Panoramio is closing. Learn how to back up your data.
Jorge Casafus y Sandra
93
photos
78
on Google Maps
views
nos gusta viajar mucho y estar en contaco con la naturaleza, como se habran dado cuenta!ja,ja. Somos fotografos afisionados. disfrutamos nuestro pais.
« Previous1234Next »

Jorge Casafus y Sand…'s conversations

hola chicos muy buena foto si tienen mas de uguay subanlas por favor mi señora es de ahiy fue a esa escuela 1 abrazo desde san isidro (buenos aires)

muy lindo el pasisaje, para estos momentos de la vida es necesario tomarse sus tiempos para admirar la naturaleza y tratar de que quede guardado para siempre en nuestras retinas

A Cruz das Missões em São Miguel (RS, Brasil)

Por Arthur Rabuske

São Miguel, RS, um dos ex-sete povos guaranis da Banda Oriental do Uruguai possui fama especial desde que, em 1983, a Unesco declarou suas ruínas de igreja missioneira Patrimônio Universal ou da Humanidade. Ergue-se, porém, na praça fronteira desse templo de belas proporções arquitetônicas, perto do museu, um cruzeiro vistoso, digno das atenções de qualquer visitante ou turista. Chamam-no, ordinária e quase familiarmente, a cruz de São Miguel, RS, a cujo ono mástico por boas razões nós preferimos desde logo o de cruz em São Miguel, RS, porque seu lugar ali apenas é de tempos bastante recentes, digamos por volta de 1939 em diante.

Mas essa cruz vem-se chamando no Rio Grande do Sul, desde algo mais que meio século, simplesmente "a cruz missioneira", entendendo-se por semelhante expressão que ela, como relíquia preciosa dos tempos áureos das reduções guaranis, seja especial ou, entre nós, única no gênero. A quem estranhar o qualificativo "missioneira", como termo pouco luso, lembramos que, conquanto se trate de um vocábulo de origem castelhana, por aportuguesamento se tornou um regionalismo gaúcho-brasileiro há mais de século e meio. Já então constava como tal oficialmente, e hoje se usa sem qualquer constrangimento em expressões como "região missioneira", "gado missioneiro", também "teatino" ou "jesuítico", "gente missioneira", "arte missioneira", etc. Isso mesmo nos leva a distingu ir para fins de clareza, entre o termo luso "missionário" e o "missioneiro", sendo o primeiro, como substantivo, o agente pastoral e o segundo, em perspectiva histórica, o "guarani cristianizado".

Outro "escândalo" é possível que suscite em leitor desprevinido de outras partes do Brasil, e sobretudo no Portugal, o regionalismo gaúcho-brasileiro da palavra "povos", quando falamos dos "sete povos" ou até mesmo dos "trinta povos" guaranis. Para seu governo constate ele e aqui sem mais que se trata de outro empréstimo espanhol, ou seja da palavra "pueblos", sinônimo de "misiones", "reduciones" e "doctrinas", à qual corresponde, na história da evangelização do índio no Brasil da época colonial, o termo "povoados", "aldeias" ou "aldeamentos", bem como "catequeses ", não podendo falar-se propriamente no mundo luso-brasileiro de "reduções", que são a especialidade castelhana para tais efeitos. Óbvio que aqui não se trata de "missões populares"...

Além disso, oportuno se faz lembrar aqui - o que também explica tal situação linguística - que até inícios do século XIX o atual Rio Grande do Sul brasileiro ainda havia sido, em sua maior parte territorial, pertença castelhana, sendo através dos índios guaranis cristianizados, e assim de cidadãos da coroa espanhola.

