Launch Slideshow
Nuno Pinela
- Send private message
- Favorite photos (1)
- Share on:
Nuno Pinela's stats
Nuno Pinela's tags
Nuno Pinela's groups
/user/639757/get_favorite_users?size=16&page=1&type=user
Friends
-
Loading…
Nuno Pinela's conversations
O Hipódromo Romano é o único até à data conhecido em Portugal. Não existem cronologias referentes ao seu período de funcionamento.
more »
História de Miróbriga
O estado de conhecimentos disponíveis leva a remontar a ocupação do cerro de Miróbriga pelo menos, ao século V-IV a.C., mas é possível que no final da Idade do Bronze já existisse uma ocupação. [...] Em 133 a.C., quando da campanha militar de D. J Brutus, os habitantes de Miróbriga já estariam sob a influência de Roma ou pelo menos não eram hostis. Do período das guerras entre Pompeu e César não nos chegaram referências deste povoado, mas é provável que os seus habitantes estivessem, por questões de fidelidade, no campo de Pompeu, uma vez que no século I a.C.. Plínio assinala Miróbriga como oppidum estipendiário (povoados fortificados sem qualquer privilégio e que pagavam imposto).
x Na época da dinastia dos imperadores Flávios recebeu, possivelmente, o estatuto de direito latino ou romano, confirmando uma integração plena dos seus habitantes na cultura, economia e sociedade romana. Esta ascensão de Miróbriga é marcada pela transformação urbana da cidade. Miróbriga seria um povoado sem uma estrutura urbana romana. Nesta época iniciou-se a transformação urbana que passou pela construção do forum, do templo [...]. As obras continuaram no período da dinastia dos Antoninos, com a construção, primeiro das Termas Este e depois das Termas Oeste. Não se dispondo de dados muitos seguros, pensa-se que a partir do século IV d.C. a cidade começou a entrar em lento declínio, acompanhando um processo em tudo similar a outras cidades do Império. Quando das invasões muçulmanas, ocorridas na região cerca do ano de 712. a cidade já estaria abandonada, sendo ocupado o cerro próximo, onde hoje se localiza o castelo medieval.
more »
Da colina mais alta, o castelo espreita o mar e o casario que escorre pela encosta, se estende pelos vales e cresce agora ao encontro de Miróbriga legado Romano impar.
A cidade de Santiago do Cacém, senhora de um testamento histórico notável, é com certeza pela sua geografia e beleza natural, um lugar onde nos apraz demorar pois estamos tão perto do mar como da planicie alentejana, tão perto do passado com os seus costumes, como do olhar tranquilo para o futuro.
Com um posicionamento geográfico excelente, desde muito cedo o Homem procurou esta região para se estabelecer. As escavações efectuadas no Castelo Velho onde se situam as ruínas Romanas de Miróbriga provam que a região foi habitada desde a pré-história.
Mais tarde foram os Celtas que já teriam um povoado fortificado sendo que nos Séc III e II a.C já existiriam inclusive relações com outros povos peninsulares nomeadamente a Sul. Foi no entanto com os Romanos que o povoado de origem Pré-Celtica, conheceu uma vida nova, tornando-se inclusive a principal cidade Romana da costa ocidental a sul do Tejo, possuindo um Fórum com o seu templo, umas imponentes termas ou balneários; e a cerca de 1 km o único hipódromo romano conhecido em Portugal.
Terá sido por volta de 712 e já depois do declínio de Miróbriga que chegam os Mouros edificando o castelo na colina defronte, pensando-se que o nome Kassem estará ligado ao alcaide Mouro.
A iponente vista que vai até é o Atlântico, a Arrábida e o Espichel foi ocupada pelos Mouros até ao séc XII altura em que com a conquista, muitas batalhas se travaram até que finalmente em 1217 voltou definitivamente à posse dos cristãos, tendo D. Afonso II confirmado a doação de seu pai à Ordem dos Espatários.
Entre 1315 e 1336, o Castelo pertenceu à princesa D. Vetácia, aia e amiga da Rainha Santa Isabel, tendo regressado à Ordem de Santiago, após a morte da sua proprietária, até que em 1594, foi doada por Filipe II aos Duques de Aveiro.
Santiago do Cacém tornou-se sede de concelho em 1512, data em que lhe foi concedida por D. Manuel I a carta de foral. Em 1759, passou a pertencer à Coroa, e em 1832 definitivamente ao Estado.
Classificado como imóvel de interesse público desde 1940, afecto ao Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico desde 1982, o sítio arqueológico de Miróbriga é local obrigatório a visitar.
Municipio com 11 freguesias das quais duas são cidade, é em àrea o 12º do país, levando o seu território desde a costa e Lagoa de Santo André até Ermidas e Alvalade-Sado já em pleno Alentejo de sobreirais e searas. É portanto um concelho diversificado e com recursos diversos.
A lagoa de Santo André e os seus barcos de pesca de enguia tendo Santiago como pano de fundo, formam uma paisagem completa de contrastes, onde a história e a natureza se cruzam desde há milhares de anos.
more »