois de um curto período de tempo Garizo do Carmo se granjeou notoriedade, 1954 e 1955, ele ganhou o prémio de arquitectura urbana Dr. Araújo Lacerda. A partir de 1957 foi Garizo do Carmo, também membros da comissão de estética urbana da Beira.
Arquitectonicamente dois edifícios do Carmo são conhecidos, em particular: Estação Ferroviária da Beira, inaugurada em 1966 - que ele e Francisco José de Castro e Paulo de Melo Sampaio, conceberam e a Igreja do Imaculado Coração de Maria (também "Igreja da Manga ")inaugurada em 1958. Ambas as obras têm uma forte influência modernista com os chamados tropikalen, ou seja, as condições climáticas adaptou os detalhes obscuros marcados ( " Tropicalismo "). A Igreja da Manga são baseados fortemente em Niemeyer - Igreja de São Francisco de Assis em Belo Horizonte ( Minas Gerais , Brasil ) . Garizo do Carmo, em 1964 deixa a arquitectura impossibilitado pela doença e se dedicou ao ensino até 1972, antes de se mudar para Portugal, onde morreu em 1974 em Cascais.
Obras
1966 Estação de Caminhos de Ferro da cidade da Beira (Moçambique)
1952-1954: Cine-Teatro São Jorge, Beira
1952-1957: Casas António Duarte, Beira
1955-1958: Igreja do Imaculado Coração de Maria ( "Igreja da Manga"), Beira
1955: Paço Episcopal, Quelimane
1955: Paço Episcopal, Porto Amélia [Pemba]
1955-1956: Cine-Teatro Almeida Garrett, Nampula
1955-1956: Cine-Teatro Águia, Quelimane
1955-1957: Prédio de escritórios da companhia de seguros Nauticus, Beira
1957: Casa Carlos Silva, Beira
1957: Casa Charles Tully, Beira
1957-1966: Estação Beira , Beira; juntamente com Francisco José de Castro e Paulo de Melo Sampaio
1959: o Palácio Repartições, Quelimane
1963-1966: Expansão do edifício de escritórios da companhia de seguros Nauticus, Beira
1964-1966: Pavilhão de Exposições permanente Actividades Económicas Nacionais ( "Casa dos Bicos"), Beira
1971: Plano Diretor de Macau
in
https://de.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3oGarizodoCarmo
Manguezal, mangue, mangrove ou mangal
Manguezal, mangue, mangrove ou mangalé um ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho, zona húmida característica de regiões tropicais e subtropicais. Associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa, está sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se relacionam outros componentes vegetais e animais.
Ao contrário do que acontece em praias arenosas e dunas, a cobertura vegetal do manguezal instala-se em substratos de vasa de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra.
O termo "mangue" também se aplica às espécies arbóreas características desse habitat.
O solo do manguezal caracteriza-se por ser húmido, salgado, lodoso, pobre em oxigênio e muito rico em nutrientes. Por possuir grande quantidade de matéria orgânica em decomposição, por vezes apresenta odor característico, mais acentuado se houver poluição. Essa matéria orgânica serve de alimento à base de uma extensa cadeia alimentar, como por exemplo, crustáceos e algumas espécies de peixes. O solo do manguezal serve como habitat para diversas espécies, como caranguejos.
Vegetação
Em virtude do solo salino e da deficiência de oxigênio, nos manguezais predominam os vegetais halófilos, em formações de vegetação litorânea ou em formações lodosas. As suas longas raízes permitem a sustentação das árvores no solo lodoso.
Os manguezais são encontrados ao longo de todo o litoral brasileiro, onde as principais espécies de árvores típicas deste bioma são:
Rhizophora mangle (mangue-vermelho) - próprio de solos lodosos, com raízes aéreas; Laguncularia racemosa (mangue-branco) - encontrado em terrenos mais altos, de solo mais firme, associado a formações arenosas; Avicennia schaueriana (mangue-preto, canoé) Avicennia germinans Avicennia nitida Conocarpus erectus (mangue-de-botão) Clusia fluminensis (abaneiro) A espécie Laguncularia racemosa merece destaque por ser a única espécie típica de mangue encontrada no Arquipélago de Fernando de Noronha, num único manguezal localizado na Baía do Sueste.