Mas voltemos à cruz das missões de São Miguel, RS ou à cruz missioneira: assunto específico deste artigo, do qual de propósito nos afastamos um pouco em busca de maior clareza conceptual. Pois bem, a seu respeito verificamos com facilidade que ela hoje faça parte de armas, brasões ou escudo, de não poucos municípios da região missioneira do Rio Grande do Sul, de clubes culturais ou esportivos, de frentes de igrejas ou catedrais, de armas de bispos, monumentos, etc. Um não teminar seria a indicação das capas de livros, que apresentam essa cruz ao natural ou estilizada, sem que se mencionem as obras que, em seu miolo, a trazem em clichê. Isso nos força a lembrar também que as "antigas reduções da banda oriental do Uruguai" sejam nos dias correntes o tema de estudo e pesquisa mais em voga nesta extremidade sulina do Brasil, ali ganhando com bastante facilidade do assunto obrigatório dos Farrapos, para citarmos apenas este exemplo.

Entendemos assim que a assim chamada cruz missioneira tenha tido interesse especial no contexto da pesquisa histórica relativa às reduções guaranis, principalmente quanto a seus ex-sete povos. A seu respeito se descobrem sem mais designações onomásticas diversas , que devem submeter-se a apreciações críticas, para assim chegarmos, embora talvez apenas hipotéticamente, à sua origem em absoluto esclarecida e, não em último lugar, a seu sentido atual, passível, como ao fim se dirá, de ampliação geográfica considerável.

I. Diversidade de designação onomástica dessa cruz.

Iríamos longe, se aqui acaso quiséssemos aduzir as referências bibliográficas , feitas a seu respeito pelos mais diversos autores, desde a segunda parte do século passado ao final do presente. Coisa idêntica valeria de sua localização inicial, isto é, anterior à de hoje na praça de São Miguel, RS, junto ao museu. Há os que lhe indicam como lugar de outrora os arredores de São Lourenço ou o seu cemitério, bem como Santo Ângelo(RS), outro assim no antigo cemitério desta redução.

Hemetério José Veloso da Silveira, em sua obra "As Missões Orientais e seus Antigos Domínios ", sabe até que do último lugar se havia pretendido no século passado transferi-la para Cruz Alta, mas que ela se partira num dos braços, quando tentaram apeá-la e transportá-la para essa cidade. Baseados na aparência monumental dessa cruz e no exame de diversas plantas reducionais, e ainda em outros informes, inclinamo-nos à hipótese mais plausível de que essa cruz um dia tenha tido seu lugar de honra à entrada ou na praça de alguma redução, ficando indecidido por ora em qual delas.

A diversidade de nome que se tem dado a essa cruz importa em outro capítulo especial de estudos e incertezas. Pois para além dos onomásticos "Cruz das Missões", ocorrem com mais frequência os seguintes: "Cruz de Lorena", "Cruz de Borgonha", "Cruz Arquiepi scopal ou Cardinalícia", "Cruz Episcopal" e "Cruz Patriarcal". Houve quem, como espanhol, dissesse simplesmente tratar-se de uma réplica da "Cruz de Caravaca", sendo Caravaca uma cidade na província de Múrcia, na Espanha.

Essa diversidade onomástica levou-nos ao exame acurado dos pormenores da cruz missionária em São Miguel, S.J., de cujas características principais ela se originou com acerto maior ou menor. Indiquemo-las, mais uma vez, ao menos por alto: Seu tamanho de 13 pés ou quase quatro metros de altura, seu entalhe num bloco único de pedra grês, o fato de tratar-se de um monobloco ou peça inteiriça, sobretudo, porém os seus braços de haste dupla, e neles, ou na sua ponta, os trevos trifólicos, dos quais o terceiro ou do meio se acha invariavelmente cortado de forma reta, à semelhança da cruz de Caravaca. O próprio pedestal ainda lembra de algum modo tal trifólio.

Munidos do conhecimento dessas características, fomos a consulta das mais diversas enciclopédias antigas e novas, examinando as cruzes de haste dupla. E, como resultado, por ora não descobrimos nenhuma cruz, que cobrisse de todo tais pormenores, como os apresentados pela cruz missioneira em São Miguel, RS. Mas isto não tenha ocorrido algum exemplar semelhante ou idêntico, conquanto talvez hoje não mais se guarde. Por isso também seria apressado demais, afirmar que nossa "cruz missioneira" seja única no gênero.

II. Gênese hipotética dessa cruz das missões.

Outro assunto, capaz de espicaçar a nossa curiosidade, vem a ser o da fixação cronológica de tais cruzes de haste dupla ou de 4 braços nas reduções guaranis. Há quem se precipite em dizer que, por se achar em São Miguel, essa cruz missioneira, que em si devia indicar hierarquia, a igreja de São Miguel, RS tenha sido catedral, que esta redução tenha sido a capital dos trinta povos ou ao menos dos sete da banda oriental do Uruguai. Ocorre que nem uma nem outra coisa seja fato histórico, pois o templo de São Miguel nunca teve sé episcopal, e essa missão também não foi capital do "império" jesuítico, pois todas as reduções tinham vida independente, seja como uma espécie de município, seja como uma paróquia eclesiástica.

Isso nos leva a concluir que tal cruz, em si indicadora de hierarquia eclesiástica, deva ter possuido outro motivo ou ensejo para seu surgimento nas reduções guaranis, seja desta, seja daquela forma, pois, além da citada como "missioneira", conhecemos ainda outra - procedente esta de São Lourenço! - de haste dupla ou de 4 braços, também um monolito, mas de trifólios sem corte nas pontas. E, sabe Deus, quantas outras cruzes semelhantes e essas estejam esperando pela pá do escavador, achando-se sob os escombros, a vegetação ou a macega das antigas sedes reducionais guaranis!

Achamos, por bons motivos hipotéticos, que elas se hajam de situar antes de tudo na primeira metade do século XVIII, em cujos inícios incidiu o domínio dos "Burbões" na Espanha. E, de então em diante, as "armas francesas", no sentido heráldico de escudo ou brasões, tiveram entrada no Antigo Paraguai, constando, por exemplo, em suas bandeiras militares, também nas das forças missioneiras. Consta que o retrato do rei tinha de existir nos cabildos de cada redução e que, nas festas de seu aniversário, mereces se um lugar saliente na praça durante as comemorações populares.

Entende-se que essa cruz, dita simplesmente "missioneira", despertasse nossas atenções especiais, seja na bibliografia existente quanto à arte missioneira, à gravura de plantas reducionais e à referência de viajantes do passado, sejam em nossas próprias visitas reiteradas ao Antigo Paraguai das reduções jesuíticas. Assim pouco a pouco, descobrimos tais cruzes, de um modo ou outro, nas ex-reduções de São João Batista, de Itapúa, hoje "Encarnación e San Ignácio Guazú". Isso, naturalmente, sem que tomássemos em consideração a dupla de cruzes, de acima mencionados e, muito menos ainda, as que nos últimos tempos se ergueram, por exemplo, junto à entrada em Santo Ângelo, RS e em "Santa Ana" (Província Argentina de "Misiones").

Surpresa não pequena causou-nos, por volta de 1990, a descoberta de "nossa cruz missioneira" em duas ilustrações da grande biografia de "Anton-Sepp - Ein Südtiroler im Jesuitenstaat" (Antônio Sepp - Um tirolês meridional no estado jesuítico), da autoria de Johann Mayr, e impressa de forma magnífica pelo "Verlangsanstalt Athesia - Bozen" em 1988. Assim chegamos a saber que esse missionário, fundador da redução São João Batista, em seus anos de Europa conheceu ao menos duas cruzes como que idênticas à nossa cruz das missões, sendo uma das mesmas na fachada do Convento Beneditino "Marienberg" no "Vinschgau" superior, hoje Itália, então Áustria, e a outra na cumieira da Igreja dos jesuítas em Altotting, na Baviera Alemã. E que ali o padre estivera por um ano inteiro e pregara no templo citado, e em "Marienberg" vivia seu mano Padre Alfonso, O.S.B., editor do texto alemão, em 1710, de "Trabalhos Apostólicos".