No Indo-Pacífico, as árvores típicas do mangal são a Rhyzofora mucronata (mangal vermelho), a Avicenia marina (mangal branco), a Brughiera gymnorhyza e o Ceriops tagal.
Importância
Os manguezais desempenham um importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico.
Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.
Com relação à dinâmica dos solos, a vegetação dos manguezais serve para fixar os solos, impedindo a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a linha de costa.
As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constituem ainda importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas, por exemplo, como aquelas por metais pesados.
A destruição dos manguezais gera grandes prejuízos, inclusive para economia, direta ou indiretamente, uma vez que são perdidas importantes frações ecológicas desempenhadas por esses ecossistemas. Entre os problemas mais observados destacam-se o desmatamento e o aterro de manguezais para dar lugar a portos, estradas, agricultura, carcinicultura estuarina, invasões urbanas e industriais, derramamento de petróleo, lançamento de esgotos, lixo, poluentes industriais, agrotóxicos, assim como a pesca predatória, onde é muito comum a captura do caranguejo-ucá durante a época de reprodução, ou seja, nas "andadas", quando torna-se presa fácil. É preciso conhecer e respeitar os ciclos naturais dos manguezais para que o uso sustentado de seus recursos seja possível.
Utilização sustentável dos manguezais
Muitas atividades podem ser desenvolvidas no manguezal sem lhe causar prejuízos ou danos, entre elas:
Pesca desportiva, artesanal e de subsistência, desde que se evite a sobrepesca, a pesca de pós-larvas, juvenis e de fêmeas ovadas; Utilização da madeira das árvores, desde que se assegure a reflorestação; Cultivo de ostras e outros organismos aquáticos; Cultivo de plantas ornamentais (orquídeas e bromélias); Criação de abelhas para a produção de mel; Desenvolvimento de atividades turísticas, recreativas, educacionais e de pesquisa científica.
Exemplos de utilização sustentável
O Manguezal do Itacorubi, na ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, considerado um dos maiores mangues urbanos do mundo, possui passarelas e placas informativas para os seus visitantes. Atualmente essa não é a realidade do local, onde as passarelas encontram-se quebradas, com partes em madeira caídas dentro do próprio mangue e as placas informativas encontram-se pichadas e bastante deterioradas pela ação do tempo. Na Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé, a caminho do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, é feita a coleta de berbigões pela população local. Localização Em verde, a distribuição dos manguezais no planeta. O ecossistema incide em regiões tropicais e subtropicais, no encontro de rios e mares, sobretudo nas costas do Atlântico e Pacífico. Estima-se que, em todo o planeta, existam cerca de 172 000 km² de manguezais.
No Brasil
Do total de mangues no mundo, cerca de 15%, ou cerca de 26.000 km², distribui-se pelo litoral do Brasil, desde o estado do Amapá até Laguna, em Santa Catarina. Nesse país, o manguezal é protegido por Lei, e qualquer área de incidência é considerada de preservação permanente (APP), segundo o inciso VII do artigo 4º da Lei Federal Brasileira nº 12.651, de 25 de maio de 2012.
Em Pernambuco existem cerca de 270 quilômetros quadrados de manguezais; na Paraíba, cerca de 160 quilômetros quadrados; o Maranhão detém 85% dos manguezais da região norte-nordeste, o que equivale a 500 mil hectares. A ilha de Fernando de Noronha é a possuidora da menor extensão de manguezal no país.
Em Moçambique
Os mangais ocorrem ao longo de toda a costa de Moçambique, com exceção das zonas de dunas costeiras, mas são mais abundantes na região norte, tropical, cobrindo uma área estimada em cerca de 400 mil hectares.
As árvores de mangal aqui existentes (e em todo o Indo-Pacífico) são a Rhyzofora mucronata (mangal vermelho), a Avicenia marina (mangal-branco), a Brughiera gymnorhyza e o Ceriops tagal.
in
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manguezal#EmMo.C3.A7ambique
A Igreja Grega da Beira
(resumo do livro 'a comunidade grega em Moçambique')
Em 1896, os Gregos da Beira usaram uma pequena casa como igreja e Bakas foi o primeiro Vigário da Paróquia. Ele foi sucedido por Vasilis Kamitsis, que permaneceu na beira a partir de 1902 até 1927, e depois, em 1928 por Teófilo Siminakis, que morreu em 1930. Nikolaos Scandalis, que também foi um professor, foi o seguinte padre da Paróquia.