No Antigo Paraguai, mais de perto no atual Rio Grande do Sul brasileiro, coube a Antônio Sepp traçar a planta da Redução São João Batista, hoje S. João Velho, na qual aparece à entrada uma cruz de haste dupla, conquanto estilizada nessa gravura. O próprio nome da novel redução veio a ser o de S. João Batista, sendo em homenagem a seu pai, chamado João. E por que, perguntamos, tal cruz, semelhante à nossa atual cruz missioneira, não teria procedido das reminiscências européias de Pe. Ântonio Sepp, S.J.? A resposta cabal a essa questão talvez nunca a teremos, mas o surgimento dessa cruz de 4 braços, hoje dita "cruz das Missões", não se deve certamente ao mero acaso, como também não o é que nossa "cruz missioneira" tenha aparecido numa das reduções em volta do povo de S. João Batista.

Acompanhando o roteiro de Padre Sepp no Antigo Paraguai, jesuítico ou guarani, consta-nos que ele outrossim esteve por mais tempos em "San Javier", "San Luís Gonzaga", "Itapúa" (hoje "Encarnación") e "San Ignácio Guazú", sem falarmos de outras reduções. Pois bem, ao menos em Itapúa se encontrou em 1824, no sudeste da praça, então conservada em boas condições, uma cruz muito alta de "dois", diríamos quatro braços, idêntica à nossa cruz em São Miguel. E, no topo do altar missioneiro, que se conserva no museu de "San Ignácio Guazú", aponta, outrossim em miniatura "nossa" cruz das missões em São Miguel, RS.

III. A título conclusivo: o simbolismo dessa cruz.

Para a Região Missioneira do Rio Grande do Sul, no Brasil, a cruz das missões representa hoje o símbolo peculiar que a identifica, estendendo-se de certa forma essa condição a todo o Estado Gaúcho. A partir do exposto acima, não iríamos longe demais, se ampliássemos essa extensão geográfica a toda a ex-banda oriental do Uruguai, incluindo por conseguinte a atual República Uruguaia, cujos moradores por isso mesmo são qualificados de "orientais".

Mas, "mutatis mutendis", como que vale o mesmo, por ex., para as respectivas Províncias de "misiones", tanto no Paraguai como na Argentina, sendo-nos lícito acrescentar ainda neste país as de Corrientes, Santa Fé e Chaco.

Algo de comum, histórico e cultural, diz respeito a todas essas regiões geo-políticas, pois elas se consideram de modo igual detentoras da mesma herança de civilização cristã e humana. E não seria fazer violência ao enfoque ou tema, se nessas ex-missões g uaranis se incluíssem, outrossim, as do Guaíra, aliás "Guairá", dos Itatins e dos Chiquitos, dando elas agora respectivamente nos estados brasileiros do Paraná e Mato Grosso Sul, mais na Bolívia: o que equivale em boa parte aos territórios do Cone Sul.

E, tendo-se uma noção correta da palavra "missões", digamos em seu sentido escriturístico e teológico, chegamos com facilidade, desde nossa Região Missioneira, a toda a América Latina dos tempos coloniais e, se quisermos, a todo o orbe terrestre, bem como assim a toda a obra de Cristo em favor da Humanidade inteira. Nesta perspectiva tem a cruz, - seja ela de que forma for -, o simbolismo abrangente de um Cristianismo completo em sua universal tarefa salvadora, redentora e libertadora, e ainda, com vistas à parusia, triunfadora em definitivo.

Mencionamos no início de nossa exposição as ruínas da Igreja missioneira de São Miguel, RS. sendo em atenção ao fato de haverem sido declarados pela UNESCO patrimônio da Humanidade inteira. Detendo-nos apenas na cruz missioneira fronteiriça a elas, fizemo s um rápido estudo de microistória, o qual mesmo assim nos levou bastante longe no tempo e no espaço. Assim, essa exemplar de cruz com haste dupla, bem examinado, levou-nos a percorrer o histórico relativamente breve de nossas ex-reduções guaranis, representativas sem dúvida para as demais da América Latina e até além dela, como seria a Califórnia e o Canadá. Verificando-se, porém, a forma diversa das cruzes existentes, atingimos quase dois milênios da civilização ou cultura cristã em prol de uma unificação cada vez maior do mundo todo, e também sentimos à sua vista a necessidade de uma mudança na perspectiva historiográfica. Neste sentido apraz-nos citar, em transcrição um tanto ampla, o parecer inconteste profético e abrangedor de um Arnold Josepf Toynb ee, emitido por volta de 1950 na obra "The Civilisacion Trial - The World and the West": "Há uma coisa em que devemos depositar uma boa dose de confiança: é provável que a religião venha a ser o plano onde primeiramente se manifestará esse contramovimento centrípeto que se anuncia. E isso nos fará uma nova insinuação para a revisão de nossos tradicionais métodos ocidentais de estudo da história. Se nosso primeiro preceito tiver que ser o de estudar nossa própria história, não pelo valor em si, mas pelo papel desempenhado pelo Ocidente na unificação da humanidade, nosso segundo imperativo, ao estudar a História como um todo, terá que ser o de relegá-la, relativamente ao setor político, a um plano secundário e dar a primazia à história religiosa, porque a religião, afinal de contas, é o que há de mais sério na raça humana" ("Estudos de História Contemporânea: O Mundo e o Ocidente - A Civilização Posta à Prova", tradução de Breno Silveira e Luis de Sena, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1967, p.95).

Assim em conclusão a cruz das missôes em São Miguel , RS (Brasil) vira, em simbolismo formidável, regional e universal e abandonando sua matéria de grês ou pétrea, cria raízes, mostra seiva vital, transforma-se em árvore e apresenta folhas de esperança, flores de beleza especial e frutos de libertação, cultura e progresso para sempre.

Quem é Arthur Rabuske ?

Arthur Rabuske é religioso jesuíta, padre, lente, pesquisador, tradutor e escritor polígrafo. Nasceu a 28/11/1924 em Pinheiral, distrito de Santa Cruz do Sul, RS (Brasil). Além da formação filosófica e teológica, teve-a caráter linguístico-filosófico (pelo s Cursos de Letras Clássicas, Neolatinas e Anglogermânicas). Em 1958 tornou-se co-fundador das Faculdades Civis de S. Leopoldo, RS, feitas UNISINOS em 1969. Lecionou de 1959 a 1968, quando abraçou, em tempo integral, a pesquisas histórica no campo das Reduções Guaranis, da sua Ordem Restaurada no Brasil ,e da ex-"Colônia Alemã" neste país. Dirige o setor "História" das publicações no Inst. Anchietano de Pesquisas e é investigador da UNISINOS. Tem algumas centenas de publicações.

Um dos lugares que tenho como meta de conhecer este ano...

Me gustari poder ayudar si pueden contactarme a xosesg@hotmail.com y pasarme los datos de donde se pueden lleva las donaciones, mychas gracias

Gentileza de Renee Cadenas Pimentel

Sólo somos aficionados a la geología, ya que pienso que entendiendo de donde "llega" el paisaje se disfruta mejor. Saludos

Muchas gracias Rosa Azul, es la orquidea de mi madre y está en mi casa

Voted.Greetings from Greece.

My contest.

Impresionante. Realmente hermoso. Y tan cerquita!!! Felicitaciones, muy buena toma.

« Previous12Next »

Friends

  • loading Loading…

 

Jorge Casafus y Sand…'s groups