Em 1937, a comunidade decidiu erguer uma igreja. Em 14/8/1938, o templo da Santíssima Trindade foi fundada, em um terreno doado pela "Compagnia de Moçambique". Athanasios kleronomos, Dimitris Verghis, Dimitris Paraskevas e Eterpi Paraskevas, estavam entre os mais importantes doadores. O Projeto Custou 3,200 soberanos de ouro . Os gregos de Manica realizaram uma campanha de captação e foi recolhido 3,400 soberanos de ouro. No entanto, o mais importante foi que doação de Efterpi Paraskevas, que ofereceu 500 soberanos de ouro .
Aerogare do Aeroporto Internacional Beira
Equipamentos e infraestruturas
O primitivo Aeródromo Pais Ramos encontrava-se localizado no Esturro, tendo sido aberto à navegação aérea em 1928. Nos finais da década de 1930, ocupava uma área de sessenta hectares, possuindo um pequeno edifício, onde se albergava a sala de passageiros, alfândega e correios (inaugurado em setembro de 1937); um hangar metálico para acomodação dos aviões e pistas de aterragem, uma em cimento e duas em asfalto. Viria a encerrar definitivamente em 1 de janeiro de 1961.
A questão do novo aeródromo foi abordada, pela primeira vez, no decorrer da elaboração do Plano de Urbanização de 1947. Já nessa altura os técnicos achavam que o mesmo teria que se mudar para o Alto da Manga, algures entre as estradas do Savane e do Macúti, já que o Aeródromo Pais Ramos se encontrava em terreno baixo e argiloso, e a sua ampliação só se poderia fazer à custa de inúmeras demolições e expropriações.
A partir de 1952 iniciar-se-iam as grandes obras de remoção de terras, na Manga-Loforte, com o objetivo de terraplanagem de três faixas destinadas a outras tantas pistas de aterragem e descolagem do novo aeroporto (a onze quilómetros da cidade). Novas obras viriam ainda a ocorrer em abril de 1956, tendo-se procedido então ao seu alargamento e asfaltagem (principal, 12-30, com um comprimento de 2.000 metros; a segunda, 18-36, com um comprimento de 1.500 metros; e a terceira, 06-24, com 1.200 metros) e, em 1965, com uma nova ampliação, destinada a receber os aviões a jacto (a pista principal ficou com 2.400 metros de comprido e sessenta de largo).
A primeira aerogare resultou da adaptação de alguns edifícios existentes naquele local, sendo descrita deste modo: “A estação aérea, instalada numa antiga casa rústica situada num dos terrenos abrangidos pela expropriação, quando da delimitação destes para o novo aeródromo – é um nome que só por antonomásia se aceita, pois não corresponde nem ao designativo de aeroporto internacional nem às necessidades do seu tráfego, que já é grande. À frente, corre uma varanda coberta a zinco, estreita, com meia-dúzia de cadeirões – a simular sala de espera; uma porta liga-a com uma sala soturna e quente – sem ventilação nem luz – seccionada ainda em escritório central, alfândega e imigração, com um balcão tabernal e prateleiras despolidas onde um guarda-fiscal, um agente de imigração e dois empregados da DETA (...), desembaraçam todo o movimento que às vezes ascende à meia centena de passageiros; e ao lado, num varandim acanhado – o restaurante do aeroporto internacional da Manga!” (Diário de Moçambique, Beira, 19.02.1956, pp. 1 e 12). Em fevereiro de 1958, sofreu uma ampliação, tendo-se construído mais duas salas nas traseiras, destinadas a restaurante-bar e salão de espera e expediente do pessoal de terra.
A atual Aerogare, com projeto pelo arquiteto Cândido Palma de Mel (1922-2003) – que executou também o projeto da aerogare de Lourenço Marques – é um longo edifício moderno, ritmado pela pujante cimalha recortada. A construção começou a ser erguida em junho de 1965 (em outubro os trabalhos já estavam suficientemente avançados para que se instalassem nela os serviços, com carácter provisório), vindo a ser inaugurada tardiamente, em 27 de junho de 1968. Possui uma área de 7.000 metros quadrados, tendo um amplo hall, onde se situavam todos os serviços das transportadoras aéreas, dando ainda acesso a um restaurante e bar, que o contorna com características de balcão, no piso superior, dando entrada direta para um varandim corrido, ao sabor do edifício. Os passageiros em trânsito tinham acesso a um outro restaurante, absolutamente independente. A decoração dos restaurantes e dos escritórios dos Serviços Aéreos da Beira e dos Transportes Aéreos de Moçambique esteve a cargo do arquiteto José Augusto Moreira. Possui ainda painéis decorativos de José Pádua. O escultor Jorge Vasconcelos executou a estátua de Sacadura Cabral, colocada em 1972 no largo fronteiro à aerogare.
O edifício desenvolve-se longitudinalmente, entre a placa de aeronaves e o parqueamento automóvel, ligando-se à antiga aerogare, transformada agora em torre de controlo. Compõe-se de uma repetição de módulos estruturais tridimensionais de sentido transversal, formalizados pelas lajes pré-fabricadas em U e respectivos pilares de suporte, criando um vasto espaço em dois pisos, perfurado nas zonas dos átrios principais. Os alçados principais diferenciam-se pelo forte jogo de luz e sombra obtido pelas lajes balançadas do alçado norte e pela expressão mais plana dos elementos estruturais, caixilhos e brise-soleil verticais, que compõem o alçado sul.
António Sopa, Elisiário Miranda, José Manuel Fernandes
in
http://www.hpip.org/def/pt/Homepage/Obra?a=2109
Instituto Industrial e Comercial da Beira
O Instituto Industrial e Comercial da Beira é uma instituição pública de ensino técnico-profissional e vocacional, localizada no Bairro de Matacuane, na cidade da Beira, em Moçambique. Foi fundada em 28 de agosto de 1961.
Departamentos e Cursos
A instituição é dividida em dois departamentos: industrial e comercial.
O Departamento Industrial
Lecciona os cursos de Sistemas Eléctricos Industriais, Industria Electrónica, Mecânica Geral, Construção de Edifício e Estradas e Pontes.
O d´Departamento Comercial
Lecciona Contabilidade (Técnico de Contas).
No ano de 2013, introduziu-se o curso de Técnico Aduaneiro para o departamento comercial.
História
O Instituto Industrial e Comercial da Beira, também conhecido pela sigla IICB foi criado pelo diploma legislativo n° 2111, de 28 de agosto de 1961.
Para a frequência do primeiro ano no ano lectivo de 1961/ 1962, cujas aulas tiveram início em 27 de setembro de 1961, inscreveram-se e realizaram os exames de admissão 28 candidatos e aprovaram 25 que ficaram distribuídos em 16 no ramo industrial (11 de Electrotecnia e Máquinas e mais 5 de Construção Civil e Minas, sendo 1 do sexo feminino) e, 9 do ramo comercial (6 em Contabilidade e 3 de Correspondência em Línguas Estrangeiras sendo 4 do sexo feminino, distribuídas em 2 para cada curso).
Depois da Independência Nacional (a 25 de junho de 1975), a instituição ficou encerrada e conheceu a sua reabertura a 18 de abril de 1983.
Após a reabertura, passou a lecionar cursos industriais e comerciais apenas no período diurno, tendo sido aberto o curso noturno para a área comercial (curso de Contabilidade) no ano de 1987, para satisfazer a necessidade de formação dos quadros das diversas empresas e bancos, sendo de destacar os Caminhos de Ferro de Moçambique.
Atualmente o IICB forma 7 especialidades (cursos), respetivamente: Mecânica Geral, Construção de Edifícios, Construção de Estradas e Pontes, Sistemas Eletrónicos, Indústria Eletrónica, Contabilidade e Aduaneiro.
Página Oficial
http://iicbeira.com
in
https://pt.wikipedia.org/wiki/InstitutoIndustrialeComercialdaBeira